Sunday, August 19, 2007

Iluminismo e casa

Iluminismo e casa

Andre Moshe Pereira,

Pres. Kehillah Or Ahayim

Segundo SA o século XVIII marca mudanças fundamentais no judaísmo europeu…

Alguns sectores judeus especialmente da Europa Oriental especialmente populares submergir-se-ão numa liturgia e numa observância de forte influência mística e messiânica.

Central à mística do judaísmo é a questão do exílio. Desde a expulsão do paraíso, passando pelo exílio no Egipto, exílio na Babilónia, exílio romano e tantos outros, este conceito passou a representar o afastamento absoluto da natureza ideal. O fim do exílio tornou-se assaz representativo de tempos utópicos, messiânicos, onde se daria um retorno à própria casa, ao próprio ser, à mesma natureza.

O exílio é um deslocamento que, apesar de ser menos definitivo que uma invasão ou destruição, é certamente muito mais doloroso. O exilado compreende onde se encontra o “centro”, sente-se deslocado e alimenta esperanças constantes de retorno. A sua ansiedade é constante, a sua poesia e liturgia falam de volta, a metanarrativa de um reencontro como nos dias de antigamente.

O rabino Shlomo Carlebach (Ha-Mezamer) diz-nos que “muitos têm endereços, mas poucos têm verdadeiramente lares”. Para a maioria de nós, judeus, os nossos corpos são endereços e poucos dentre nós se sentem em casa com eles. Sem percebermos, deslocamo-nos, afastamo-nos do nosso corpo e vivemos o saudosismo de tempos de outrora em que estávamos em casa (ou pelo menos no seu quintal). O maior problema é que um retorno a algo no sentido cabalístico, a um físico que não somos fatalmente leva-nos a nunca chegar a casa mesmo que os nossos corpos se modifiquem, pois assim apenas mudamos de endereço. E estar em Portugal ou na Ucrânia é estar no exílio. E eu que o experimentei com a minha família quando estive, faz pouco tempo, em Yerushalayim, onde também se encontram outros membros da nossa comunidade Or Ahayim. NB diz-nos assim que: o patinho feio nunca deixou de se sentir feio até que percebesse que era na realidade um cisne e, portanto, começasse a reconhecer o sentido do verdadeiro caminho de retorno à sua “casa-corpo”.

Voltemos à história do judaísmo no Galuth: durante o século XVII, os judeus, tinham atravessado uma difícil existência e dois acontecimentos transformaram a sua existência quase de modo definitivo. Um deles, foi a invasão de hordas cossacas capitaneadas por Bogdan Chmelnitsky. E outros no surgimento do falso messias Sabatai Tzevi e o seu sucessor Jacob Franck.

A resposta perante tanta dor e desolação foi a aparição da figura providencial e notável de Baal Shem Tov, o hassidismo e a emergência da esperança e o sentido da vida para aqueles que haviam perdido tudo e que não lhes restava quase nada do melhor da tradição judaica. Na Europa entretanto, havia surgido para os fins do século XVII e nos princípios do século XVIII o Iluminismo, um movimento filosófico que provocou a separação entre o racionalismo e a religiosidade. Como era a Europa desse tempo? Em 1772 a aldeia de Ragachou tornou-se parte do Império Russo como cidade de província em Mogilev (em bielorusso Magileu) região (1777-96) e desde 1802, em 1796-1802 do governo Bielorusso.

Desde 1777 – Ragachou era um centro de alguma importância. As autoridades russas mandaram construir uma fortaleza em Ragachou, segundo David Fox. Mas não conseguiram realizar este projecto. A fortaleza de Ragachou nunca saiu do papel. De acordo com uma descrição de um viajante russo em 1777 – Ragachou era uma aldeia comum com casas de lavradores e tavernas judias (em bielorusso – korchma). Ele escrevera: “ Ragachou é uma aldeia suja com igreja Uniata, a Velha Basílica (Católica), uma igreja ortodoxa e uma sinagoga.”. Em 1797 Ragachou não tinha nenhum homem de negócios cristão e sim 52 homens de negócios judeus. A posição geográfica de Ragachou teve um papel crucial no estabelecimento da sua posição económica. Os principais artigos da economia de Ragachou eram a madeira, o peixe e a indústria de navegação, o artesanato e o comércio (especialmente o comércio no Deniepre entre Magileu e Kiev). Em 1812 a França de Napoleão começou a guerra com a Rússia de Alexandre I. Durante esta guerra em 1812 não muito longe de Ragachou, as tropas russas do general Raevsky tiveram uma batalha com os inimigos franceses.

As principais comunidades judaicas de Rogachou em 1847 eram, ainda segundo David Fox:

População judaica: Ragachou 1.305 Zhlobin 1.597 Karpilauka 183 Tikhinichi 569 Sretin 630 Sverzhen 405 Sherstin 210 Chachersk 1.006 Garadzets 434 Korma 1.175.

Toda a População do Ducado e respectiva População judaica: Ragachou 9.038 - 5.048 Garadzets 1.261 - 512 Zhalezniki 1.123 - 120 Zhlobin 3.356 - 1.760 Karpilauka 2.174 - 1.027 Korma 1.534 - 1.328 Sverzhen 1.056 - 635 Sviatilavichi 717 - 174 Streshin 1.949 - 1.179 Siapozhatki 539 - 53 Tikhinichi 1.313 - 687 Chachersk 2.316 - 1.700

Em 1897 a região de Ragachou tinha 224000 habitantes dos quais 21880 eram judeus.

As principais ocupações da judiaria de Ragachou eram a curtição pele, o fio de corda e a indústria de tijolos. Em 1880 Ragachou tinha uma indústria de cordame, cerveja, sabão, dois entrepostos de tijolos, moinhos de água e eólicos, uma doca no Ducado. A comunidade judaica tinha muito movimento comercial e obviamente a comunidade judaica de Ragachou tomava uma parte activa nisso. Eram famosas as três feiras de Ragachou (três feiras por ano). Um famoso geógrafo V.P. Semionov segundo (The history of Belarussian Jewry. Alex Friedman's personal web-project) no seu livro "Rossija Polnoe geographiceskoe opisanie nashego Otechestva. – Rússia. A descrição completa da nossa Pátria, Sankt-Petersburg, 1905): Ragachou é um povoado muito bonançoso com duas igrejas ortodoxas, 7 sinagogas, 36 indústrias de plantação com 173 trabalhadores. O local tem 11800 habitantes (7 140 dos quais judeus).

Voltemos a Mendelsohn: por meados do século XVIII um judeu de uma enorme cultura, influenciado pela filosofia do Iluminismo, deu origem com a sua obra ao movimento da Haskalah, a ilustração judaica, e o surgimento de novas formas de observância religiosa como foram o Judaísmo Reformista e o Movimento Conservador (este mesmo que nós ajudámos a fundar desde o primeiro minuto, em Lisboa a Comunidade Masorti Beit Israel que não obstante faz uma depuração estalinista, uma amputação genealógica no seu historial na Wikipedia). Esta personalidade notável, exerceu uma influência muito forte não só dentro do judaísmo mas também, através dos seus descendentes na história e na cultura europeia. Moisés Mendelsohn, foi um judeu nascido no Estado de Anhalt-Dessau no que hoje em dia é a Alemanha em 1729. A sua família era muito pobre, o seu pai era um soifer da Torah pelo que pese a viver encobertos na pobreza, nos estudos e no conhecimento eram importantes para eles. O Rabino David Fraenkel, de Dessau foi quem lhe deu uma educação tradicional judaica, aos catorze anos Moisés foi para Berlim, para a Yeshiva do Rabino Fraenkel quando este se mudou, como rabino para a capital prussiana. Em pouco tempo converteu-se num brilhante e prometedor discípulo nos estudos talmúdicos e rabínicos. Quando Moisés conheceu o Rabino Samson Rafael Hirsch, fez um grande esforço para poder receber o seu ensinamento, entre eles um dos mais preciosos, relacionar a lógica com as ciências religiosas do judaísmo. Segundo Moisés, esta era a riqueza fundamental do judaísmo, porque um Colégio Legal, a Torá, é produto da revelação divina e a base da existência do povo judeu. Mendelsohn reuniu aos seus estudos de temas judaicos, o alemão, o italiano, o inglês e o francês e além disso as línguas clássicas, o grego e o latim. Dedicou-se também ao estudo da matemática, da lógica e da filosofia.

Por volta de 1750 começou a trabalhar como mestre na casa de Isaac Bernhard, o proprietário de uma fábrica de seda, ao mesmo passo que travava amizade com o filósofo alemão Immanuel Kant e com Gotthold Lessing. Mendelsohn ascendeu no seu trabalho convertendo-se no contabilista de I. Bernhard para depois chegar a ser seu sócio. Dedicou-se ao comércio com o qual prosperou porém paralelamente continuou com a sua tarefa intelectual, especialmente com a escrita. Durante o último período da sua vida, Mendelsohn foi um fervoroso devoto da emancipação, civil e intelectual, da guética comunidade judia da Europa. Seriam porventura os dados mais inatos do sionismo a nascer. A condição de judeus, desde os séculos antecedentes, com muito poucas excepções, havia sido horrenda. Os judeus tinham sido forçados a viver esquálidos e sobrepovoados guetos, impondo-se-lhes taxas especiais, incluindo impostos pela celebração do Shabat e pelos serviços religiosos; foram apartados das tarefas em que eram peritos como do comércio e da maioria das profissões. Impunha-se assim o retorno a “casa”.

Agradeço aos chaverim SA e NB

Paso a la libertad y al exilio


Paso a la libertad y al exilio
La exposición 'Arquitecturas simbólicas: las puertas de las juderías' recoge a través de 90 fotografías el valor simbólico de estos pasos
16.08.07

TOLEDO. Paso judío a la ciudad. / M. R.
Las puertas poseen una doble interpretación poética y simbólica. En tiempos de buena convivencia entre cristianos y judíos, significaron el libre acceso a los barrios habitados por las estas comunidades y el intercambio cultural, religioso y de costumbres. En tiempos de asedio, se convirtieron en muros para cerrarlos a intimidad y reclusión a este pueblo, expulsado de los reinos hispánicos en 1492.

La exposición 'Arquitecturas simbólicas: las puertas de las juderías', inaugurada ayer en el Auditorio Príncipe Felipe, destaca esta doble función de los pasos judíos, de los que aún quedan restos importantes en España. Con carácter itinerante desde su creación en 2005 y organizada por el Patronato de Call de Girona, la muestra está formada 90 fotografías repartidas entre 22 paneles. Recorrerá las 21 ciudades de la Red de Juderías de España en el décimo aniversario de su constitución. Y hasta el 31 de agosto le toca el turno a Oviedo.

Las fotografías se dividen en tres ámbitos: las puertas de las calles, las puertas a los espacios íntimos y las puertas a los espacios sagrados, explica el organizador de la muestra y delegado en Asturias, Eugenio Corpas.

De las primeras, las que sirvieron de entrada a los pueblos, dan buena muestra los restos arqueológicos de Tudela, Toledo, Córdoba o Segovia. Como lo hacen la sinagoga de Vetula de Tudela o Samuel ha-Levi de Toledo de los espacios centrales de reunión y de culto de las comunidades judías, las sinagogas. Espacios que tuvieron importante presencia en los reinos hispánicos antes de su masiva destrucción por parte de los cristianos o su reconversión a iglesias católicas.

A pesar de que los únicos restos en la capital asturiana son aquellos que plasman los documentos, la muestra incluye una fotografía de la calle Salsipuedes, antiguo asentamiento judío.

Los visitantes dispondrán de dos semanas para acercarse hasta el Auditorio. Corpas destacó ayer que la ciudades de París y Londres han solicitado el traslado de la muestra.

Postagem: Andre Moshe Pereira, Presidente Koah.

Judeus na Argentina

JUDIOS EN ARGENTINA
Algunas cifras interesantes

fonte: Oneg Shabat

e Esteban Hartzstein

ESTUDIO DEMOGRÁFICO: COMUNIDAD JUDÍA ARGENTINA

Estimación: 160.000/244.000 en Capital Federal y Gran Buenos Aires. El Joint acaba de finalizar lo que sería hasta ahora el más importante estudio demográfico de judíos CFED y de 24 partidos del conurbano.
Los últimos datos poblacionales serios databan del censo de 1960 y están desactualizados.
El objetivo del estudio realizado por una consultora y un grupo de sociólogos del Joint es mejorar la toma de decisiones en el planeamiento institucional de la comunidad.
Ademäs se quiso conocer cuantos son, que características socio-demográficas tienen y que tradiciones judías se observan más.
Para ello se encuestaron 30.000 hogares de distintos barrios de la Capital Federal y Gran Buenos Aires.
Entre los datos relevados se detectaron unas 2100 personas que se definen como judías.

Para tal definición, por un lado se tomó como parámetro la Ley Judía (nacido de madre o abuela materna judía) y la Ley del Retorno de Israel, que amplia la definición a padre o abuelo paterno judío.
De esta manera se llega a proyectar la cifra y, con un márgen minimo de error, a la conclusión que habría en Cap. Fed. y el primer cinturón del conurbano unos 244.000 judíos, aunque se autodefinieron como tales el 67% o sea 163000. De la cifra el 74% sería judío por Halajá (Ley Judía).

Donde viven: Unos 156.000 judíos (el 64%) viven en Capital Federal donde conforman el 6% de la población de la ciudad.
Unos 88.000 viven en el Gran Bs. As, son el 1% de la población general.
En Cap. Fed. un 47% vive en zona Norte; un 45% en el centro y en los barrios sureños el 8%.
En el conourbano el 38% vive en zona Oeste, un 32% en el sur y un 30% en el norte.

Matrimonios mixtos: Han crecido si se los compara con los años 60. El 43% ( 4 de cada 10) son matrimonios mixtos, cifra similar a los judíos de Francia, Inglaterra y menor a los EE.UU.
La década del 60 fue el punto de ruptura quizas por mayor acceso a la universidad o por ser primera generación de judíos nacidos en Argentina.

Vínculo con organizaciones judías: 61% que se reconocen judíos no asisten a institución judía de ningún tipo. 23% no fue nunca y un 38% es ex asistente.

Lo más serio: La causa no sería económica sino ideológica ya que 7 de cada 10 que nunca asistieron son de nivel económico alto.
Las entidades socio-deportivas son las que más judíos nuclean: 64%.
Un 33% no asiste porque no le interesa y un 20% porque son caras.
Hacoaj y Hebraica son las más conocidas.
Luego le siguen AMIA y DAIA.

Educación judía: Un 47% de los que envian a sus hijos a escuelas privadas lo hacen por excelencia académica, un 34% para vigorizar la identidad judía y un 31% en la búsqueda de un marco social judío.
Entre los que no envian a sus hijos a una escuela judía el 31% manifesto que no quieren que sus hijos se eduquen en un ambiente exclusivamente judío.
El 20% no las pueden pagar y un 9% quiere escuela pública.

Prácticas judías: 7 de cada 10 varones judíos estan circuncidados; 4 de cada 10 hicieron su Bar y Bat Mitzva y
2 de cada 10 cuidan normas de Kashruth (observancia ritual)
El 53 % se reune a cenar en familia en las Altas Fiestas, sin ceremonia religosa.
Un 51% lo hacen con ceremonias rituales judías. En las últimas Altas Fiestas unos 70.000 judíos asistieron a las sinagogas de distintas corrientes una actitud que se incrementa y que fue confirmada por Seguridad de DAIA.
Sobre los 244.000 judíos proyectados un 41% desea irse del país. 27% lo haría a España; 24% Israel, 14% EE,UU., 4% Canadá y México. Un 57% dijo que Israel es un factor muy importante en sus vidas mientras que un 29% dijo bastante importante.

Antisemitismo: Sobre los 244.000 proyectados un 65% cree que en la Argentina hay un alto grado de antisemitismo. 4 de cada 10 vivenció una experiencia antisemita.

Terrorismo: Un 41% teme un nuevo acto terrorista y considera el ataque a la AMIA como un antes y un despues (bisagra) en sus vidas.

Conclusiones: Si bien aún resulta prematuro hacerlo se pueden extraer algunas conclusiones a saber:

1)
Las escuelas religiosas ortodoxas y laicas de alto poderadquisitivo son las que más crecen en matriculación.

2)
A pesar de que hay casi un 30% de judíos ricos, ser judío es muy caro.
El 70% de los judíos necesitaría ayuda para pagar escuela, centro comunitario y sinagoga lo que explicaría la dificultad de muchas escuelas judías en dotarse del mejor equipamiento tecnológico: Se lo exigen pero no siempre pueden hacerlo.

3)
Hay más judíos fuera de las instituciones que en ellas. Es preocupante, no sólo por asimilación sino que quiebra la representatividad de la judeidad argentina.

4)
Si bien la adhesión al sionismo activo es muy bajo, Israel sigue siendo el factor más gravitante de la identidad judeo-argentina aunque ello no se vuelque en Aliá (retornar a Israel).

5)
Hay muchos judíos en Gran Buenos Aires pero muy dispersos y con muy pocas instituciones que los contengan.

6)
Si bien DAIA expresó que el antisemitimo en Argentina es bajo, la gente tiene una percepción más emocional que comprobable.

7)
Se deduciria que en todo el territorio de la Republica, viven aprox: 300.000 Judios

Friday, August 17, 2007

PARASHÁ SHOFTIM 5767

BS"D

"Efraim Birbojm"



QUEM É O DONO DA VIDA E DA MORTE?

– (17 de Agosto de 2007)

"Quando era muito jovem, o rabino Isser Zalman Meltzer ficou noivo de uma jovem de sua cidade. Mas logo chegaram aos ouvidos do pai da noiva rumores de que o noivo tinha uma grave doença e estava com os dias contados. Num primeiro momento ele não quis acreditar, mas como as pessoas insistiam em alertá-lo sobre o estado de saúde de seu futuro genro, ele decidiu verificar melhor os fatos. Procurou pessoalmente o médico que cuidava do rabino e perguntou sobre os boatos. O médico falou, com muita tristeza, que os boatos eram verdadeiros, pois o jovem tinha uma grave doença e não lhe restava muito tempo de vida.

Chocado com as notícias, o pai da noiva decidiu procurar o grande rabino Chafetz Chaim, para saber como proceder. Não queria que sua filha casasse com alguém que teria pouco tempo de vida, mas não sabia se poderia romper o noivado por este motivo. O Chafetz Chaim escutou atentamente o caso, e quando o pai da noiva perguntou se deveria desmanchar o noivado ou não, ele falou de forma firme e decidida:

- D'us é Quem dá a vida! Nenhum médico pode decidir os anos de vida de ninguém! Deixe que o casamento aconteça.

O casamento aconteceu, e o rabino Isser Zalman Meltzer viveu até os 84 anos"
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Existem no mundo muitas práticas que permitem saber o futuro e se comunicar com espíritos, como a cartomancia, o jogo de búzios e os centros espíritas. E em geral temos muito interesse em escutar o que as cartomantes têm a dizer sobre o nosso futuro, ou se comunicar com o além e saber o que o destino nos reserva. Mas será que isso é permitido, e será que nos faz bem?

A Parashá desta semana, Shoftim, trata justamente deste assunto, e nos adverte que todas estas práticas de divinação (prever o futuro) e contato com os mortos são consideradas graves transgressões, como diz o versículo: "Quando vocês forem para a terra que Hashem, teu D'us, dá para vocês, não aprendam a fazer como a abominação destes povos. Não se encontrará dentre vocês aquele que passa seu filho e sua filha pelo fogo, aquele que faz feitiçarias, mago, adivinho e bruxo; nem quem faz encantamentos, consulta espíritos e oráculos e interroga os mortos. Porque é uma abominação para Hashem todo aquele que faz isso... Íntegro você deve ser com Hashem, teu D'us" (Devarim 9-13). É interessante notar que a Torá não diz que estas práticas não funcionam. O judaísmo ensina que é possível se comunicar com espíritos e até mesmo saber coisas sobre o futuro. Então por que a Torá define estas práticas como uma abominação tão grande?

Todas estas formas de adivinhação do futuro e contato com os mortos descritas na Torá são feitas através da manipulação de forças espirituais impuras, que, apesar de não enxergarmos, contaminam nossa alma e nos desconectam do Criador, a fonte de espiritualidade. Rashi, comentarista da Torá, acrescenta ainda um outro motivo: a pessoa que desenvolve uma Emuná (fé) completa em D'us, e entende que Seus caminho são perfeitos e justos, não precisa buscar conhecer o futuro, e por isso está escrito "íntegro você deve ser com Hashem, teu D'us". Já a pessoa que vai atrás destas práticas demonstra sua falta de Emuná no Criador, apesar de ter muitos meios racionais de verificar a Sua perfeição e bondade.

Além disso nossos sábios ensinam que "Ein Mazal Leisrael" (Não há decretos espirituais para o povo judeu). O que isto significa? Que mesmo o que sim está decretado espiritualmente para o povo judeu pode ser modificado, e portanto não temos que buscar saber o futuro, pois o futuro está em nossas mãos, depende dos nossos atos. Como podemos mudar maus decretos? A resposta está em uma das rezas de Rosh Hashaná, quando dizemos: "Três coisas podem mudar um mau-decreto: Teshuvá (arrependimento), Tefilá (Reza) e Tzedaká (caridade)". Por que justamente estas três coisas? E mais do que isso, se D'us é perfeito, Ele não muda Seus decretos (mudar algo que havia sido previamente decidido implica em imperfeição). Como Teshuvá, Tefilá e Tzedaká podem mudar um decreto de D'us?

Ensinam nossos sábios que muitos decretos celestiais não são feitos para indivíduos, e sim para grupos de pessoas com certas características espirituais. Através do cumprimento das Mitzvót a pessoa pode mudar completamente seu status espiritual e sair do grupo onde se encontrava antes. O decreto não foi revogado, simplesmente não atinge mais a pessoa que se elevou espiritualmente. Portanto, a Teshuvá, a Tefilá e a Tzedaká podem mudar nossas vidas.

Para desenvolver uma Emuná completa em D'us, o primeiro passo é colocar no coração a certeza de que Ele tem controle sobre tudo. Todas as vezes que damos força para outros elementos, é uma forma de idolatria e de afastamento de D'us. Por exemplo, não podemos acreditar quando médicos decidem definir o tempo de vida de um paciente, e perder as esperanças. Tudo o que os médicos podem saber são conhecimentos da medicina, mas a vida e a morte estão apenas nas mãos de D'us. Inúmeros são os casos de pessoas desacreditadas pela medicina que se recuperaram e viveram muitos anos mais. Essa Emuná completa nos ajuda a viver uma vida muito mais tranqüila, com a certeza de que há Alguém 24 horas por dia nos ajudando em nossas vidas e no nosso crescimento espiritual.

SHTIKATEV VETECHATEM LECHAIM TOVIM (QUE SEJAMOS INSCRITOS E SELADOS PARA A VIDA)

Parashá Shoftim

Hamaayan / The Torah Spring

Rabino Shlomo Katz
Volume 21, No. 43


4 Elul 5767
August 18, 2007


Today's Learning:
Bava Metzia 10:3-4
O.C. (Mishnah Berurah) 2:4-6
Daf Yomi (Bavli): Yevamot 107
Daf Yomi (Yerushalmi): Yoma 9

R' Moshe Schwab z"l (1918-1979) writes: With the arrival of the month ofElul, we are faced with the question, "What is Elul?" How is this monthdifferent from every other month?
R' Yisrael Salanter z"l said, "Every month should be Elul, but Elul isElul."


R' Schwab explains: All year long, a person should act the way wetry to act during Elul. At least, when Elul arrives, one should be awarethat his life, both the material and spiritual aspects, hangs in thebalance. This is true of oneself, of one's family, and of every member ofthe Jewish People.
Elul is the time to prepare for Rosh Hashanah and Yom Kippur, the days onwhich, we believe with perfect faith, we will be judged. We understandthat everything that will happen, whether on a personal or communal level,depends on those days. Yet, one cannot "leap" into Rosh Hashanah. Onemust prepare for it. To the degree that one prepares himself, to thatextent he will experience Rosh Hashanah. Conversely, to the degree thatone is lax in preparing for Rosh Hashanah, to that extent he will miss outwhen Rosh Hashanah comes.
A person who knows that he has a court date in the distant future does notlet his life be overshadowed by that upcoming event. However, as thatdate looms near, the litigant begins to fixate on it. So should we bewhen Elul approaches. All year long, we know that Rosh Hashanah is in thedistant future, and we ignore it. When Elul comes, it is time to startfocusing on our upcoming court date. Chazal say that on RoshHashanah, "Every living creature passes before Hashem." This reallymeans, "Every living creature." There are no exceptions. (Ma'archei LevVol. I, p. 57)
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"The officers shall continue speaking to the people and say, `Who is theman ha'yarei / who is fearful and fainthearted? Let him go and return tohis house, and let him not melt the heart of his fellows, like hisheart'." (20:8)
R' Meir Horowitz z"l (1819-1877; the Dzikover Rebbe) notes that theword "ha'yarei" appears twice in the Torah - here and in Shmot (9:20),regarding the plague of hailstones: "Ha'yarei / Whomever among theservants of Pharaoh feared the word of Hashem chased his servants and hislivestock to the houses." What is the significance of this pairing?
At first glance, we would assume that a person who is afraid ofeverything, even his own shadow, so-to-speak, does not fear G-d. A G-d-fearing person knows that we have nothing to fear but G-d Himself.However, our initial presumption might be wrong. A righteous person doesfear something else - his own sins and their consequences.
Our Sages say that when the officers announced that whoever is fearful andfainthearted is exempt from army service, they referred to those who werefearful of dying in battle because of their sins. [In particular, theGemara singles out the sin of talking in the middle of davening.] OurSages' interpretation is alluded to by the two appearances of theword "ha'yarei." Do not think that the fearful person in our verse is onewho does not fear G-d. He is fearful because he fears G-d. (Imrei Noam)
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"They shall speak up and say, `Our hands have not spilled this blood, andour eyes did not see'." (21:7)
These words were said by the elders of a city in proximity to which acorpse was found. Our Sages ask: Would we think for a moment that theelders murdered a hapless traveler? Rather, the elders are saying: We didnot see this traveler. Had we seen him, we would have given himprovisions for the road, which might have saved his life.
R' Chaim Yosef David Azulai z"l (Chida; died 1806) quotes a certain R'Ephraim who notes that the Hebrew words "lo shafchu" are an acronymfor "Levayah / accompaniment, achilah / food, shetiyah / drink, parnassatkol ha'derech / provisions for the whole way." (Nachal Kedumim) ******** Shemittah
[This coming year - 5768 - will be a shemittah / sabbatical year, whencertain agricultural activities are prohibited in Eretz Yisrael. Inpreparation, we are devoting a portion of each issue to legal and/orphilosophical aspects of the sabbatical year. The following laws aretaken from Chapter 2 of Sefer Ha'shemittah, by R' Yechiel MichelTukochinski z"l (1872-1956), a prominent halachic authority inYerushalayim, probably best known outside of Israel for his work GesherHa'chaim on the laws of mourning.]
The shemittah includes four general commandments:
1) Letting the earth rest from agricultural work, as the Torah says(Vayikra 25:2), "The land shall observe a Sabbath rest for Hashem." TheTorah also states (Shmot 34:21), "You shall desist from plowing andharvesting," and (Vayikra 25:4-5), "Your field you shall not sow and yourvineyard you shall not prune; the aftergrowth of your harvest you shallnot reap and the grapes you had set aside for yourself you shall not pick."
2) One does not transgress the law of "You shall desist from plowing andharvesting" unless he physically works the field of a Jew, whether his ownfield or the field of another Jew. However, the owner of a fieldtransgresses the positive commandment of "The land shall observe a Sabbathrest for Hashem" if his field is worked by anyone, even a non-Jew.
3) It is a mitzvah to abandon the produce of one's fields that grows inthe seventh year and to declare it hefker / ownerless, as it is written(Shmot 23:11), "And in the seventh, you shall leave it untended andunharvested, and the destitute of your people shall eat . . ."
4) All produce that grows on its own, whether on trees or in the fields, mustbe treated as hefker. One may bring from them into his house likeanything that he acquired from hefker. However, one may not lock hisgardens. One who does lock his garden or who gathers all of his produceinto his house [at one time] transgresses this positive commandment.
5) If one did guard his produce, most poskim / halachic authorities hold thatthe produce does not thereby become prohibited [although a mitzvah wastransgressed].
6) Fields that are adjacent to non-Jewish communities, like fields on theborders of Eretz Yisrael, may be guarded so that they will not be looted.In such a case, it appears [R' Tukochinski writes] that one may bring morethan his immediate needs home at one time; however, one should harvestwith a shinui / a change from the ordinary method. Of course, even insuch a field, one must let any Jew take from the produce.
7) It is a mitzvah to treat the produce of shemittah with sanctity and notto market or waste it. This is learned from the verse (Vayikra25:6), "The Sabbath produce of the land shall be yours to eat," [i.e., toeat, but not to market or waste]. This mitzvah includes the requirementto destroy all of the remaining produce at a certain time, for the nextverse continues, "And for your animal and for the beast that is in yourland shall all its crop be to eat." [Ed. note: From here our Sages learnedthat each type of produce of the shemittah may be eaten only so long as itis found in the wild. This mitzvah, called "Biur," will be discussed in afuture issue.]
8) The fourth commandment is not dependent upon the Land. It is toforgive outstanding loans at the end of the shemittah year. [This, too,will be discussed in a future issue.] ********
More "Ma'aseh Rav" from the Diaries
In addition to the historical interest of Eleh Masei, subtitled "A Journalof the Journey of the Rabbis, Members of the Committee to Raise the Crownof Judaism in Our Holy Land, Who Toured All the Settlements of Shomron[Samaria] and Galil [Galilee] in the Winter of 5674 [1914]," the work fromwhich we have been presenting excerpts this past year is significant as asource of reliable information about the halachic practices of some of theleading Torah figures of early 20th-century Eretz Yisrael, especially R'Avraham Yitzchak Hakohen Kook z"l, later Ashkenazic Chief Rabbi of theHoly Land, and R' Yosef Chaim Sonnenfeld, z"l, later Chief Rabbi of theEidah Ha'chareidit in Yerushalayim. Such halachic rulings, derived notfrom the express rulings of Torah scholars, but rather from their actions,are referred to as Ma'aseh Rav / action of the rabbi. We presented someexamples two weeks ago, and below are some additional ones.
In Teveryah, R' Kook, who was a kohen, did not enter the place commonlyreferred to as the grave of Rabbi Meir Ba'al Ha'nes. [Even though thereare authorities who maintain that the graves of tzaddikim do not generateritual impurity and there are others who maintain that nobody is buried inthe "grave" of Rabbi Meir Ba'al Ha'nes - at least not a Jew - R' Kookacted stringently.]
In Poriah, the rabbis praised the actions of the settlers, who caught anArab thief and turned him over to the governing [non-Jewish] authoritiesrather than taking the law into their own hands. The rabbis noted theirawe of the settlers who, because it was late at night when the thief wascaught, gave him dinner and a comfortable bed for the night.
Upon leaving the settlement of Merchaviah, the rabbis opted to travel inthe less comfortable and less dignified wagon owned by a Jew over thenicer wagon of a non-Jew. [By so doing, they fulfilled one or both of thefollowing mitzvot: (1) doing business with a Jew; and (2) giving charity,since the wagon driver likely was poor, and the highest form of charity isto give someone a job.]
[Finally, one of the participants in the rabbis' tour, R' Ben Zion Yadlerz"l, recorded in his own diary that R' Sonnenfeld would get down from thewagon from time-to-time and walk alongside because, he explained, walkingin Eretz Yisrael is itself a mitzvah.]

Tuesday, August 14, 2007

Don't miss this opportunity

By Haaretz Editorial

After seven bad years - years of terror, a diplomatic freeze, Hamas' victory in the Palestinian parliamentary elections and its takeover of Gaza - empty words about a "diplomatic horizon" and barren meetings between representatives of the parties are giving way to genuine diplomatic processes and practical plans for solving the conflict. At the end of the first meeting between an Israeli prime minister and a Palestinian leader ever held in the West Bank, Ehud Olmert announced that he and Palestinian Authority Chairman Mahmoud Abbas were determined to quickly craft a "framework" that would pave the way for establishing a Palestinian state. As Haaretz reported yesterday, Olmert, basing himself on a proposal by President Shimon Peres, welcomed the key principle of the Arab peace initiative, which guarantees that negotiations over the borders of the Palestinian state will be based on the June 4, 1967, lines.
The Peres document proposes that Israel and the Palestinians draft a document of principles, with an upfront guarantee that Israel will provide the Palestinian state with territory equal to 100 percent of the West Bank and Gaza Stirp. A prior agreement on this central issue, along with a binding timetable, would enable negotiations to be held on the details of the agreement. Such a discussion would focus, among other issues, on what compensation the Palestinians would receive for the designated settlement blocs, which must not interfere with the West Bank's territorial contiguity. The Peres outline also proposes practical and balanced solutions for the issues of Jerusalem and the refugees' return to places other than Israel's sovereign territory.
Neither Israel nor the Zionist movement has any more important or more urgent interest than ending the occupation of the territories. There is a stable majority among the public and in the government and Knesset that prefers a two-state solution based on the 1967 borders, along with territorial exchanges, to the other solutions: a binational state, or an apartheid regime.
Moreover, time is not on the side of pragmatic forces in the Middle East. Israel's failed war in Lebanon, and the failure of American policy in Iraq, have raised the status of Shi'ite fanatics like Hassan Nasrallah, who receive support from Iran. The combination of hasty "democratization" and an atmosphere of violence is attracting extremist terrorist elements such as Al-Qaida to the region, and strengthening rejectionist organizations in the territories. Without a substantive change in the situation in the territories, Hamas' takeover of the Gaza Strip is liable to turn out to be the first step in a takeover of the entire territories by Islamic fanatics.
These enemies have created a rare common incentive for Israel, the Arab League, and the Quartet - headed by the United States - to strengthen the circle of Middle East moderates, which is aware of the importance of a peace process between Israel and the Palestinians, before Tehran completes its nuclear its nuclear program. If this opportunity is missed, it is liable to be one miss too many.


Postagem: Andre Moshe Pereira, Pres. KOah,
Director CEIMOM

Parashá Shoftim

Rabino Kalman Packouz

GOOD MORNING!

This week is Rosh Chodesh Elul (August 14 and 15), the beginning of the Hebrew month of Elul. This means that there is one month and counting to Rosh Hashanah (Wednesday evening, September 12th). Many people might ask, "So, what?" or might think, "Thanks for the reminder to buy a brisket!" However, the answer to "So, what?" is that we have one month to prepare for Rosh Hashanah ... and Yom Kippur.


___Why would one want to prepare for Rosh Hashanah? Rosh Hashanah is the day of judgment when the Almighty decides "Life or death, sickness or health, poverty or wealth." Does it make sense to prepare for a day of judgment? You bet! However, for many it has the same emotional impact as their cardiologist telling them that they need to lose weight to avoid heart attacks and strokes ... a wonderful idea between meals!


___There is a tremendous benefit to living in Miami Beach. It's a hurricane zone. Around May you get the annual predictions - 21 tropical storms, 11 hurricanes, 7 major hurricanes. They actually have ways of measuring, correlating and predicting the number and size of storms. At the beginning of the season we start buying bottled water and batteries to prepare. We put a new battery in the weather radio which broadcasts the position and strength of the storms. We even have a chart where we mark off the present location of storms out there in the Caribbean.


___Why is living in a hurricane zone a benefit? It teaches you a very important lesson: Be real with life! Usually, the weather bureau (N.O.A.A. - National Oceanic and Atmospheric Administration) gives a week's heads up. You know that in 7 days a Force 3 or 4 or 5 hurricane will hit. You generally know for sure whether it will hit land, you just don't know whether for sure it will hit YOU until perhaps a day or a few hours before landfall.


___What happens during that week? The hardware store sells out all of its plywood (used for covering windows) and batteries. They have to make special shipments from neighboring states! The grocery stores shelves are cleared out or seriously diminished of canned goods and water. People are scrambling to buy generators to provide electricity needed to keep the lights on, fans going and the refrigerator and freezer working. There is a mad dash for last minute preparations because the STORM IS COMING!


___What's the difference between a hurricane and Rosh Hashanah? The hurricane MAY hit your area; Rosh Hashanah DEFINITELY will touch you!


___So, if one believes in a God who has set a standard for behavior and observance in the Torah and who will judge us, does it make sense to make some preparations? You bet!


___How can one prepare for the Day of Judgment? Here are:



10 THINGS YOU CAN DO
TO PREPARE FOR ROSH HASHANAH



Take a spiritual accounting.
Each day take at least 5 minutes to review your last year: (a) your behavior with family, friends, associates and people with whom you've interacted, (b) your level of mitzvah observance.


Attend a class
or classes at a synagogue, Aish center, a yeshiva on how to prepare. Read articles on aish.com and listen to world-class speakers on aishaudio.com. Buy the Artscroll book Rosh HaShanah.


Study the Machzor
(Rosh Hashanah prayer book) to know the order of the service and the meaning of the words and prayers. You can buy a copy of the Rosh Hashanah Yom Kippur Survival Kit, by Rabbi Shimon Apisdorf (available at your local Jewish bookstore, at http://www.judaicaenterprises.com or call 877-758-3242).


Make sure that you
have given enough tzedakah (charity) and have paid your pledges (One is supposed to give 10% of his net income). It says in the Machzor that three things break an evil decree - Teshuva (repentance), Tefilla (prayer) and Tzedakah (charity). Why not maximize your chance for a good decree?


Think of (at least) one person
you have wronged or feel badly towards - and correct the situation.


Make a list
of your goals for yourself and your family - what you want to work towards and pray for.


Limit your pleasures
- the amount of television, movies, music, food - do something different so that you take this preparation time seriously. Then, increase your Torah learning!


Do an extra act of kindness
- who needs your help? To whom can you make a difference?


Read a book
on character development - anything written by Rabbi Zelig Pliskin would be great!


Ask a friend
to tell you what you need to improve. A real friend will tell you ... but in a nice way!


Torah Portion of the Week

Shoftim


___Topics in this week's portion include: Judges and Justice, Sacred Trees and Pillars, Blemished Sacrifice, Penalties for Idolatry, The Supreme Court, The King, Levitical Priests, Priestly Portions, Special Service, Divination and Prophecy, Cities of Refuge, Murder, Preserving Boundaries, Conspiring Witnesses, Preparing for War, Taking Captives, Conducting a Siege and the Case of the Unsolved Murder.



___This week we have the famous admonition: "Righteousness, Righteousness shall you pursue, so that you will live and possess the Land that the Almighty your God, gives you" (Deut. 16:20).

* * *

Dvar Torah
Growth Through Torah

Rabino Zelig Pliskin


___The Torah states:


"Do not erect a 'matzaivah' (a pillar of one stone upon which to bring an offering)." (Deut. 16:22)



___What lesson for life can we learn from this verse?


___Rabbit Tzvi Elimelech Shapiro of Dinov commented: There are people who are rigid and inflexible. They have certain habits and customs and are unwilling to deviate from them. However, this is a mistake. This day is not similar to any previous day, and no two situations are exactly alike. What is the right thing to do in any situation is dependent on all the unique circumstance of that situation. This can be understood from our verse. Do not erect a way that is rigid or stubbornly unbending regardless of the situation ('matzav' - which has the same root as 'matzaivah' - means 'situation'). Rather, you should always take action according to the needs of that particular moment.


___What could be a mitzvah (proper behavior) in one situation, could be a transgression in another situation. At times a certain act could be a Kidush HaShem (a sanctification of God's name), and in other situations where some factors are a bit different, similar behavior would constitute a Chilul HaShem (a profanation of God's name).


___A person who does things compulsively without wisdom will make many mistakes. Only someone who has a grasp of the full panoramic view of Torah principles will have the necessary wisdom to judge what is the correct thing to do in every situation. The more Torah you learn the greater will be your ability to make distinctions between different situations.


* * *

HOW TO STAY SAFE IN THE WORLD TODAY



Avoid riding
in automobiles because they are responsible for 20 percent of all fatal accidents.


Do not stay at home because 17 percent of all accidents occur in the home. (that's 37 % already)


Avoid walking
on streets or sidewalks because 14 percent of all accidents occur to pedestrians. (now that's 51%)


Avoid traveling
by air, accidents involve these forms of transportation. (that's 67%)


Of the
remaining 33 percent, 32 percent of all deaths occur in hospitals. Above all else avoid hospitals.


___You will be pleased to learn that only 0.01 percent of all deaths occur in a synagogue, and these are usually related to previous physical disorders.


___Therefore, logic tells us that the safest place for you to be at any given point in time is in Synagogue services. Torah Study is even safer. The number of deaths during Torah Study is too small to register.


___For safety's sake, go to Shul as often as possible, and attend Torah Study. It could save your life!





CANDLE LIGHTING - August 17
(or go to http://www.aish.com/shabbat/candlelighting.asp)


Jerusalem 6:46
Guatemala 6:09 - Hong Kong 6:35 - Honolulu 6:42
J'Burg 5:30 – KOAH Porto 8:01 - Los Angeles 7:20
Melbourne 5:28 - Mexico City 7:45 - Miami 7:38
New York 7:34 - Singapore 6:56 - Toronto 8:01




QUOTE OF THE WEEK:

What you are afraid of is never as bad as what you imagined .

Friday, August 10, 2007

Kafka, nós e Saramago

Kafka, nós e Saramago

Andre Moshe Pereira


1. A nossa alegria, a nossa miséria, as contingências da realidade que nos cerca têm uma grande influência no que nós escrevemos.
A escrita é uma vigília do desastre pessoal… as implicações do desastre e do trauma pesam muito sobre nós, como uma sociedade inteira, como um povo inteiro. O mundo está cada vez a ficar mais estreito. Isso é conhecido da famosa fábula de Kafka, Uma Pequena Fábula. Um rato que escapa por pouco a uma armadilha e um gato que impende sobre ele. A quem vive em situações extremas e vive a violenta realidade do conflito político militar e religioso, vê a confinação do seu mundo aumentar a sua diminuta proporção vital, por cada dia que passa. E o crescer deste espaço vazio um pedopsiquiatra, Pedro Strecht acrescenta, em Da vida – “todas as situações de crianças em dificuldades têm um eco nas emoções de quem as conhece e procura ajudar. Abordar o abandono, a perda, a morte, é ir ao encontro de algumas das nossas principais angústias, sendo o abalo particularmente intenso. (…) Apesar disso, a dignidade mantida no seu sofrimento relembra a nossa frágil condição humana e engrandece a ideia de vida. Que um homem tem que viver com um pé na Primavera, dizem”. (Pedro Strecht, Crescer Vazio, Círculo de Leitores, Lisboa, p. 39). Podemos falar acerca do vazio que cresce entre o ser humano e as condições exteriores, as situações caóticas nas quais ele vive. O homem é assim um animal condicionado, (Vítor Frankl tem aliás um excelente ensaio sobre o Homem em condição na perspectiva logoterápica), a natureza da situação dita-lhe a sua vida em todo e em cada aspecto. E esse vazio nunca fica vazio. Rapidamente se enche com a apatia, com o cinismo e mais do que todo o resto, com o desespero. O desespero que alimenta situações distorcidas, permitindo-lhes que persistam mais e mais, em alguns casos por gerações. Desesperar das possibilidades de sempre mudar o prevalecente estado das coisas, e de qualquer ser ser disso redimido. E o desespero, doença mortal, que é ainda mais fundo – desespero daquilo que a situação distorcida expõe, em ultima análise, em todos e cada um de nós. Sentimos o peso agressivo, que o povo de Israel paga pelo permanente estado de Guerra. O encolhimento da área de superfície da alma que fica em contacto com o mundo ameaçador e sangrento lá fora. A limitação da própria capacidade e disposição para se identificar mesmo um pouco que seja a dor dos outros. A suspensão do julgamento de moralidade. O desespero que muitos judeus, experienciamos do possível entendimento sobre os nossos mesmos pensamentos verdadeiros, do estado de coisas, que é tão terrífico e decepcionante e complexo, quer moralmente quer praticamente. Consequentemente vemo-nos convictos de seria melhor não pensar em nada e estabelecemos as normas morais nas mãos de quem sabe e pode “conhecer melhor”.

2. Diz um dos nossos hostis figadais: o pseudo-moralista e mau exegeta Sr. José Saramago. ‘Intoxicados mentalmente pela ideia messiânica de um Grande Israel que realize finalmente os sonhos expansionistas do sionismo mais radical; contaminados pela monstruosa e enraizada "certeza" de que neste catastrófico e absurdo mundo existe um povo eleito por Deus e que, portanto, estão automaticamente justificadas e autorizadas, em nome também dos horrores passados e dos medos de hoje, todas as acções próprias resultantes de um racismo obsessivo, psicológica e patologicamente exclusivista.’ José Saramago, escritor, prémio Nobel de 98, em 'Das pedras de David aos tanques de Golias' (El Pais, Madrid, 21/4/2007). O que ele, Saramago, não sabe, é que os israelitas se preocupam com a justiça, quer com a questão dos direitos humanos, (alguns, mais à esquerda) com o sofrimento do povo palestiniano sem liderança capaz e democrática, quer obviamente com o bombardeamento atroz e dementado das populações civis de Israel pelos Hezbollah e Hamas. Não sabe e provavelmente não tem ciência para denotar a sua mesma leitura inadequada das teses que coloca sobre a cabeça dos palestinianos. Infere sem conhecer. Saramago pode apoiar os direitos dos palestinos e dos espanhóis porque é um «espanhol livre» de Lanzarote. Não vive, como seria mais natural, ainda que depois do falecimento do comunismo, em Kiev, Lviv ou Gdansk ou em Tashkent, em Vilnius, Riga, ou Moscovo ou em Irkutsk, Krasnoyarsk, Novosibirsk, Omsk, Tomsk, etc.. Não (re)conhece a dualidade pragmática não meramente táctica mas mesmo estratégica (esquerda e direita) das políticas israelitas e a sua diferença. Embrulha-se com a questão do “povo eleito”. A concepção de povo eleito tem uma estrutura complexa que não é a «eclesiástica» de Saramago. A eleição corresponde a uma evolução do pensamento religioso de um determinado povo. E tem este povo, conotações profundamente morais e comunitárias mas de obrigação e deveres (Mitzvoth). Como isso é mal interpretado a concepção saramaguiana de eleição como factor genético ou tutorial toma a sagração da raça, conduta agressiva, racismo agressivo, psicológico, patológico e exclusivista. Nada disto é certo. E é mesmo malcriada a sua assertiva pela boca ou pela pena de Saramago.


3. Muito menos é segura a interpretação do livro Devarim por Saramago com respeito à justiça de D’us. No Devarim existe muita humanidade, e profecias por cumprir, o pensamento religioso judeu não é estanque e é múltiplo plural e infinito. Os Chachanim, sábios, fariseus, têm uma visão muito humana dessa passagem que Saramago não quis ou não soube interpretar. Porque a realidade do mundo é mutável e complexa. Baste lembrar milenarmente, um pasuq de Haggadah de Pesah “e cairam sobre nós com coacções duras, como diz o verso: “E servindo-se os egipcianos dos filhos de Israel com dureza”. E exclamamos a Adonay em nossa voz, e ouviu a nossa aflição o nosso lazério, e o nosso aperto”. Or Zaríah, 45. Por outras palavras por causa da perpétua e total e muito real receio de sermos feridos e mortos, de perdas inadmissíveis, ou enfim da “mera” humilhação, todos e cada um de nós, os conflitos de cidadania, dos seus prisioneiros, esmagam a nossa própria vivacidade, o nosso diapasão mental e cognitivo, sempre envolvido em camadas protectoras, que acabarão, D’us não permita, por nos sufocar, na busca incessante da justiça. O rato de Kafka está certo: quando o predador está próximo de ti, o mundo torna-se opressivamente estreito. E também a linguagem que descreve esse fenómeno. A linguagem dos outros, v.g., Saramago, pode não conter mais que do que uma camada bem urdida de clichés e slogans que é bem o caso. Começa por vezes com estes ideólogos (como é o caso do revisionismo filigrânico e judeofobia de Saramago: “educados e treinados na ideia de que quaisquer sofrimentos que tenham infligido, inflijam ou venham a infligir aos outros, e em particular aos palestinos, sempre ficarão abaixo dos que padeceram no Holocausto, os judeus arranham interminavelmente a sua própria ferida para que não deixe de sangrar, para torná-la incurável, e mostram-na ao mundo como se tratasse de uma bandeira”. José Saramago, escritor, prémio Nobel de 98, em 'Das pedras de David aos tanques de Golias' (El Pais, Madrid, 21/4/2007). Sendo Saramago um dos bem tratados pelo pós-capitalismo Ocidental, com a cumplicidade institucional com a filtragem dos mass-media e a sua visão das coisas e germina numa muito bem urdida linguagem que atinge a audiência target com estórias de fácil digestão. E este processo finalmente infecta e infiltra a esfera privada, íntima e conflitual dos cidadãos mesmo que a custo procurem não o admitir. A esta última passagem responde o médico judeu José Itzigsohn em 1 de Agosto de 2007, desde Jerusalém, da seguinte forma: “Saiba Você (Saramago) que isso não nos faz falta porque outros se encarregam permanentemente de fazê-lo: o estalinismo, o neonazismo, a propaganda dalguns países árabes que utilizam os Protocolos dos Sábios de Sião como se fosse uma verdade comprovada e paro de relatar. Noutro momento Você se pergunta se em relação aos judeus, se o sofrer tanto não seria o melhor motivo para não fazer sofrer aos demais. Estranho pensamento este que contudo se transformou num lugar comum, segundo o qual, o sofrimento devesse fazer melhor a um povo. Talvez a alguns indivíduos mas não a um povo no seu conjunto. Pelo contrário, os sofrimentos inauditos, ainda sem chegar ao extremo de Auschwitz, as humilhações reiteradas, tornam um povo mais receoso, mais convencido que não tem nada que aguardar do mundo e que só pode confiar em si mesmo”. Mais do que tudo, estamos melhor se não sentirmos demasiado – ao menos a até que isto possa passar. Mesmo a estupidez de Saramago. A sua atrabílis espanhola e a sua visão mirífica das coisas, que um dia quisera fazer de todos e cada um de nós um espanhol português, como um espanhol catalão ou um espanhol andaluz, etc…com a sua usual falta de sentimento de humanidade, com o máximo de indiferença, uma porção de sublimação erudita, e um pouco de intencional cegueira e largas doses de autoanestesiação.

Tuesday, August 07, 2007

Iran Muzzles and Executes Dissenters Under Sharia Law

Tuesday, August 7, 2007

Frenzied shouts of “Allah akbar” (“Allah is great”) accompanied seven Iranians on their death walk Wednesday. Moments later, executioners kicked the stools supporting their weight out from beneath their feet, and cords around their necks cut their fall sickeningly short. Accompanying the victims’ final few spasmodic kicks, the crowd of onlookers and a mullah howled, “Alhamd li-Allah” (“Praise be to Allah”).The hangings, broadcast live on Iranian public television, were the latest in the state’s crackdown on “hooligans.” The Farsi equivalent of “hooligans” is Tehran’s term for dissenters, activists or troublesome union leaders.According to Iranian-born journalist Amir Taheri, the public executions ordered by Iranian President Mahmoud Ahmadinejad are part of a terror campaign to clamp down on an increasingly restive population. At least 118 people have been executed since the middle of June, including four who were put to death by stoning.Amnesty International lists Iran as having one of the highest execution rates in the world, a standing that may soon increase. Iran’s chief Islamic prosecutor reports that 150 more people are scheduled to be hanged and stoned to death over the coming days and weeks. The current wave of executions is Iran’s highest in 23 years.As part of Iran’s recent crackdown and program of intimidation, over 1 million people have been arrested since April, most for violating Islamic dress codes, including having hairstyles deemed to be too Western. The arrests included 430,000 men and women on charges of drug use, 6,204 on charges on “sexual proximity,” and just within the city of Tehran, 4,209 on charges of hooliganism. Last week, Iranian police raided an underground rock concert and detained more than 200 people.The wave of arrests has sparked a massive prison boom, as government buildings are being converted into makeshift jails. Still, Ali-Akbar Yassaqi, the head of the National Prisons Service, isn’t sure if the new buildings will prove sufficient.Though many who are arrested may only spend hours or days incarcerated, Iranian prisons are overflowing. Government statistics show official prison capacity at 50,000, while inmate levels in excess of 150,000 have led Yassaqi to appeal for a moratorium on arrests.The national crackdown comes as Iran’s leaders attempt to cut Iranians off from outside media and focus attention on international threats and conspiracies.Over 4,000 Internet sites have been blocked, with more added each day. The national book blacklist is growing too. Over the past four months, 30 newspapers and magazines have been closed, and 17 journalists jailed, two of whom are scheduled to be hung.Additionally, 40 people have arrested on charges of spying. Iranian propaganda reached a dubious level recently when state-sponsored news agency irna announced that 14 squirrels carrying foreign-agency espionage gear had been captured.The futility of the West trying to make peace with the radical leaders responsible for this massive wave of arrests and executions should be readily apparent. Ahmadinejad does not want peace; he wants Iranian-enforced Sharia law to cover the world. As Tehran’s leaders consolidate their hold on the country by brute force, expect Iran to become even more forceful in its foreign policy.

Sunday, August 05, 2007

Parashá Re'eh

Rabino Kalman Packouz


GOOD MORNING! Often I receive calls from parents seeking help with their children who are planning to intermarry. Before discussing their situation, I direct them to my website PreventIntermarriage.com to download a free copy of my book How to Prevent an Intermarriage: A guide for parents to prevent broken hearts. (It is also available in Spanish at MatrimoniosMixtos.org) Then I recommend that they purchase two copies of Why Marry Jewish by Doron Kornbluth to give to their child and his/her intended - both books are available at your local Jewish bookstore, at judaicaenterprises.com or by calling toll-free to 877-758-3242.


___Below is an adaptation of an excerpt from SHMOOZE - A Guide to Thought-Provoking Discussions on Essential Jewish Issues compiled by Nechemia Coopersmith and published by Aish HaTorah:


___More than 50% of the Jews in the United States who got married in the past decade married out of their faith. Seven hundred thousand Jewish kids are being raised in other religions.


___For some people, these statistics are a tragedy. For others, they merely portray a natural outcome of living in a multi-cultural society.


___One thing is for sure - there are a number of arguments given against intermarriage that are not valid. For example: "Six million Jews died for you to be here. How can you spit on their graves?" or, in a similar vein, "It would kill Grandpa if you married out!"


___These arguments are neither positive reasons to identify as a Jew nor intellectually satisfying. They certainly are not very motivating to break off a relationship. The appeal to guilt is at best a non-sequitar: The fact that my ancestors believed or practiced Judaism is not a reason I must do the same. Worse, however, than being ineffective, the guilt approach portrays Jewish commitment as a painful burden weighing against a person's desire and self-interest. This isn't a strong answer to the question "Why be Jewish?"


___Another common, but flawed, argument against intermarriage is the need for Jewish continuity. Intermarriage threatens the survival of the Jewish nation. It either weakens or is the end of one's Jewish affiliation plus it virtually severs all offspring's affiliation. (While there are exceptions, the National Jewish Population Study showed that only a very small fraction of the offspring of a mixed marriage end up marrying a Jew.) If you care about the Jewish people, so the argument goes, you must marry a Jew and perpetuate the nation.


___Where's the flaw in this reasoning? The Torah guarantees the survival of the Jewish people regardless of intermarriage. The Jewish people are promised that they will be an eternal nation. The Torah says, "I will establish My covenant between Me and you and your descendants after you throughout their generations, an eternal covenant, to be your God and the God of your descendants after you" (Genesis 17:7). As a nation, God guarantees our survival unconditionally.


___Even if our survival is being threatened, that is not the concern of a person on the verge of marriage. He is thinking about his own future with the person he loves. He may ask, "Why is Jewish survival so important that I should sacrifice my personal happiness?"


___Intermarriage is first and foremost a personal issue. Why is it in one's best interest to marry someone of the same faith?


___Besides love, there are other factors a person should consider when deciding to marry: life goals, values, family, background, religion... Love does not conquer all; if it did, there wouldn't be such a high divorce rate!


___What is so valuable about Judaism that one should rule out 99% of the world's population as possible spouses? What is the mission of the Jewish people? What does this covenant mean, and is it something that you want to be a part of? Will one's choice for marriage express a commitment to the ideal of being a moral force in the world and to the Jewish vision of tikkun olam, perfecting the world? Or will one choose love over that mission?


___The choice cannot be made in ignorance. The commitment of our ancestors isn't enough reason to live as a Jew. However, our ancestors' commitment does reflect something so sustaining that many have endured the torments of anti-Semitism and felt being Jewish well-worth that price. There is no way to understand that commitment and its rewards without learning the meaning of the Jewish mission and studying Judaism. One must appraise the treasure before selling it forever - to learn what it means to be a Jew before marrying out.



Torah Portion of the Week
Parashá Re'eh


___This week is a jam-packed portion. It begins with a choice: "I set before you a blessing and a curse. The blessing: if you obey the commandments of God...; the curse if you do not ... and you follow other gods."


___The portion continues with rules and laws for the land of Israel primarily oriented towards staying away from idol worship and the other religions in the land. In verses 13:1-12 you will find the section that caused a missionary's face to blanch and silenced him from continuing to proselytize a renowned rabbi.


___One of the indications of the existence and necessity of the Oral Torah -an explanation and clarification (later redacted as the Talmud) of the written Torah (The Five Books of Moses) - comes from verse 12:21 "You will slaughter animals ... according to the manner I (God) have prescribed." Nowhere in the Torah are we instructed in the manner of shechita, ritual slaughter. One might conclude that there was a very sloppy editor. Or -one might conclude that there are additional teachings (the Oral Law/Talmud) clarifying and amplifying the written Word.


___The source of the Chosen People concept is brought this week: "You are a nation consecrated to God your Lord. God has chosen you from all nations on the face of the earth to be His own special nation ... (Deut. 14:1-2)." We are chosen for responsibility, not privilege - to act morally and to be a "light unto the nations."


___The portion then gives instructions regarding: permitted and forbidden foods, the Second Tithe, remissions of loans every 7 years, treatment of those in need (to be warm-hearted and open-handed), a Jewish bondsman, the three pilgrimage festivals (Passover, Shavuot, Sukkot).


* * *

Dvar Torah
based on Growth Through Torah

Rabino Zelig Pliskin


___The Torah uses some mighty strong language this week that really needs some understanding:


"See I am placing before you this day a blessing and a curse. The blessing, if you will listen to the commandments of the Almighty which I am commanding you this day. And the curse, if you do not listen to the Almighty's commandments."



___On top of this, the Sforno, a renowned 15th century Italian commentator, adds "There is no middle way. If a person follows the Torah, his life will be a blessed life. If a person fails to live by the commandments, he will live a cursed life."


___This seems to be a rather extreme statement. However, if we understand that life is either purposeful and meaningful or not, then we can understand that a life of meaning is a blessed life. And a life without meaning is a life devoid of satisfaction and imbued with a sense that nothing makes a difference when life is over anyway (and what could be a greater curse than that?).


___Understanding that there is a God Who created the world, sustains it and supervises it - gives life intrinsic meaning. One can always create a sense of meaning in a diversion - acquiring wealth, following baseball or even in something as noble as helping others. However, unless there is a God and there are absolute responsibilities and values, then there is no inherent meaning to life. It gnaws at one's psyche.


___A person needs to have purpose in life, to know that life is meaningful. To be aware of the Creator and to fulfill His will enables a person to experience the greatest of blessings in this world. Each day will be an exciting adventure full of the joy of doing the Almighty's will. The choice is yours to make. Choose life!

CANDLE LIGHTING - August 10
(or go to http://www.aish.com/shabbat/candlelighting.asp)

Jerusalem 6:53
Guatemala 6:09 - Hong Kong 6:41 - Honolulu 6:47
J'Burg 5:26 – KOAH Porto 8:17 - Los Angeles 7:28
Melbourne 5:21 - Mexico City 7:50 - Miami 7:44
New York 7:44 - Singapore 6:57 - Toronto 8:12




QUOTE OF THE WEEK:

It is not pleasure that makes life worth living; it is life that makes pleasure worth having.
-- George Bernard Shaw

Saturday, August 04, 2007

Crime e esperança

Andre Moshe Pereira, Presidente
Kehillah Or Ahayim
Director do Centro de Estudos Israelitas

A Cabala Revisitada XII


Ao Robert Bachmann e à Liz Judith, ao Rav Yochanan Morán

Depois da segunda guerra mundial o historiador Jules Isaac coloca a questão: «Porque assassinaram a minha família?».
Durante todo o resto da sua vida consagrou o seu tempo à busca desta resposta. Refontalizou a génese do anti-semitismo remontando à ensinança do desprezo dos judeus veiculada pela antiga teologia. A militância pelo por ao dia dum ensinamento de estima e foi um dos artesãos da reforma teológica operada no seio católico pelo Concílio Vaticano II.
Leon Poliakov, pela mesma época colocou as mesmas dúvidas que Jules Isaac; «Porque me quiseram matar?». E de todas as formas e com todas as forças consagrou-se a explorar todas as pistas que levassem à origem do anti-semitismo, desde o anti-judaísmo religioso, às variantes antijudaicas do racismo, até ao anti-sionismo arabo-ocidental, a versão contemporânea do ódio aos judeus.

O método de Poliakov aparece sob o seu génio intuitivo que o distingue de certos historiadores e ensaístas que contam as descobertas de outrem. Poliakov não hesita em abrir novas pistas, mesmo ao limite do esoterismo, explorando mesmo as demonologias, as teorias dos complots [foi esquisito saber um dia destes, por fonte fidedigna, que uma Tese de uma doutoranda, ex-assistente da FDUL, tinha sido aprovada, há 3 semanas sensivelmente, resvés, em Lisboa na Universidade Clássica, em Direito, em que defendia a «historicidade» e «autenticidade» dos Protocolos do sábios do Sião! Neles se acusam alarvemente os judeus de sermos responsáveis pelo domínio do mundo,… entre outros despautérios psicanalíticos inenarráveis), os fantasmas do XVIII século sobre a hibridação de raças, onde correm tantos afluentes do ribeiro antisemita.

Poliakov podia também explorar a fundo e fazer evidenciar um pormenor que passa desapercebido aos olhos de outros investigadores e detectives tornando-se precursores de correntes que vieram após o seu trabalho. Consulta um documento sobre a deportação dos judeus de Bordéus. Um comboio não partira por falta de judeus. Num detalhe que revela uma série de ameaças do fabricante do comboio ao seu vendedor ou subcontratado por «mau funcionamento». Paul Giniewsky acrescenta em documentos compulsados por nós, que para os nazis um judeu não era um ser humano. Mas sim um alimento, um vívere. Infeliz de quem se atrevesse a pôr em perigo o ritmo da produção de Auschwitz.

Desde 1949 que os Aliados sabiam tudo sobre a shoah, absolutamente tudo e recusavam-se a querer saber do judeus. Em 17 de Dezembro de 1942 já, as Nações unidas em guerra contra os nazis, publicavam uma declaração oficial descrevendo o detalhe da exterminação dos judeus sobre a ressurgência da Wehrmacht e nos campos de morte da Polónia. Mas ao mesmo tempo, os inimigos do Reich farão esgotar todas as tentativas de permutação de judeus contra mercadorias, dinheiro ou contra cativos alemães. Todas as querelas posteriores em torno da atitude de Pio XII foram seguramente clarificadas, antes mesmo da exploração dos arquivos por algumas palavras de François Mauriac. Em 1951 o “abominável dever daqueles que deixaram a guia ao pescoço dos nazis “sobre o capítulo desses pestíferos” (os judeus) cuidando “poder atenuar outras misérias»”. E na exploração realista da psicologia dos assassinos e das testemunhas, numa leitura que nos faz rememorar de alguma forma as consequências do Relatório Eichmann de Hannah Arendt sobre a banalidade do mal na ordem de comando do nazismo, Leon Poliakov estabelece numa base documental «que o grande crime organizado da história» pôde cumprir-se por uma pequena minoria de fanáticos, graças à indiferença da maioria, porque os nazis e os seus cúmplices tinham podido massacrar “de maneira a não chocar a sensibilidade” de maneira “discreta, silenciosa, desconhecida”.
Um dia Jacques Derrida escreve, falando com Levinas um dos maiores moralistas judeus do século XX, sobre as suas investigações acerca da morte e do que devia a Heidegger – (muito próximo pensador do nazismo) – no mesmo momento em que se afastava dele, escrevera: [A morte e o tempo - MT] “Distingue-se do pensamento de Heidegger e fá-lo apesar da dívida que todo o pensador contemporâneo tem com Heidegger – uma dívida que com frequência nos pesa -” (MT, p. 8). A boa sorte da nossa dívida com Levinas é de que podemos, graças a ele assumi-la e afirmá-la sem pesar, na inocência entusiástica da admiração, congemina Derrida, e bem, como nós.
Mas regressemos, em que é que a leitura de Leon Poliakov pode permitir hoje uma chave de compreensão do crime nazi, como a foi ontem? O fio que interliga todas as formas de ódio, aos judeus de que Poliakov mostra a persistência do avatares desse mesmo ódio, fazem-nos compreender ainda melhor a natureza e os efeitos do mesmo crime colectivo que está em vias de se cometer contra o Estado judeu (Estado de Israel), em nome do anti-semitismo, pela mão do Irão em parte do Ocidente. Veja-se o caso de Gilad Schalit, Ehud Goldwasser e Eldad Regev e reflicta-se sobre o que escreveu o Sr. Embaixador de Israel, Aaron Ram, em 27 de Julho último no JN: “as famílias de Eldad Regev e Ehud Goldwasser, raptados pelo Hezbollah, do lado israelita da fronteira com o Líbano, têm razões para "invejar" a família Shalit. Afinal, por mais precária que seja a situação em Gaza, pelo menos os Shalit receberam notícias de que o seu filho está vivo. As famílias Regev e Goldwasser não tiveram tanta sorte. Nem um só canal de comunicação foi aberto, nem um só sinal sobre o seu estado. Há um ano que foram raptados e nem uma palavra. De todas as formas, nunca foi permitido o acesso pela Cruz Vermelha (ou outra organização) a nenhum dos três, para avaliar do seu estado de saúde – estes não são apenas casos com contornos de deliberada crueldade, são também inequívocas violações da lei internacional”.

Por isso a Torah nos protege dessa maldade da voz da multidão e nos faz, meditar, pensar: o Smot: Êxodo 23:2 Parashat Mishpatim indica: “lo tihié acharé rabim leraot” não sigas a multidão para fazer atrocidade. Em orjot tzadikim (Shaar haAnavá) aprende-se que quem pretenda superar-se de uma má qualidade não terá que sentir vergonha por isso, como mesmo tampouco sentir-se isolado ou desalentado por que todo o mundo faça o contrário, nem questionar-se de coisas como: “toda a gente tem sucesso e é importante” Para que hei-de apartar-me? O mundo que a eles se lhes depare como vindouro será para mim também…”. É um gravíssimo erro querer assemelhar-se a quem não se quer curar ou corrigir!

Friday, August 03, 2007

Parsha EKEV

Saturday, August 4, 2007

Rabino Berel Wein


Even though Moshe in his review of the life of the Jewish people in thedesert of Sinai over the past forty years recounts all of the miraclesthat occurred, he does so not for the purpose of narrative but rather toteach an important moral lesson for all ages. That stark lesson is thatafter all of the miracles that God may perform on our behalf, our fate isin great measure in our hands. And the lesson of all of Jewish history issummed up in the verse “For not by bread alone – even miraculous breadsuch as the manna – shall humans live, but rather by the word of God, soto speak, - the values, commandments and strictures of Torah shall Jewslive.”
All attempts to avoid this lesson, to substitute other words, ideas andideologies for the words of Torah have turned into dismal failures. Butreliance upon miracles is just as dangerous a path. My teachers in theyeshiva would say to us, then pious young men, that prayer helps one tobecome a scholar in Torah. But they emphasized that sitting and studyingTorah for a protracted time with concentration and effort may help evenmore in the quest for true Torah scholarship. Moshe uses the constantmiracles of the desert to drive home the point that much of theresponsibilities of life are in our hands and our decision makingprocesses. In essence the clear conclusion from his oration is that Godhelps those who help themselves.


In our post –Tisha B’Av mood and run-up to Elul and the High Holy Days itis important to remember how much of our fate truly lies in our ownactions. The small choices that we make in our everyday lives add up toour life’s achievements and accomplishments. That is what Rashi means whenhe states that “these are the commandments that one grinds under withone’s heel – ekev!” The small things that we think to be unimportant atthe moment often translate into major decisions and sometimes even haveirreversible consequences. The question always before us is do our actionsmeasure up to the standards of God’s word, so to speak. We live not “bybread alone” or by miracles alone, but by our own choices and our very ownbehavior and deeds.
While recently driving on a New York City highway – an exercise inpatience and utter futility – I missed the exit that I was supposed toturn off on. Miles and a quarter of an hour later I was able somehow toretrace my journey and exit at the proper place. I felt that it was amiracle that I was able to do so. It was, in fact, my negligence of notexiting correctly from the highway originally that forced the necessity ofof this “miracle.” Moshe teaches us that this is truly a daily occurrencein our lives. His message to us is as clear and cogent today as it was toour forbearers in the desert of Sinai long ago.


Shabat shalom.

Thursday, August 02, 2007

Carta Aberta a José Saramago

Desde a miña maior estima. Son psiquiatra e resido en Xerusalén. lin o seu artigo "Das pedras de David aos tanques de Goliat", algúns de cuxos aspectos causáronme gran preocupación e motiváronme para escribirlle en forma pública. Ante todo quero dicirlle que son integrante activo de movementos pacifistas israelís e que loitei polos dereitos humanos desde a miña mocidade e por esa razón, coincido coa súa preocupación e a súa dor polos sufrimentos do pobo palestino e tamén, coa súa condena dos ataques contra a poboación civil israelí, de cuxos efectos son testemuña moi próxima por vivir en Israel e pola miña profesión. A miña preocupación pola súa carta non parte pois do seu apoio aos dereitos do pobo palestino, senón dalgúns argumentos utilizados nela que, ao meu parecer, préstanse a unha lectura inadecuada. Vostede dinos que ¨ acabar cos palestinos para despois negociar cos que quedan é, con lixeiras variacións, meramente tácticas, a política israelí desde 1948". Aquí mestura Vostede todos os gobernos israelís, incluídos o de Rabin e o de Sharon nunha mesma pota, Sr. Saramago, que revoltixo de carne con madeira. Mais adiante Vostede fálanos dos soños expansionistas contaminados coa monstruosa e arraigada certeza de que neste mundo....... existe un pobo elixido por Deus. Calquera lector pode crer que esta idea da elección divina, que corresponde a unha etapa determinada da evolución do pensamento relixioso é compartida por todos os xudeus. Isto non é certo. A maioría dos xudeus do mundo, incluídos os de Israel, son laicos ou pertencen a correntes relixiosas que interpretan a elección como un conxunto de obrigas, e non coma un privilexio que poida xustificar unha conduta agresiva para cos demais. Vostaede sostén que dese sentimento de elección derívase un racismo agresivo, psicolóxica e patolóxicamente exclusivista. Non escatima Vostede adxectivos cando se refire a xudeus, Sr. Saramago. Mais adiante se refire Vostede ao Deuteronomio onde esta escrito como palabra de Deus "Meus son a vinganza e o pago". Frase terrible que corresponde a un momento inicial do pensamento relixioso xudeu, pero saiba Vostede que no mesmo Deuteronomio hai indicios de humanidade que non se cumpriron aínda e que logo del viñeron profetas como Isaías, os tan vilipendiados fariseos coa súa visión máis tolerante e as múltiples xeracións de estudiosos, a quen os xudeus designan colectivamente como os nosos sabios, bendita sexa a súa memoria, que trataron de axustar os preceptos iniciais á realidade dun mundo cambiante e complexo. A relixión xudía de hoxe non é a mesma que a da época tribal como Vostede afirma e como o sostivo a tradición preconciliar, que separaba, de xeito tallante, a un mundo xudeu exclusivista, materialista e tribal, do pensamento cristián que viría máis adiante. Bo é saber que as relixións que teñen unha longa historia como o xudaísmo, o cristianismo e o Islam, reflicten momentos históricos distintos e concepcións cambiantes. Calquera gobernante ou grupo de poder pode elixir dentro delas os elementos que conveñan á súa política, pero iso non implica a toda unha cultura e ás persoas que participan dela. Vostede pretende que neste mundo catastrófico e absurdo como Vostaede o denomina con razón, os xudeus esquezamos as nosas feridas e baixemos a garda, talvez para acollernos aos beneficios da globalización ou das utopías de turno e non rabuñemos sen cesar as nosas feridas. Saiba Vostaede que iso non nos fai falta porque outros se encargan permanentemente de facelo: o stalinismo, o neonazismo, a propaganda dalgúns países árabes que utiliza os Protocolos dos Sabios de Sión coma se fose unha verdade comprobada e paro de contar. Noutro momento Vostede se pregunta se en relación aos xudeus, se o sufrir tanto non sería o mellor motivo para non facer sufrir aos demais. Estraño pensamento é este que con todo se transformou nun lugar común, segundo o cal, o sufrimento debese facer mellor a un pobo. Talvez se a algúns individuos pero non a un pobo no seu conxunto. Pola contra, os sufrimentos inauditos, aínda sen chegar ao extremo de Auschwitz, as humillacións reiteradas, fan a un pobo máis receloso, mais convencido que non ten nada que agardar do mundo e que só pode confiar en si mesmo. Algúns políticos poden explotar ese sufrimento como bandeira e para xustificar as súas propias accións, pero o sentimento no pobo é moito mais profundo que esa utilización. Vostaede comparou ao sufrimento dos palestinos co sufrimento dos xudeus en Auschwitz, o cal evidentemente non é certo, pero por outra banda o sufrimento dun pobo non ten que ser igual ao de Auschwitz para ser profundo e para ser tomado en conta. Cada pobo ten o seu Auschwitz real ou simbólico ao cal referirse e o sufrimento é todos os casos non é un material mensurable e divisible; é total. Sr.Saramago, se extraemos o fío condutor das súas declaracións e para iso non fai falta a técnica psicoanalítica nin o escalpelo escolástico ou talmúdico, atopariamos o seguinte: Existiría un colectivo de homes separados, os xudeus, que serian exclusivistas e terían ideas relixiosas primitivas e unha moralidade arcaica e que crearían en Estado politicamente inmoral e que aínda por riba, usarían colectivamente os seus sufrimentos para ignorar os doutros. En resumo: unha comunidade perversa. Sr.Saramago, eu sostiven e sigo sostendo en Israel contra vento e marea, que é posible ser solidario co pobo palestino e criticar actitudes concretas de gobernos israelís específicos sen ser para nada antisemita. Non emprego un terror ideolóxico utilizando a Auschwitz contra ninguén, pero Vostaede no artigo concreto que estou analizando, faise vector de unha mestura intolerable de prexuízos de vello e novo cuño contra o pobo xudeu, a relixión xudía e o Estado de Israel no seu conxunto

Atentamente José Itzigsohn

Soldados raptados - Um ano depois




Aaron Ram, Embaixador de Israel em Portugal

jornal de notícias, 27 jul 2007

De cada vez que algum automóvel encosta perto da sua casa, ela corre para a porta. Vive na esperança de que desta vez o Exército lhe traga o filho de volta a casa. De que desta vez, os mesmos carros militares que lhe trouxeram as notícias do rapto, lhe tragam a notícia do fim do pesadelo. Todos os dias as suas esperanças se revelam vãs.
Aviva Shalit aguarda pelo regresso do filho de 20 anos, Gilad, um soldado das Forças Armadas Israelitas raptado pelo Hamas a partir de território israelita. Passou mais de um ano desde o rapto. Um ano terrível, no qual ela só recebeu uma carta e uma gravação áudio de Gilad. E a sua ansiedade vai aumentando à medida que o domínio do Hamas sobre a Faixa de Gaza alastra.
As famílias de Eldad Regev e Ehud Goldwasser, raptados pelo Hezbollah, do lado israelita da fronteira com o Líbano, têm razões para "invejar" a família Shalit. Afinal, por mais precária que seja a situação em Gaza, pelo menos os Shalit receberam notícias de que o seu filho está vivo. As famílias Regev e Goldwasser não tiveram tanta sorte. Nem um só canal de comunicação foi aberto, nem um só sinal sobre o seu estado. Há um ano que foram raptados e nem uma palavra. De todas as formas, nunca foi permitido o acesso pela Cruz Vermelha (ou outra organização) a nenhum dos três, para avaliar do seu estado de saúde - estes não são apenas casos com contornos de deliberada crueldade, são também inequívocas violações da lei internacional.
O Hezbollah está a violar claramente a Resolução 1701, de 11 de Agosto de 2006, do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que, no seu preâmbulo, apelava para a "libertação incondicional dos soldados israelitas raptados". Este apelo foi reiterado numa declaração feita pelo presidente do Conselho de Segurança, em 17 de Abril de 2007, na qual constatou com "profunda preocupação" o facto de não ter havido qualquer progresso relativamente aos dois soldados raptados, aproveitando a oportunidade para insistir no apelo à "sua libertação imediata e incondicional".
O próprio secretário-geral também se referiu (14 de Março de 2007) ao rapto numa comunicação ao Conselho de Segurança sobre a implementação da Resolução 1701. Foi altamente crítico em relação ao Hezbollah, nomeadamente em relação à falta de provas de que Eldad e Ehud estejam vivos. Ban Ki-moon exortou os líderes do Hezbollah a "evitar exigências desproporcionadas e longas negociações que não podem ser consideradas adequadas face à urgência humanitária destes casos e à clara mensagem veiculada pela Resolução 1701 (2006)".
As Nações Unidas apelaram repetidamente à libertação dos soldados raptados, mas ainda assim, a comunidade internacional pode fazer mais. Chegou a altura de pressionar o Irão e a Síria, as duas nações que patrocinam o Hezbollah e o Hamas. Estes dois regimes podem muito bem ter as chaves das celas de Shalit, Regev e Goldwasser.
Entretanto, enquanto a disputa internacional persiste, é importante recordar um facto essencial - estamos a falar de vidas humanas reais pessoas com famílias, sonhos e esperanças. Com a ajuda da comunidade internacional, pode ser que da próxima vez que toquem à porta de casa dos Shalit, dos Regev ou dos Goldwasser, sejam Gilad, Eldad e Ehud. Finalmente em casa, onde pertencem.

Marranos Juden

Wir, die Marranos Juden ( Nos, os judeus marranos )
Thursday, 19 April 2007
Am 14.4.2007 erschien in der portugiesischen Zeitung O PRIMEIRO JANEIRO ein Artikel von
André Veríssimo,Praesident der Kehillah-Or-Ahayim zu Porto(Gesellschaft Licht des Lebens)
Da ich den Inhalt fuer bemerkenswert halte, moechte ich nachfolgend versuchen, den Artikel nach bestem Wissen & Gewissen ins deutsche zu uebersetzten.
Wer von meinen werten Lesern der portugisischen Sprache maechtig ist, findet hier die Seite im net:
Nós, os judeus marranos
Das Buch "Lehren der Meister" (Der Meister und seine Schueler Anm.) von George Steiner ist gewiss eines unserer besten fuer die Bildung der juedischen Seele.George Steiner ist ein Literaturkritiker, der am 23.4.1929 geboren wurde.Meine Grossmutter muetterlichseits, Ernestina de Barros Magalhães Z''L wurde am 11.3.1910 geboren und so sind beide aus einer aehnlichen Generation.Worueber wir im Grunde nach hier sprechen moechten ist die unbeugsame Art der Erziehung im Judentum.Saul Bellow (Nobelpreis 1976) bekraeftigte, fuer George Steiner selbst war die Erziehung der Juden etwas Unmoegliches.Das Judentum ist unveraenderbar erzieherisch und ohne die Erziehung waeren die Juden etwas Unmoegliches.(Dieses Streben, das uns auszeichnet in der Ausbildung, kam nicht immer aus der hebraeischen Sprache)Der Rang der Erziehung zeigt zugleich etwas wesentliches im juedischen Monotheismus. Das nicht endende Zwiegespraech zwischen G'tt und dem Juden legt seit Abraham offen alle die Aspekte des Meister Verhaeltnisses zu dem Volk auf die allerherzlichste, rebellische, widerspenstige, aber ueber alle Massen nachfragende Art.Die Torah hat Moses empfangen und durch ihn , die Psalmen von David mit Geist erfuellt, bilden die Buecher der Weissagung und Weisheiten einen Studienplan, ein Handbuch zur Unterweisung und taeglichen Gebrauch, wie es auch im Alten Testament heisst.Ein Jude sieht sein Leben unaufhoerlich ausgeforscht, jedoch in einem anderen Sinn als das Weisheitsprinzip des Sokrates von einem "ausgeforschten Leben". Seine Erziehung dauert ein ganzes Leben.Die Eigenart dieser erzieherischen Beziehung ist die Vielschichtigkeit des Zwiegespraechs.Sie reicht von schwaermerischen Verehrung und Unterwuerfigkeit bis hin zu hoechst spitzen Ironie.Oder selbst bis zu moralischem Protest wie bei Job (vide: Philippe Nemo).Er umschlingt die Antwort des Priesters, der die Stimme G'ttes in der Liturgie wiedergibt; die Gegesaetzlichkeit und dabei die Anklage (der Anti-Psalm von P. Celan). In diesem besonderen Sinn, in der Schule des Talmuds und des Unterrichts, ist das Ueberleben des Judentums immer von dieser Jahrtausend alten Gegenseitigkeit abhaengig im Unterricht wie auch in der Synagoge, in der Talmudschule und bei der Unterweisung, oftmals und raetselhafterweise "binomial" (zwei Namen habend Anm.) im persoenlichen und ureigenen Gewissen.Wie eine scherzhafte Redewendung sagt: "red´nicht, wenn ich dir ins Wort falle"Und der G'tt Israels ist der Schuldirektor und die Schule die Welt.Und die Beharrlichkeit dieses erzieherischen Vortrags war es, welche die juedische Idenditaet bewahrte selbst dann wenn die nationalen und materiellen Umstaende eines juedischen Lebens beinahe ausgeloescht worden waeren.Nach der Zerstoerung des Tempels (Beit Mikdash, Heiliges Haus Anm.) und dem Triumpf der Roemer, sorgten Akiva (Rabbi Akiwa Anm.) und seine Juenger dafuer, dass das Studium und die Auslegung der Torah fortgefuehrt wuerden und eine leuchtende Lebendigkeit behielten.Die Erbfolge der Talmud Lehrmeister, der Morim (Lehrer Anm.) und die Exegeten, blueht auf und erwacht aus dem Exil und aus Verfolgung und gedeiht in ihnen.In den Vernichtungslagern wurden Unterrichtsstunden von Rabbinern gegeben (und an Yom Há-Shoá ist unser Gedenktag des Holocausts).Einige Autoritaeten unter den Rabbinern verlangen das taegliche Torah Studium als Pflicht. Mag sein, dass die Pflicht G'tt zu ehren und zu lieben wirklich die groessere Wichtigkeit besitzt, denn das Studium der Torah ist genaugenomen ein Zeigen dieser Liebe. Von daher ruehrt auch das unvergleichliche Ansehen, welches ein Professor in der Tradition und innerhalb der juedischen Gesellschaft geniesst. Von daher kommt auch die Neigung des juedischen Denkens, was Ludwig Wittgenstein auf Dauer ueberzeugend vorkam, sich mehr aufs Studieren zu verlegen und auf eine Darstellung von Begruendungen als auf eine originaere Neuentwicklung.Was soll man auch dem hinzufuegen, was G'tt erschuf ?Die Heimat eines Juden ist der Text.....der endlose Kommentar.Kommen wir zurueck zu dieser Frage. Hinterlassen wir am Tag des Yom Há-shoá eine Mitteilung des Oberbefehlhabers des Warschauer Ghettos :Die letzte karte des Aufstands von Mordechai Anilevith (Mordechaj Anielewicz Anm.), vom 23. April 1943:
"Ich kann Dir nicht beschreiben, in welchem Zustand wir uns befinden. Nur wenige werden ueberleben: alle anderen werden fallen, frueher oder spaeter. Unser Schicksal ist besiegelt. In saemtlichen Verstecken, wo sich unsere Gefaehrten aufhalten kann man schon nicht mal mehr eine Kerze nachts anzuenden, weil die Atemluft fehlt."
Wie unertraeglich und brutal doch der Totalitarismus ist.
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Sr. André Veríssimo ist Dozent fuer Philosphie und akademischer Forscher.
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Oft habe ich Zeilenumbruch und Absaetze eingefuegt.Anmerkungen von mir in Schraegschrift und ().Verbesserungen und Kritik bitte ich mir direkt als Kommentar mitzuteilen.
Posted by Ralf at 4:45 PM BST
Updated: Thursday, 19 April 2007 11:07 PM BST