Thursday, July 19, 2007
"O meu partido é Lisboa"?
Esther Mucznik
A votação relativamente expressiva nos "independentes" exprime a vontade de castigar os partidos
Face aos resultados das eleições intercalares em Lisboa, temos duas opções: ou transformamos Portugal numa província espanhola, como propõe José Saramago - e não teremos mais que nos preocupar, Zapatero velará por nós e por uma Lisboa reduzida a uma pitoresca capital regional; ou nos esforçamos por reflectir e tirar lições dos resultados eleitorais. Como desconfio de que o que move o Nobel é o ressentimento em relação à sua pátria anterior - e a vontade de ser o último a apagar a luz -, prefiro a segunda solução.
Assim, aqui vão alguns pontos que, em minha opinião, decorrem do acto eleitoral em Lisboa:Em primeiro lugar, a dimensão da abstenção. É difícil não ver que ela é o espelho da composição majoritária da população que ainda mora na capital: de um lado, uma população envelhecida, menos predisposta a uma intervenção cívica e com as dificuldades naturais da idade; do outro, uma população pobre, e por vezes marginal, moradora nos bairros populares ou sociais, normalmente descrente, desinteressada, sem cultura de participação. Estes dois tipos de população são os mais permeáveis à abstenção. Normalmente, fala-se dos lisboetas de uma forma abstracta, mas a realidade é bem concreta: falta, em Lisboa, o elemento mais dinâmico, quer do ponto de vista político, quer económico e cultural - a classe média. Assim, a primeira preocupação do executivo camarário deveria ser como incentivar a classe média jovem a habitar em Lisboa, nomeadamente tomando medidas sobre o mercado do arrendamento.
Em segundo lugar, e em conformidade com a generalidade das análises, a votação exprime a descrença nos partidos, cada vez menos representativos das populações e mais permeáveis às pressões dos diversos lobbies e à pequena e grande corrupção que corrói o sistema partidário. No entanto, e se bem que o voto seja o menos exigente dos deveres democráticos, é também um dos elementos básicos da cidadania numa democracia liberal. Seria bom que cada abstencionista, em vez de passar o tempo a lamentar-se e a atirar as culpas todas aos partidos, pensasse que o voto é não só um direito, mas também um dever de todo o cidadão, nem que seja para exprimir a sua rejeição ou protesto através de um voto em branco.
A votação relativamente expressiva nos "independentes" exprime essa vontade de castigar os partidos. Mas é preciso ir mais além: o eng.º Carmona Rodrigues fez uma campanha baseada na vitimização e na irresponsabilidade. Independentemente de todas as razões de queixa que possa ter, para um homem que assumiu um papel decisivo na Câmara Municipal de Lisboa ao longo dos últimos seis anos, primeiro como "vice" de Santana Lopes e desde há dois anos como presidente, essa vitimização seria apenas patética, se não fosse imoral. Mas a verdade é que tal atitude, combinada com uma campanha popularucha e antipartidos - "a minha canção é o fado, o meu partido é Lisboa" -, forneceu a receita do sucesso. Espantoso? Não, apenas mais um sinal de que vivemos um tempo em que as vítimas são os novos heróis. Podem cometer todos os erros, todos os crimes até, mas, se vestirem a pele do cordeiro ameaçado pelo lobo mau, têm o perdão garantido. E o lobo neste caso concreto era Marques Mendes e o PSD. Um PSD que foi castigado, pelo menos parcialmente, por uma atitude de decência em relação a um executivo paralisado por sucessivas demissões e sobre o qual recaíam suspeitas de envolvimento de alguns dos seus membros em actos de corrupção.
É evidente que o PSD não foi penalizado apenas por isso: numa autarquia como Lisboa, ninguém vota abstraindo-se completamente da atitude geral do partido em questão. E a verdade é que, desde a eleição de José Sócrates, o PSD desapareceu: face a um executivo socialista que, ao contrário do PS francês, entendeu a necessidade de pôr em prática reformas normalmente conotadas com a direita, tudo se passa como se os partidos que se reivindicam da direita ou centro-direita ficassem esvaziados de política própria, reduzidos a uma oposição-reacção pontual e feita essencialmente de denúncia, muitas vezes até pela esquerda.
É verdade que as sociedades actuais são extremamente complexas e, provavelmente, as tradicionais divisões esquerda/direita já não constituem referências suficientes para a formulação de políticas adequadas, mas sem uma demarcação política e ideológica clara não há oposição credível. E uma boa oposição é sempre necessária a uma democracia saudável. Assim, mais do que um simples rolar de cabeças - caminho que, ao que tudo indica, já irrompeu pelo menos no PSD - é cada vez mais necessária uma reflexão de fundo sobre o papel dos partidos, o poder e a oposição.
Finalmente, e contrariamente a algumas opiniões, a vitória do PS em Lisboa é uma vitória significativa, pelo menos tão significativa como a derrota do PSD, dada a dispersão dos votos pelos numerosos candidatos, nomeadamente uma candidatura no seu próprio campo, a de Helena Roseta. Para um partido que está no governo e cujo estado de graça já passou há muito, é um bom resultado.
Mas o que é importante é o que fará António Costa da presidência da câmara. Entre todos os candidatos, é, sem dúvida, o mais preparado e com maior solidez política. As suas "dez medidas imediatas" podem ter na opinião pública um efeito estimulante. Mas o que se exige do governo da cidade é um plano integrado a médio e a longo prazo, muito para além dos dois anos que nos separam do fim do mandato. Lisboa não é apenas a soma da cultura, habitação e urbanismo, trânsito, segurança e policiamento. Qualquer plano tem de obedecer a uma visão global do que é uma capital europeia no séc. XXI e partir da análise dos problemas reais de Lisboa, para definir uma política global.
Há dois factores que, em minha opinião, condicionam tudo o resto: o primeiro é a necessidade de destruição do monstro burocrático que hoje é a máquina camarária, obstáculo a qualquer iniciativa cívica e privada e a qualquer alteração de fundo; a segunda é a urgência de repovoar a cidade, nomeadamente através da mudança do mercado de arrendamento, porque sem o elemento humano nenhuma mudança é possível. Nada disto se obtém de um momento para o outro. São ambos objectivos de longo fôlego que exigem um corredor de fundo. Será António Costa o homem?
Investigadora em assuntos judaicos
A votação relativamente expressiva nos "independentes" exprime a vontade de castigar os partidos
Face aos resultados das eleições intercalares em Lisboa, temos duas opções: ou transformamos Portugal numa província espanhola, como propõe José Saramago - e não teremos mais que nos preocupar, Zapatero velará por nós e por uma Lisboa reduzida a uma pitoresca capital regional; ou nos esforçamos por reflectir e tirar lições dos resultados eleitorais. Como desconfio de que o que move o Nobel é o ressentimento em relação à sua pátria anterior - e a vontade de ser o último a apagar a luz -, prefiro a segunda solução.
Assim, aqui vão alguns pontos que, em minha opinião, decorrem do acto eleitoral em Lisboa:Em primeiro lugar, a dimensão da abstenção. É difícil não ver que ela é o espelho da composição majoritária da população que ainda mora na capital: de um lado, uma população envelhecida, menos predisposta a uma intervenção cívica e com as dificuldades naturais da idade; do outro, uma população pobre, e por vezes marginal, moradora nos bairros populares ou sociais, normalmente descrente, desinteressada, sem cultura de participação. Estes dois tipos de população são os mais permeáveis à abstenção. Normalmente, fala-se dos lisboetas de uma forma abstracta, mas a realidade é bem concreta: falta, em Lisboa, o elemento mais dinâmico, quer do ponto de vista político, quer económico e cultural - a classe média. Assim, a primeira preocupação do executivo camarário deveria ser como incentivar a classe média jovem a habitar em Lisboa, nomeadamente tomando medidas sobre o mercado do arrendamento.
Em segundo lugar, e em conformidade com a generalidade das análises, a votação exprime a descrença nos partidos, cada vez menos representativos das populações e mais permeáveis às pressões dos diversos lobbies e à pequena e grande corrupção que corrói o sistema partidário. No entanto, e se bem que o voto seja o menos exigente dos deveres democráticos, é também um dos elementos básicos da cidadania numa democracia liberal. Seria bom que cada abstencionista, em vez de passar o tempo a lamentar-se e a atirar as culpas todas aos partidos, pensasse que o voto é não só um direito, mas também um dever de todo o cidadão, nem que seja para exprimir a sua rejeição ou protesto através de um voto em branco.
A votação relativamente expressiva nos "independentes" exprime essa vontade de castigar os partidos. Mas é preciso ir mais além: o eng.º Carmona Rodrigues fez uma campanha baseada na vitimização e na irresponsabilidade. Independentemente de todas as razões de queixa que possa ter, para um homem que assumiu um papel decisivo na Câmara Municipal de Lisboa ao longo dos últimos seis anos, primeiro como "vice" de Santana Lopes e desde há dois anos como presidente, essa vitimização seria apenas patética, se não fosse imoral. Mas a verdade é que tal atitude, combinada com uma campanha popularucha e antipartidos - "a minha canção é o fado, o meu partido é Lisboa" -, forneceu a receita do sucesso. Espantoso? Não, apenas mais um sinal de que vivemos um tempo em que as vítimas são os novos heróis. Podem cometer todos os erros, todos os crimes até, mas, se vestirem a pele do cordeiro ameaçado pelo lobo mau, têm o perdão garantido. E o lobo neste caso concreto era Marques Mendes e o PSD. Um PSD que foi castigado, pelo menos parcialmente, por uma atitude de decência em relação a um executivo paralisado por sucessivas demissões e sobre o qual recaíam suspeitas de envolvimento de alguns dos seus membros em actos de corrupção.
É evidente que o PSD não foi penalizado apenas por isso: numa autarquia como Lisboa, ninguém vota abstraindo-se completamente da atitude geral do partido em questão. E a verdade é que, desde a eleição de José Sócrates, o PSD desapareceu: face a um executivo socialista que, ao contrário do PS francês, entendeu a necessidade de pôr em prática reformas normalmente conotadas com a direita, tudo se passa como se os partidos que se reivindicam da direita ou centro-direita ficassem esvaziados de política própria, reduzidos a uma oposição-reacção pontual e feita essencialmente de denúncia, muitas vezes até pela esquerda.
É verdade que as sociedades actuais são extremamente complexas e, provavelmente, as tradicionais divisões esquerda/direita já não constituem referências suficientes para a formulação de políticas adequadas, mas sem uma demarcação política e ideológica clara não há oposição credível. E uma boa oposição é sempre necessária a uma democracia saudável. Assim, mais do que um simples rolar de cabeças - caminho que, ao que tudo indica, já irrompeu pelo menos no PSD - é cada vez mais necessária uma reflexão de fundo sobre o papel dos partidos, o poder e a oposição.
Finalmente, e contrariamente a algumas opiniões, a vitória do PS em Lisboa é uma vitória significativa, pelo menos tão significativa como a derrota do PSD, dada a dispersão dos votos pelos numerosos candidatos, nomeadamente uma candidatura no seu próprio campo, a de Helena Roseta. Para um partido que está no governo e cujo estado de graça já passou há muito, é um bom resultado.
Mas o que é importante é o que fará António Costa da presidência da câmara. Entre todos os candidatos, é, sem dúvida, o mais preparado e com maior solidez política. As suas "dez medidas imediatas" podem ter na opinião pública um efeito estimulante. Mas o que se exige do governo da cidade é um plano integrado a médio e a longo prazo, muito para além dos dois anos que nos separam do fim do mandato. Lisboa não é apenas a soma da cultura, habitação e urbanismo, trânsito, segurança e policiamento. Qualquer plano tem de obedecer a uma visão global do que é uma capital europeia no séc. XXI e partir da análise dos problemas reais de Lisboa, para definir uma política global.
Há dois factores que, em minha opinião, condicionam tudo o resto: o primeiro é a necessidade de destruição do monstro burocrático que hoje é a máquina camarária, obstáculo a qualquer iniciativa cívica e privada e a qualquer alteração de fundo; a segunda é a urgência de repovoar a cidade, nomeadamente através da mudança do mercado de arrendamento, porque sem o elemento humano nenhuma mudança é possível. Nada disto se obtém de um momento para o outro. São ambos objectivos de longo fôlego que exigem um corredor de fundo. Será António Costa o homem?
Investigadora em assuntos judaicos
Reunião de hoje do Quarteto com iniciativa de Bush na agenda
Maria João Guimarães
Condoleezza Rice, Ban Ki-moon, Serguei Lavrov e Tony Blair em Lisboa para discutir o processo de paz israelo-palestiniano
O Quarteto, entidade responsável pelo processo de paz israelo-palestiniano, reúne-se hoje em Lisboa com esperanças de um relançamento de negociações, mas com a cautela ditada pela actual situação no terreno. Entre os factores de optimismo está o novo empenho americano, um encontro recente entre israelitas e palestinianos e um novo enviado do Quarteto com um peso maior do que os seus antecessores.
A reunião de hoje é marcada por duas novidades: é o primeiro encontro do Quarteto (EUA, Rússia, UE e ONU) desde que os palestinianos se dividiram em duas entidades, o Hamas a comandar Gaza e a Fatah na Cisjordânia, e será também a estreia de Tony Blair, o novo enviado especial do grupo, que segue na segunda--feira para a região.
Ontem, em Lisboa, num encontro com o seu homólogo português, Luís Amado, o ministro egípcio dos Negócios Estrangeiros, Ahmed Abu Gheit, manifestou esperanças de que sejam lançadas negociações. "Se adiarmos, poremos em risco tudo o que conseguimos na última década", disse. Mas, sublinhou, "é importante que as negociações tenham como objectivo chegar a um acordo final". Até agora as questões espinhosas - estatuto de Jerusalém, fronteiras dos dois estados e o que fazer com os refugiados palestinianos - têm sido evitadas.
Gheit afirmou ainda estar "encorajado" pelo discurso de segunda-feira do Presidente norte-americano, George W. Bush, que pretendeu revitalizar os esforços diplomáticos mencionando uma conferência internacional no Outono. Em Ramallah, o chefe da política externa da UE, Javier Solana, disse que este encontro deverá ser "um passo importante", cita a Reuters.
A Administração Bush quer um sucesso em política externa e por isso há quem admita um empenho renovado neste processo. A agenda da conferência e os participantes ainda não são conhecidos - os olhos estão postos nomeadamente na Arábia Saudita, cuja participação tornaria este encontro mais significativo.
Mas há também quem, como o importante comentador israelita Nahum Barnea, ache que Bush "está cheio de boas intenções, mas que não têm significado".
Actores frágeis
A fragilidade dos principais actores é apontada pelos mais cépticos - o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, continua a ser visto como o líder que falhou a vitória na guerra do Líbano, e o presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, não tem todo o apoio na frente doméstica, agora dividida entre dois pólos de poder.
A estratégia ocidental é apoiar Abbas em oposição ao Hamas, mas esta linha de acção não é consensual: ainda na terça-feira, o ministro italiano dos Negócios Estrangeiros Massimo d"Alema alertou para o facto de o Hamas ser "parte significativa e substancial" do povo palestiniano, criticando a posição da UE em relação ao movimento islamista: "não reconhecer um governo eleito democraticamente não é exactamente uma lição em democracia". Questionado sobre que acção tomar em relação ao Hamas, o ministro egípcio afirmou que "se não se conseguir reconciliar as diferenças, a solução é relançar as negociações entre israelitas e palestinianos e fazer depois um referendo". Luís Amado reiterou "o comentário pertinente" de Gheit em relação ao Hamas, recusando que as declarações de D"Alema significassem uma cisão. A UE fica muitas vezes dividida quando o assunto é o Médio Oriente, com países como Espanha ou França a proporem medidas avulsas ou um alto representante que vai visitando a região sem grandes consequências. Outra questão muito discutida, e que estará hoje na agenda do encontro do Quarteto, tem sido o mandato de Tony Blair enquanto enviado especial - para já, restrito à ajuda à reforma das instituições palestinianas e ao desenvolvimento económico. A Europa gostaria de ver Blair mais en-volvido em negociações de paz, Washington quer ter esse papel desempenhado por Condoleezza Rice. "Há sentimentos contraditórios na Administração Bush sobre quanta liberdade deve ter Blair", afirmou à Reuters o antigo analista da CIA Bruce Riedel.
Ontem, Luís Amado afirmou que "o mandato [de Blair] será desenvolvido conforme os desenvolvimentos do próprio processo".
Em declarações ao PÚBLICO, o coordenador da presidência portuguesa para o processo de paz no Médio Oriente, Luís de Almeida Sampaio, sublinhou a existência de um sentimento de "janela de oportunidade" para um avanço no processo. Almeida Sampaio destaca a importância da iniciativa árabe, em que os estados árabes propõem a paz com Israel em troca da devolução do território que o estado hebraico ocupou após 1967. Este envolvimento dos estados árabes marca uma grande diferença em relação aos processos de paz anteriores. Rice vem a Lisboa defender a proposta do Presidente Bush de realizar uma conferência para o Médio Oriente no Outono.
Condoleezza Rice, Ban Ki-moon, Serguei Lavrov e Tony Blair em Lisboa para discutir o processo de paz israelo-palestiniano
O Quarteto, entidade responsável pelo processo de paz israelo-palestiniano, reúne-se hoje em Lisboa com esperanças de um relançamento de negociações, mas com a cautela ditada pela actual situação no terreno. Entre os factores de optimismo está o novo empenho americano, um encontro recente entre israelitas e palestinianos e um novo enviado do Quarteto com um peso maior do que os seus antecessores.
A reunião de hoje é marcada por duas novidades: é o primeiro encontro do Quarteto (EUA, Rússia, UE e ONU) desde que os palestinianos se dividiram em duas entidades, o Hamas a comandar Gaza e a Fatah na Cisjordânia, e será também a estreia de Tony Blair, o novo enviado especial do grupo, que segue na segunda--feira para a região.
Ontem, em Lisboa, num encontro com o seu homólogo português, Luís Amado, o ministro egípcio dos Negócios Estrangeiros, Ahmed Abu Gheit, manifestou esperanças de que sejam lançadas negociações. "Se adiarmos, poremos em risco tudo o que conseguimos na última década", disse. Mas, sublinhou, "é importante que as negociações tenham como objectivo chegar a um acordo final". Até agora as questões espinhosas - estatuto de Jerusalém, fronteiras dos dois estados e o que fazer com os refugiados palestinianos - têm sido evitadas.
Gheit afirmou ainda estar "encorajado" pelo discurso de segunda-feira do Presidente norte-americano, George W. Bush, que pretendeu revitalizar os esforços diplomáticos mencionando uma conferência internacional no Outono. Em Ramallah, o chefe da política externa da UE, Javier Solana, disse que este encontro deverá ser "um passo importante", cita a Reuters.
A Administração Bush quer um sucesso em política externa e por isso há quem admita um empenho renovado neste processo. A agenda da conferência e os participantes ainda não são conhecidos - os olhos estão postos nomeadamente na Arábia Saudita, cuja participação tornaria este encontro mais significativo.
Mas há também quem, como o importante comentador israelita Nahum Barnea, ache que Bush "está cheio de boas intenções, mas que não têm significado".
Actores frágeis
A fragilidade dos principais actores é apontada pelos mais cépticos - o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, continua a ser visto como o líder que falhou a vitória na guerra do Líbano, e o presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, não tem todo o apoio na frente doméstica, agora dividida entre dois pólos de poder.
A estratégia ocidental é apoiar Abbas em oposição ao Hamas, mas esta linha de acção não é consensual: ainda na terça-feira, o ministro italiano dos Negócios Estrangeiros Massimo d"Alema alertou para o facto de o Hamas ser "parte significativa e substancial" do povo palestiniano, criticando a posição da UE em relação ao movimento islamista: "não reconhecer um governo eleito democraticamente não é exactamente uma lição em democracia". Questionado sobre que acção tomar em relação ao Hamas, o ministro egípcio afirmou que "se não se conseguir reconciliar as diferenças, a solução é relançar as negociações entre israelitas e palestinianos e fazer depois um referendo". Luís Amado reiterou "o comentário pertinente" de Gheit em relação ao Hamas, recusando que as declarações de D"Alema significassem uma cisão. A UE fica muitas vezes dividida quando o assunto é o Médio Oriente, com países como Espanha ou França a proporem medidas avulsas ou um alto representante que vai visitando a região sem grandes consequências. Outra questão muito discutida, e que estará hoje na agenda do encontro do Quarteto, tem sido o mandato de Tony Blair enquanto enviado especial - para já, restrito à ajuda à reforma das instituições palestinianas e ao desenvolvimento económico. A Europa gostaria de ver Blair mais en-volvido em negociações de paz, Washington quer ter esse papel desempenhado por Condoleezza Rice. "Há sentimentos contraditórios na Administração Bush sobre quanta liberdade deve ter Blair", afirmou à Reuters o antigo analista da CIA Bruce Riedel.
Ontem, Luís Amado afirmou que "o mandato [de Blair] será desenvolvido conforme os desenvolvimentos do próprio processo".
Em declarações ao PÚBLICO, o coordenador da presidência portuguesa para o processo de paz no Médio Oriente, Luís de Almeida Sampaio, sublinhou a existência de um sentimento de "janela de oportunidade" para um avanço no processo. Almeida Sampaio destaca a importância da iniciativa árabe, em que os estados árabes propõem a paz com Israel em troca da devolução do território que o estado hebraico ocupou após 1967. Este envolvimento dos estados árabes marca uma grande diferença em relação aos processos de paz anteriores. Rice vem a Lisboa defender a proposta do Presidente Bush de realizar uma conferência para o Médio Oriente no Outono.
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Reunião de hoje do Quarteto
Tisha B’Av 5767
Rabino Label Lam
(Nosso Assistente)
Learning to Love What Is!Moshiach is born on Tisha B’Av (Talmud)Any generation in which the Temple was not built in (with) its days is considered as if it was destroyed in (with) its days. (Talmud)There is no light like the light that emanates from darkness. (Zohar)
The 9th of Av is one of those days in which we allow ourselves to wallow in the misery of a brutal history and indulge in thoughts of the extended exile and our many sufferings. Admittedly, it seems ultra heavy and it is an ominous reality to meet face to face. What benefit do we have from this exercise? Why follow the black and hurtful lines of history when there are so many brighter and rosier points to visit?
I hope the situation never comes your way. It happened to me once and although I was woefully unprepared things happily turned out alright. What do you say to someone who is seriously contemplating ending it all?Here’s a scenario I heard about from a very clever individual: Imagine that you are sitting in a reception area in a fancy office on the 77th floor of the Empire State Building. Suddenly the elevator opens and a gentleman with a disheveled appearance walks over to the window which he throws wide open. He backs up like he’s readying himself to take a running leap and before he does so you are able to halt him temporarily.You ask him, “Why are you about to do such a crazy and foolish thing?” He shows you a piece of paper with a list of 49 items that he begins to recite aloud; 1) Lost my job 2) Wife left me 3) Broke 4) Hungry 5) Dog died 6) Chronic incurable diseases 7) Homeless etc. That’s just the beginning of the list and any single item would be enough to drive the average man over the top. He’s got the worst situation you ever heard of or imagined. You’re ready to agree with his morbid conclusion. What can you say to him?
Of course, you acknowledge his pain but you might challenge him with the following question: What if on top of all the 49 things there was also a 50th and that is that you were also completely blind? Today you tapped your way over, pressed the 77th floor button, before tapping your way to the window and as you are about to leap, lo and behold the lights go on and you are granted vision. You can see! Would you choose to jump at that moment? For sure the fellow will say, “NO!” “Why not?”, you would have to challenge him. He would probably answer, “I’d go around and check it all out!” So then you tell him, “You aren’t blind! You can see! Use those eyes to find goodness!”The ravages of long exile tend to rob us of our sense of purpose and direction. We become easily distracted by the small and silly. Eventually we are living so small, we are at constant risk of losing our very identities. We don’t see. The suicide is not dramatic but incremental and accumulative, as moment after moment is deadened, by the activity of killing of time. How true what Warren Buffet had said, “Habits are too light to be felt until they are too heavy to break.”Being in exile is like living at the airport. I was once stuck at JFK for 24 hours due to a snow storm. There was seemingly no way out.
Every “courtesy desk” employee was as frustrated, lost and discourteous as we were. One disoriented oriental gent on his cell phone was heard venting, “I don’t know where I am! I don’t know who I am! I don’t know why I am!” I realized I should just make good use of the many Holy Books inmy bag. The Chofetz Chaim teaches that we are currently rebuilding the Temple if not “in our days” but at least “with our days.” By indulging our imaginations for one day in things oy vay we can build it all back by learning to love what is!
Postagem AV, Andre Moshe Pereira, Koah President
(Nosso Assistente)
Learning to Love What Is!Moshiach is born on Tisha B’Av (Talmud)Any generation in which the Temple was not built in (with) its days is considered as if it was destroyed in (with) its days. (Talmud)There is no light like the light that emanates from darkness. (Zohar)
The 9th of Av is one of those days in which we allow ourselves to wallow in the misery of a brutal history and indulge in thoughts of the extended exile and our many sufferings. Admittedly, it seems ultra heavy and it is an ominous reality to meet face to face. What benefit do we have from this exercise? Why follow the black and hurtful lines of history when there are so many brighter and rosier points to visit?
I hope the situation never comes your way. It happened to me once and although I was woefully unprepared things happily turned out alright. What do you say to someone who is seriously contemplating ending it all?Here’s a scenario I heard about from a very clever individual: Imagine that you are sitting in a reception area in a fancy office on the 77th floor of the Empire State Building. Suddenly the elevator opens and a gentleman with a disheveled appearance walks over to the window which he throws wide open. He backs up like he’s readying himself to take a running leap and before he does so you are able to halt him temporarily.You ask him, “Why are you about to do such a crazy and foolish thing?” He shows you a piece of paper with a list of 49 items that he begins to recite aloud; 1) Lost my job 2) Wife left me 3) Broke 4) Hungry 5) Dog died 6) Chronic incurable diseases 7) Homeless etc. That’s just the beginning of the list and any single item would be enough to drive the average man over the top. He’s got the worst situation you ever heard of or imagined. You’re ready to agree with his morbid conclusion. What can you say to him?
Of course, you acknowledge his pain but you might challenge him with the following question: What if on top of all the 49 things there was also a 50th and that is that you were also completely blind? Today you tapped your way over, pressed the 77th floor button, before tapping your way to the window and as you are about to leap, lo and behold the lights go on and you are granted vision. You can see! Would you choose to jump at that moment? For sure the fellow will say, “NO!” “Why not?”, you would have to challenge him. He would probably answer, “I’d go around and check it all out!” So then you tell him, “You aren’t blind! You can see! Use those eyes to find goodness!”The ravages of long exile tend to rob us of our sense of purpose and direction. We become easily distracted by the small and silly. Eventually we are living so small, we are at constant risk of losing our very identities. We don’t see. The suicide is not dramatic but incremental and accumulative, as moment after moment is deadened, by the activity of killing of time. How true what Warren Buffet had said, “Habits are too light to be felt until they are too heavy to break.”Being in exile is like living at the airport. I was once stuck at JFK for 24 hours due to a snow storm. There was seemingly no way out.
Every “courtesy desk” employee was as frustrated, lost and discourteous as we were. One disoriented oriental gent on his cell phone was heard venting, “I don’t know where I am! I don’t know who I am! I don’t know why I am!” I realized I should just make good use of the many Holy Books inmy bag. The Chofetz Chaim teaches that we are currently rebuilding the Temple if not “in our days” but at least “with our days.” By indulging our imaginations for one day in things oy vay we can build it all back by learning to love what is!
Postagem AV, Andre Moshe Pereira, Koah President
Wednesday, July 18, 2007
Tisha b'Av
TISHA BEAV
Tisha b'Av o Tish'ah b'Av (en hebreo: תשעה באב, tish‘āh bə-āḇ) es el principal día de ayuno y abstinencia del judaísmo. Su nombre hace referencia al noveno día (Tisha) del mes hebreo de av, que cae en la canícula. Se le suele llamar el ’’día más triste en la historia judía’’ y conmemora la destrucción del Primer Templo por Nabucodonosor, la destrucción del segundo Templo por Tito, la caída de Betar (y por consiguiente, el colapso en la revuelta de Bar Kojba seguido por la intensa persecución conducida por Adriano), la expulsión de los judíos de Inglaterra por el Rey Eduardo I, la expulsión de los judíos de Francia, el primer transporte a Treblinka en 1942 y el destierro de los judíos de España por el rey Fernando y la reina Isabel en 1492.Las destrucciones El ayuno conmemora los dos eventos más tristes de la historia judía :la destrucción del Primer Templo (construido por el rey Salomón), y la del Segundo Templo. Estos hechos acaecieron en el mismo mes, av, y como tradición en el mismo día nueve, pero trascurrieron 556 años del primero al segundo.En relación con la caída de Jerusalén, existen otros tres días de ayuno que se establecieron a la vez que éste: el diez de tevet, cuando comenzó el asedio; el diecisiete de tamuz, la primera grieta del muro; y el tres de tishrei, conocido como el Ayuno de Guedaliá, día en que Guedaliá fue asesinado (I Reyes 25:25; Jeremías 41:2). De Zacarías 7:5, 8:19, menciona que tras la edificación del Segundo Templo, no se siguió con continuidad la costumbre del ayuno. Tras la destrucción de Jerusalén por los romanos, se volvieron a establecer los 4 días.
Tras el Éxodo
Este día de 1312 antes de Cristo, hacía 16 meses que la generación de judíos que salieron de Egipto liderados por Moisés fueron encomendados a morir en el desierto (midbar) y la entrada a la Tierra de Israel se retrasó cuarenta años hasta que la generación más anciana muriera.Las cinco calamidades.
Según la Mishná (Taanit, 4:6), hay cinco eventos que justifican el ayuno y la abstinencia el 9 de av:Este día, Moisés mandó 12 espías para informarle sobre si en la tierra de Canaán alguna mala noticia hacía que los niños de Israel sollozaran, temieran y se desesperaran por no poder regresar a la Tierra Prometida, día que tendrían que solemnizar las generaciones venideras de los Hijos de Israel (Números ch 13-14)Los babilonios arrasaron el Templo de Salomón (el primero) y toda Judea liderados por Nabucodonosor en el 586 a.C., condenado a la población al exilio de Babilonia.El Segundo Templo fue destruido por el Imperio Romano en el año 70, llevando a los judíos a una diáspora de dos mil años.La revuelta de Simón bar Kojba contra Roma fracasó y Bar Kojba, el Taná Rabí Akiva y miles de sus seguidores fueron asesinados.Tras la caída de Jerusalén en el 70, su resurgimiento un año después.Según el Talmud, la destrucción del Segundo Templo comenzó el 9 y terminó el 10 de av, cuando las llamas acabaron de arrasarlo.Posteriores calamidades del 9 de av.
Urbano II declara las Cruzadas en 1095Quema del Talmud en 1242En 1290, firma del edicto de Eduardo I de Inglaterra expulsando a los judíos de Inglaterra.El Decreto de la Alhambra expulsa a los judíos de España en 1492Primera Guerra Mundial en 1914Campo de exterminio de Treblinka, primeras muertes en 1942Muerte de 86 judíos y más de 120 heridos en el bombardeo de la AMIA (Asociación Mutua Israelita Argentina) por un grupo islámico terrorista el 18 de julio de 1994 en Buenos Aires
Holocausto (Shoah)
Muchos judíos haredi (ultraortodoxos) ven en el 9 de av una forma de rememorar a los seis millones de judíos muertos en el Holocauto. Judíos ortodoxos y no ortodoxos los recuerdan en un día oficial de duelo llamado Yom HaShoah. Líderes rabínicos haredi están en desacuerdo y no celebran ni el Yom Yerushalayim ni el Yom Ha'atzmaut (Día de la Independencia de Israel) , hecho que además afirmaría que para ellos el Estado de Israel carezca de significado religioso.
Prácticas Restricciones
Como en el Yom Kippur, el Tisha B'Av consiste en un día de 25 horas (a veces más según la localización) que empieza al atardecer y dura hasta la noche del día siguiente. Hay seis prohibiciones:No llevar zapatos de piel.Abstenerse de comer y beber (salvo que comprometa la vida)Abstenerse de lavarse o bañarse (en algunos casos, sólo se acepta una mínima higiene)Abstenerse de aplicarse cremas, aceites, desodorantes y maquillajes.Abstenerse de mantener relaciones sexuales, abrazarse, besarse o cualquier otra forma de afecto corporal.Abstenerse de estudiar la Torá, el Libro de las Lamentaciones y el Libro de Job aunque se permiten leer algunas secciones del Libro de Jeremías y secciones del Talmud que versen en las leyes de llorar la muerte de alguien .[1]Aunque llegue la noche, se prohíbe comer carne y beber vino hasta el mediodía del día siguiente, ya que de acuerdo con la tradición el templo ardió todas la noche y parte del día siguiente, el 10 de av.[2]En la sinagoga, y al volver a casa, desde el anochecer al mediodía uno debe sentarse en el suelo o en sillas bajas como durante la shiv'ah (semana de luto tras la muerte de un familiar de primer grado), alguos llegan a dormir sobre el suelo y no se puede felicitar o regalar nada en este día, viejos libros de rezos y torás se suelen enterrar en este día.Las leyes del Tisha B'Av están grabadas en el Shulkhan Arukh ("Código de Ley Judía") Orach Chayim 552-557.
Liturgia
Los cinco pergaminos de Eichah (Lamentaciones) se leen en la sinagoga durante la tarde del servicio. Además, durante el luto se lee la kinoth ("Poesía bíblica"), compuesta por varios poetas (sobre todo rabinos) como Elazar ha-Kalir, Judah ha-Levi, Shimon Schwab, Solomon Halberstam, Bobov Hasidim , sobre todo clásica.
Historia del rito
La literatura talmúdica comenta que la práctica se refleja como un día de congoja y ascetismo. En los últimos años, se observa una disminución de la práctica, en horas y/o prohibiciones.Maimónides (siglo XII), en su Mishneh Torah, proponía que las restricciones de no beber vino ni comer carne debían retraerse a la víspera de Tisha B'AvA fines del siglo II o principios del III, no se practicaba de una manera tan severa y hubo rabinos, como Judah ha-Nasi que abogaron por abolirla o, según otras versiones, aminorar sus severidad cuando se propusiera pasarla del sábado al domingo (Talmud, Tractate Megillah 5b), pero en tiempos postalmúdicos se volvió más restrictiva, sobre todo en los siglos del XV al XVIII, se puede observar de hecho un aumento gradual en las prohibiciones hasta llegar a prohibir matrimonios u otros eventos.Los judíos ortodoxos prefieren no abandonar ninguna práctica al menos hasta el advenimiento del Mesías. Los zionistas propusieron su supresión en un principio. Los masorti, se pronuncian de distintas formas, queriendo suprimirla en todo o en parte o respetarla tal cual.
Otras tradiciones
Las fuentes del judaísmo clásico mantienen que el Mesías Judío nacerá en Tisha B'Av.
Próximas fechas según el calendario gregoriano
2006=3 de agosto2007=24 de julio2008=10 de agosto2009=30 de julio2010=20 de julio
Referencias
^ Telushkin, J. Jewish Literacy. William Morrow & Co, 2001, p. 656^
Proceedings of the Committee on Jewish Law and Standards of the Conservative Movement 1927-1970 - Volume III Ed. David Golinkin, The Rabbinical Assembly, Jerusalem, 1997.
Responsa relating to this topic in this volume include Marriage during the Sefirah 1949; Restraint on Marriages During the Omer Days 1952;
A Dvar Torah Suggested by Lab Baomer 1962;
Weddings During the Three Weeks 1964;
Weddings During the Three Weeks 1968.
Postagem, Andre Moshe Pereira, Pres. Koah
Director, RI, Ceimom
Tisha b'Av o Tish'ah b'Av (en hebreo: תשעה באב, tish‘āh bə-āḇ) es el principal día de ayuno y abstinencia del judaísmo. Su nombre hace referencia al noveno día (Tisha) del mes hebreo de av, que cae en la canícula. Se le suele llamar el ’’día más triste en la historia judía’’ y conmemora la destrucción del Primer Templo por Nabucodonosor, la destrucción del segundo Templo por Tito, la caída de Betar (y por consiguiente, el colapso en la revuelta de Bar Kojba seguido por la intensa persecución conducida por Adriano), la expulsión de los judíos de Inglaterra por el Rey Eduardo I, la expulsión de los judíos de Francia, el primer transporte a Treblinka en 1942 y el destierro de los judíos de España por el rey Fernando y la reina Isabel en 1492.Las destrucciones El ayuno conmemora los dos eventos más tristes de la historia judía :la destrucción del Primer Templo (construido por el rey Salomón), y la del Segundo Templo. Estos hechos acaecieron en el mismo mes, av, y como tradición en el mismo día nueve, pero trascurrieron 556 años del primero al segundo.En relación con la caída de Jerusalén, existen otros tres días de ayuno que se establecieron a la vez que éste: el diez de tevet, cuando comenzó el asedio; el diecisiete de tamuz, la primera grieta del muro; y el tres de tishrei, conocido como el Ayuno de Guedaliá, día en que Guedaliá fue asesinado (I Reyes 25:25; Jeremías 41:2). De Zacarías 7:5, 8:19, menciona que tras la edificación del Segundo Templo, no se siguió con continuidad la costumbre del ayuno. Tras la destrucción de Jerusalén por los romanos, se volvieron a establecer los 4 días.
Tras el Éxodo
Este día de 1312 antes de Cristo, hacía 16 meses que la generación de judíos que salieron de Egipto liderados por Moisés fueron encomendados a morir en el desierto (midbar) y la entrada a la Tierra de Israel se retrasó cuarenta años hasta que la generación más anciana muriera.Las cinco calamidades.
Según la Mishná (Taanit, 4:6), hay cinco eventos que justifican el ayuno y la abstinencia el 9 de av:Este día, Moisés mandó 12 espías para informarle sobre si en la tierra de Canaán alguna mala noticia hacía que los niños de Israel sollozaran, temieran y se desesperaran por no poder regresar a la Tierra Prometida, día que tendrían que solemnizar las generaciones venideras de los Hijos de Israel (Números ch 13-14)Los babilonios arrasaron el Templo de Salomón (el primero) y toda Judea liderados por Nabucodonosor en el 586 a.C., condenado a la población al exilio de Babilonia.El Segundo Templo fue destruido por el Imperio Romano en el año 70, llevando a los judíos a una diáspora de dos mil años.La revuelta de Simón bar Kojba contra Roma fracasó y Bar Kojba, el Taná Rabí Akiva y miles de sus seguidores fueron asesinados.Tras la caída de Jerusalén en el 70, su resurgimiento un año después.Según el Talmud, la destrucción del Segundo Templo comenzó el 9 y terminó el 10 de av, cuando las llamas acabaron de arrasarlo.Posteriores calamidades del 9 de av.
Urbano II declara las Cruzadas en 1095Quema del Talmud en 1242En 1290, firma del edicto de Eduardo I de Inglaterra expulsando a los judíos de Inglaterra.El Decreto de la Alhambra expulsa a los judíos de España en 1492Primera Guerra Mundial en 1914Campo de exterminio de Treblinka, primeras muertes en 1942Muerte de 86 judíos y más de 120 heridos en el bombardeo de la AMIA (Asociación Mutua Israelita Argentina) por un grupo islámico terrorista el 18 de julio de 1994 en Buenos Aires
Holocausto (Shoah)
Muchos judíos haredi (ultraortodoxos) ven en el 9 de av una forma de rememorar a los seis millones de judíos muertos en el Holocauto. Judíos ortodoxos y no ortodoxos los recuerdan en un día oficial de duelo llamado Yom HaShoah. Líderes rabínicos haredi están en desacuerdo y no celebran ni el Yom Yerushalayim ni el Yom Ha'atzmaut (Día de la Independencia de Israel) , hecho que además afirmaría que para ellos el Estado de Israel carezca de significado religioso.
Prácticas Restricciones
Como en el Yom Kippur, el Tisha B'Av consiste en un día de 25 horas (a veces más según la localización) que empieza al atardecer y dura hasta la noche del día siguiente. Hay seis prohibiciones:No llevar zapatos de piel.Abstenerse de comer y beber (salvo que comprometa la vida)Abstenerse de lavarse o bañarse (en algunos casos, sólo se acepta una mínima higiene)Abstenerse de aplicarse cremas, aceites, desodorantes y maquillajes.Abstenerse de mantener relaciones sexuales, abrazarse, besarse o cualquier otra forma de afecto corporal.Abstenerse de estudiar la Torá, el Libro de las Lamentaciones y el Libro de Job aunque se permiten leer algunas secciones del Libro de Jeremías y secciones del Talmud que versen en las leyes de llorar la muerte de alguien .[1]Aunque llegue la noche, se prohíbe comer carne y beber vino hasta el mediodía del día siguiente, ya que de acuerdo con la tradición el templo ardió todas la noche y parte del día siguiente, el 10 de av.[2]En la sinagoga, y al volver a casa, desde el anochecer al mediodía uno debe sentarse en el suelo o en sillas bajas como durante la shiv'ah (semana de luto tras la muerte de un familiar de primer grado), alguos llegan a dormir sobre el suelo y no se puede felicitar o regalar nada en este día, viejos libros de rezos y torás se suelen enterrar en este día.Las leyes del Tisha B'Av están grabadas en el Shulkhan Arukh ("Código de Ley Judía") Orach Chayim 552-557.
Liturgia
Los cinco pergaminos de Eichah (Lamentaciones) se leen en la sinagoga durante la tarde del servicio. Además, durante el luto se lee la kinoth ("Poesía bíblica"), compuesta por varios poetas (sobre todo rabinos) como Elazar ha-Kalir, Judah ha-Levi, Shimon Schwab, Solomon Halberstam, Bobov Hasidim , sobre todo clásica.
Historia del rito
La literatura talmúdica comenta que la práctica se refleja como un día de congoja y ascetismo. En los últimos años, se observa una disminución de la práctica, en horas y/o prohibiciones.Maimónides (siglo XII), en su Mishneh Torah, proponía que las restricciones de no beber vino ni comer carne debían retraerse a la víspera de Tisha B'AvA fines del siglo II o principios del III, no se practicaba de una manera tan severa y hubo rabinos, como Judah ha-Nasi que abogaron por abolirla o, según otras versiones, aminorar sus severidad cuando se propusiera pasarla del sábado al domingo (Talmud, Tractate Megillah 5b), pero en tiempos postalmúdicos se volvió más restrictiva, sobre todo en los siglos del XV al XVIII, se puede observar de hecho un aumento gradual en las prohibiciones hasta llegar a prohibir matrimonios u otros eventos.Los judíos ortodoxos prefieren no abandonar ninguna práctica al menos hasta el advenimiento del Mesías. Los zionistas propusieron su supresión en un principio. Los masorti, se pronuncian de distintas formas, queriendo suprimirla en todo o en parte o respetarla tal cual.
Otras tradiciones
Las fuentes del judaísmo clásico mantienen que el Mesías Judío nacerá en Tisha B'Av.
Próximas fechas según el calendario gregoriano
2006=3 de agosto2007=24 de julio2008=10 de agosto2009=30 de julio2010=20 de julio
Referencias
^ Telushkin, J. Jewish Literacy. William Morrow & Co, 2001, p. 656^
Proceedings of the Committee on Jewish Law and Standards of the Conservative Movement 1927-1970 - Volume III Ed. David Golinkin, The Rabbinical Assembly, Jerusalem, 1997.
Responsa relating to this topic in this volume include Marriage during the Sefirah 1949; Restraint on Marriages During the Omer Days 1952;
A Dvar Torah Suggested by Lab Baomer 1962;
Weddings During the Three Weeks 1964;
Weddings During the Three Weeks 1968.
Postagem, Andre Moshe Pereira, Pres. Koah
Director, RI, Ceimom
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Oneg Shabat Yehudah Ben Abraham
Parshas Devarim
Summary of The Weekly Torah Reading:
Parshas Devarim
Rabino Aron Tendler
Note: The Shabbos Torah Reading is divided into 7 sections. Each section is called an Aliya [literally: Go up] since for each Aliya, one person "goes up" to make a bracha [blessing] on the Torah Reading.1st and 2nd Aliyot: Moshe recounts the history of the 40 years from after the 2nd Luchos, until the request by the people to send the Spies. (Pasuk 12 is read to the tune of Eicha - Lamentations) He notes the establishment of the Sanhedrin and the Judicial system.3rd and 4th Aliyot: The incident of the Meraglim - Spies and its terrible punishment is related. Remember, the sin of the Spies and the decree for that generation to die out in the desert occurred today, on Tisha B'Av 2449, 3266 years ago.5th and 6th Aliyot: Moshe jumps 38 years during which the decree of the 40 years was carried out and focuses on Israel's encounter with the nations of: Eisav, Moav, and Ammon. The battles with Sichon and Og and the acquisition of Trans-Jordan are retold.7th Aliya: Trans-Jordan is given to the 2 1/2 tribes, and Yehoshua is encouraged to view these victories as a promise of future success in taking Land.
--------------------------------------------------------------------------
Summary of The Haftorah:
Haftorah Devarim
Isaiah 1:1 - 1:27
The Third HaftorahThe Shabbos preceding Tisha B'Av receives its name, "Chazon", from the opening verse of the Haftorah. Starting with the words "Chazon Yishayahu - A vision of Isaiah", we fearfully hear the echo of the Prophet as he decries Israel's betrayal of G-d. (1:11-15) Boundless selfishness, greed, misuse of power by those in authority, and oppression of the defenseless widow and orphan is why the Navi characterizes the people as "the lords of Sodom and the people of Gemorah." (1:10)Hearing Yishayahu's indictment of the people, one would think that the end was near. In truth Yishayahu began to prophesies in 3142 (619 b.c.e.) and the Beis Hamikdash was destroyed in 3338 (423 b.c.e); 196 years before the end! Clearly, the Navi's intent was to effect change in hope of averting the destruction. If so, our reason for mourning on Tisha B'Av must be better defined."The Jew does not mourn that thousand of years ago the Temple was destroyed, but that it had to be destroyed. Not over the destruction, but over the causes of its destruction". (S.R.Hirsch)If only the people would have heeded the cry of the Navi! If only they could have foreseen with the clarity of a prophet's vision what it means for G-d to "draw back his protecting hand" (1:25) from Israel! Shabbas Chazon transports us back in time. We stand in the shadow of the Beis Hamikdash. We hear the word of G-d as the Navi beseeches His children to do Teshuva. Will we listen? Would we listen?
Parshas Devarim
Rabino Aron Tendler
Note: The Shabbos Torah Reading is divided into 7 sections. Each section is called an Aliya [literally: Go up] since for each Aliya, one person "goes up" to make a bracha [blessing] on the Torah Reading.1st and 2nd Aliyot: Moshe recounts the history of the 40 years from after the 2nd Luchos, until the request by the people to send the Spies. (Pasuk 12 is read to the tune of Eicha - Lamentations) He notes the establishment of the Sanhedrin and the Judicial system.3rd and 4th Aliyot: The incident of the Meraglim - Spies and its terrible punishment is related. Remember, the sin of the Spies and the decree for that generation to die out in the desert occurred today, on Tisha B'Av 2449, 3266 years ago.5th and 6th Aliyot: Moshe jumps 38 years during which the decree of the 40 years was carried out and focuses on Israel's encounter with the nations of: Eisav, Moav, and Ammon. The battles with Sichon and Og and the acquisition of Trans-Jordan are retold.7th Aliya: Trans-Jordan is given to the 2 1/2 tribes, and Yehoshua is encouraged to view these victories as a promise of future success in taking Land.
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Summary of The Haftorah:
Haftorah Devarim
Isaiah 1:1 - 1:27
The Third HaftorahThe Shabbos preceding Tisha B'Av receives its name, "Chazon", from the opening verse of the Haftorah. Starting with the words "Chazon Yishayahu - A vision of Isaiah", we fearfully hear the echo of the Prophet as he decries Israel's betrayal of G-d. (1:11-15) Boundless selfishness, greed, misuse of power by those in authority, and oppression of the defenseless widow and orphan is why the Navi characterizes the people as "the lords of Sodom and the people of Gemorah." (1:10)Hearing Yishayahu's indictment of the people, one would think that the end was near. In truth Yishayahu began to prophesies in 3142 (619 b.c.e.) and the Beis Hamikdash was destroyed in 3338 (423 b.c.e); 196 years before the end! Clearly, the Navi's intent was to effect change in hope of averting the destruction. If so, our reason for mourning on Tisha B'Av must be better defined."The Jew does not mourn that thousand of years ago the Temple was destroyed, but that it had to be destroyed. Not over the destruction, but over the causes of its destruction". (S.R.Hirsch)If only the people would have heeded the cry of the Navi! If only they could have foreseen with the clarity of a prophet's vision what it means for G-d to "draw back his protecting hand" (1:25) from Israel! Shabbas Chazon transports us back in time. We stand in the shadow of the Beis Hamikdash. We hear the word of G-d as the Navi beseeches His children to do Teshuva. Will we listen? Would we listen?
Centro de Interpretação da Cultura Judaica
Um Centro de Interpretação da Cultura Judaica, dedicado ao médico Isaac Cardoso, que contempla a criação de uma Sinagoga, vai ser construído em Trancoso, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara local.
Segundo Júlio Sarmento, o projecto, da autoria do arquitecto Gonçalo Byrne, envolve custos da ordem dos 900 mil euros e será concretizado «entre este ano e 2008».
«Estou convencido que até meados de 2008 teremos concluído o Centro de Interpretação da Cultura Judaica Isaac Cardoso», adiantou o autarca, esclarecendo que o espaço é dedicado ao médico judeu-converso que nasceu em Trancoso em 1604.
«Isaac Cardoso foi um grande médico judeu que viveu em Trancoso e depois se deslocou para a Holanda», justificou.
Adiantou que a primeira pedra do equipamento será lançada no dia 12 de Julho, numa cerimónia que contará com a presença do secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, e do Embaixador de Israel.
O Centro de Interpretação da Cultura Judaica vai ser instalado num edifício a construir de raiz no perímetro do centro histórico de Trancoso, num local conhecido por Poço do Mestre.
«Terá um conjunto de salas para exposições permanentes e temporárias e também para a reposição da cultura judaica que existe em Trancoso, muito documentada, muito dispersa, mas com documentos que são importantes», afirmou Júlio Sarmento.
O autarca social-democrata acrescentou que o imóvel também ficará equipado com a réplica de uma Sinagoga que será utilizada pelos visitantes.«Permite potenciar e valorizar os circuitos de turismo judaico e [os visitantes] terão ali um lugar de visita e também de culto, porque era uma lacuna que havia em Trancoso», reconhece.
«Não sendo possível, até hoje, encontrar a Sinagoga que, do ponto de vista da documentação, existiu em Trancoso, esta réplica da Sinagoga vai permitir que ali se faça, também, com algum recolhimento, o culto judaico dos grupos que visitam Trancoso», acrescentou.
O projecto está integrado no plano «Serra da Estrela Dinâmica», aprovado pelo Governo em Dezembro de 2006, como um Programa Integrado Turístico de Natureza Estruturante e Base Regional.
O plano inclui cerca de duas dezenas de projectos no valor de 100 milhões de euros para executar em dez concelhos da região da Beira Interior até ao final de 2008.
Para dinamizar o turismo judaico nesta zona do país, a Região de Turismo da Serra da Estrela, criou a denominada «Rota das Antigas Judiarias», que abrange as localidades de Belmonte, Covilhã, Guarda, Gouveia, Linhares da Beira, Celorico da Beira, Trancoso, Pinhel e Penamacor
Segundo Júlio Sarmento, o projecto, da autoria do arquitecto Gonçalo Byrne, envolve custos da ordem dos 900 mil euros e será concretizado «entre este ano e 2008».
«Estou convencido que até meados de 2008 teremos concluído o Centro de Interpretação da Cultura Judaica Isaac Cardoso», adiantou o autarca, esclarecendo que o espaço é dedicado ao médico judeu-converso que nasceu em Trancoso em 1604.
«Isaac Cardoso foi um grande médico judeu que viveu em Trancoso e depois se deslocou para a Holanda», justificou.
Adiantou que a primeira pedra do equipamento será lançada no dia 12 de Julho, numa cerimónia que contará com a presença do secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, e do Embaixador de Israel.
O Centro de Interpretação da Cultura Judaica vai ser instalado num edifício a construir de raiz no perímetro do centro histórico de Trancoso, num local conhecido por Poço do Mestre.
«Terá um conjunto de salas para exposições permanentes e temporárias e também para a reposição da cultura judaica que existe em Trancoso, muito documentada, muito dispersa, mas com documentos que são importantes», afirmou Júlio Sarmento.
O autarca social-democrata acrescentou que o imóvel também ficará equipado com a réplica de uma Sinagoga que será utilizada pelos visitantes.«Permite potenciar e valorizar os circuitos de turismo judaico e [os visitantes] terão ali um lugar de visita e também de culto, porque era uma lacuna que havia em Trancoso», reconhece.
«Não sendo possível, até hoje, encontrar a Sinagoga que, do ponto de vista da documentação, existiu em Trancoso, esta réplica da Sinagoga vai permitir que ali se faça, também, com algum recolhimento, o culto judaico dos grupos que visitam Trancoso», acrescentou.
O projecto está integrado no plano «Serra da Estrela Dinâmica», aprovado pelo Governo em Dezembro de 2006, como um Programa Integrado Turístico de Natureza Estruturante e Base Regional.
O plano inclui cerca de duas dezenas de projectos no valor de 100 milhões de euros para executar em dez concelhos da região da Beira Interior até ao final de 2008.
Para dinamizar o turismo judaico nesta zona do país, a Região de Turismo da Serra da Estrela, criou a denominada «Rota das Antigas Judiarias», que abrange as localidades de Belmonte, Covilhã, Guarda, Gouveia, Linhares da Beira, Celorico da Beira, Trancoso, Pinhel e Penamacor
Tuesday, July 17, 2007
UNAS 5000 PERSONAS SE CONVIERTEN CADA AÑO AL JUDAÍSMO EN ISRAEL
Maimónides nos recuerda (en una carta escrita al prosélito, Obadia) que en 36 lugares la Torá nos advierte para amar al prosélito; acrecentando, "un convertido es un hijo de Abraham, y quién lo trata injustamente, comete un grande pecado".
Unas 5.000 personas de todo el mundo se convierten cada año al judaísmo en Israel, en un difícil proceso de entre diez y doce meses de estudios que concluye con un examen, el baño ritual, un nuevo nombre y, los varones, también la circuncisión.'Para ser judío no hay ningún condicionamiento de sangre ni origen, cualquiera puede ser judío si así lo quiere', asegura a EFE el uruguayo Israel Diament, de 33 años y profesor en el Instituto Miriam de conversión de Jerusalén, el único que se dedica exclusivamente a hispanohablantes.
En Israel hay más de una veintena de centros de preparación al judaísmo, si bien son los tribunales ortodoxos del Rabinato los que tienen la última palabra para aprobar, o rechazar, la conversión de un candidato.La razones por las que miles de personas acuden a este país para ese proceso se debe a que la mayoría de los rabinos en el extranjero prefieren las condiciones que sólo Israel, como Estado judío, y sus servicios religiosos pueden proveer.Corrientes más progresistas del judaísmo como la reformista y la conservadora sí ofrecen la conversión en la diáspora judía, pero no así en Israel, donde el monopolio religioso es exclusivamente de los ortodoxos.
Frente al tradicional hermetismo de la ortodoxia, siempre mucho más reacia a las conversiones, el Instituto Miriam es sin duda un elemento renovador, a pesar de que respeta al pie de la letra sus requisitos.'Nosotros no somos misioneros, no vamos a buscar a nadie, pero a diferencia de la de otros grupos ortodoxos más estrictos sí tendemos nuestra mano a los que piden nuestra ayuda. No pensamos que haya que poner obstáculos si alguien quiere de veras convertirse al judaísmo', afirma el rabino Mijael Freund, director de la fundación a la que pertenece el instituto.El judaísmo contempla la conversión o la introducción de gentiles en sus filas desde sus primeros orígenes, y los casos que aparecen en la Biblia son tan numerosos como significativos para el origen de este pueblo.Gentiles fueron Bilha y Zilpa, las dos concubinas del patriarca Jacob que dieron vida a cuatro de las doce tribus de Israel, así como Sefora, mujer de Moisés, y Ruth, bisabuela del rey David.Pero con el correr de los siglos convertirse a esta religión ha pasado a ser un proceso mucho más engorroso y en el que las autoridades religiosas ortodoxas revisan hasta el interés más recóndito de una persona para abrazar la ley de Moisés.'No aceptamos a aquellos que buscan convertirse por un interés material, como pueda ser un emigrante que busque legalizar papeles o alguien que quiera normalizar un matrimonio judío, pero sin tener realmente fe', explica Raananá Birenbaum, directora del instituto Miriam.
El proceso comienza con una conversación con el candidato en la que suele exigírsele alguna recomendación del rabino de la ciudad de la que procede, algún documento que acredite un antepasado judío o sencillamente una explicación convincente de por qué quiere serlo.Una vez aceptado al curso, la enseñanza que se les imparte incluye literatura y leyes religiosas judías, así como conocimientos sobre la sociedad y la historia del pueblo judío y del Estado de Israel.'Nuestras clases son únicamente en español porque creemos que la religión debe ser enseñada en el idioma de uno para que sean conscientes del mensaje que les transmitimos', dice la directora.Aunque la conversión es un acto religioso y como tal les enseñan las costumbres y prácticas judías, Birenbaum asegura que 'no tenemos ninguna expectativa de que después sigan manteniendo nuestra forma ortodoxa de vida, eso es un proceso personal'.Entre los 60 a 80 alumnos que cada año estudian en ese centro de Jerusalén hay varios españoles, algunos descendientes de conversos y de matrimonios mixtos, y otros que se han sentido atraídos por el judaísmo por las razones más dispares.'Mis padres no me dieron una educación religiosa precisamente para que cuando yo fuera mayor decidiera solo', explica un español de 30 años, natural de Barcelona y quien en su 'búsqueda de espiritualidad' acaba de convertirse.Sobre su decisión no sabe dar una explicación exacta, pero reconoce que su vínculo con esta religión comenzó hace ya años y que su deseo es quedarse a vivir en Israel, porque 'vivir el judaísmo en España, o en otro país, no es lo mismo que vivirlo aquí'.
Unas 5.000 personas de todo el mundo se convierten cada año al judaísmo en Israel, en un difícil proceso de entre diez y doce meses de estudios que concluye con un examen, el baño ritual, un nuevo nombre y, los varones, también la circuncisión.'Para ser judío no hay ningún condicionamiento de sangre ni origen, cualquiera puede ser judío si así lo quiere', asegura a EFE el uruguayo Israel Diament, de 33 años y profesor en el Instituto Miriam de conversión de Jerusalén, el único que se dedica exclusivamente a hispanohablantes.
En Israel hay más de una veintena de centros de preparación al judaísmo, si bien son los tribunales ortodoxos del Rabinato los que tienen la última palabra para aprobar, o rechazar, la conversión de un candidato.La razones por las que miles de personas acuden a este país para ese proceso se debe a que la mayoría de los rabinos en el extranjero prefieren las condiciones que sólo Israel, como Estado judío, y sus servicios religiosos pueden proveer.Corrientes más progresistas del judaísmo como la reformista y la conservadora sí ofrecen la conversión en la diáspora judía, pero no así en Israel, donde el monopolio religioso es exclusivamente de los ortodoxos.
Frente al tradicional hermetismo de la ortodoxia, siempre mucho más reacia a las conversiones, el Instituto Miriam es sin duda un elemento renovador, a pesar de que respeta al pie de la letra sus requisitos.'Nosotros no somos misioneros, no vamos a buscar a nadie, pero a diferencia de la de otros grupos ortodoxos más estrictos sí tendemos nuestra mano a los que piden nuestra ayuda. No pensamos que haya que poner obstáculos si alguien quiere de veras convertirse al judaísmo', afirma el rabino Mijael Freund, director de la fundación a la que pertenece el instituto.El judaísmo contempla la conversión o la introducción de gentiles en sus filas desde sus primeros orígenes, y los casos que aparecen en la Biblia son tan numerosos como significativos para el origen de este pueblo.Gentiles fueron Bilha y Zilpa, las dos concubinas del patriarca Jacob que dieron vida a cuatro de las doce tribus de Israel, así como Sefora, mujer de Moisés, y Ruth, bisabuela del rey David.Pero con el correr de los siglos convertirse a esta religión ha pasado a ser un proceso mucho más engorroso y en el que las autoridades religiosas ortodoxas revisan hasta el interés más recóndito de una persona para abrazar la ley de Moisés.'No aceptamos a aquellos que buscan convertirse por un interés material, como pueda ser un emigrante que busque legalizar papeles o alguien que quiera normalizar un matrimonio judío, pero sin tener realmente fe', explica Raananá Birenbaum, directora del instituto Miriam.
El proceso comienza con una conversación con el candidato en la que suele exigírsele alguna recomendación del rabino de la ciudad de la que procede, algún documento que acredite un antepasado judío o sencillamente una explicación convincente de por qué quiere serlo.Una vez aceptado al curso, la enseñanza que se les imparte incluye literatura y leyes religiosas judías, así como conocimientos sobre la sociedad y la historia del pueblo judío y del Estado de Israel.'Nuestras clases son únicamente en español porque creemos que la religión debe ser enseñada en el idioma de uno para que sean conscientes del mensaje que les transmitimos', dice la directora.Aunque la conversión es un acto religioso y como tal les enseñan las costumbres y prácticas judías, Birenbaum asegura que 'no tenemos ninguna expectativa de que después sigan manteniendo nuestra forma ortodoxa de vida, eso es un proceso personal'.Entre los 60 a 80 alumnos que cada año estudian en ese centro de Jerusalén hay varios españoles, algunos descendientes de conversos y de matrimonios mixtos, y otros que se han sentido atraídos por el judaísmo por las razones más dispares.'Mis padres no me dieron una educación religiosa precisamente para que cuando yo fuera mayor decidiera solo', explica un español de 30 años, natural de Barcelona y quien en su 'búsqueda de espiritualidad' acaba de convertirse.Sobre su decisión no sabe dar una explicación exacta, pero reconoce que su vínculo con esta religión comenzó hace ya años y que su deseo es quedarse a vivir en Israel, porque 'vivir el judaísmo en España, o en otro país, no es lo mismo que vivirlo aquí'.
Monday, July 16, 2007
O jovem herdeiro foi para o Foreign Office
Teresa de Sousa
Publico
Faz hoje 42 anos e, desde David Owen, em 1977, que ninguém tão jovem chefiava o Foreign Office de Londres. Visto por muita gente como o herdeiro natural de Tony Blair, os blairistas ainda quiseram empurrá-lo para uma disputa com Gordon Brown pela liderança do New Labour, que ele próprio recusou. Na realidade, David Miliband é tudo menos um clone de Blair. Pensa pela própria cabeça e diz-se que bastante bem. É mais racional e menos intuitivo do que o seu mestre político.
Tem uma visão do futuro do centro-esquerda que não é a mera reprodução do blairismo mas o produto de uma geração mais nova, liberta da história atribulada da transformação do velho no novo Labour. Quando Tony Blair chegou à liderança do partido ele tinha apenas 29 anos, o que quer dizer que também não teve tempo de adquirir os hábitos ideológicos do velho trabalhismo.
A imprensa britânica sublinha o seu estilo "distendido" e a sua extrema juventude. Lembra que esteve "pouco envolvido" com a decisão de invadir o Iraque. Está, pois, mais livre para criticar as suas consequências. Foram duras e foram públicas as suas críticas ao apoio incondicional do anterior primeiro-ministro a Israel durante a guerra no Líbano, no Verão passado. Os analistas também vêem nele uma inclinação um pouco mais europeísta do que a de Blair, que pode compensar a imagem mais eurocéptica do actual primeiro-ministro. Não hesitam, aliás, em considerá-lo o mais europeísta de todos os ocupantes do Foreign Office.
O facto não impede que seja um convicto defensor da aliança transatlântica e da relação especial do seu país com a América, um profundo admirador do dinamismo americano e um crítico da falta de eficácia europeia e da sua obsessiva tendência para a "introspecção institucional". Quer ver a questão do tratado europeu resolvida o mais depressa possível para que a Europa se dedique ao que, em seu entender, interessa: os resultados para os cidadãos e os desafios à escala global.
Falta-lhe, dizem alguns, a experiência directa dos Negócios Estrangeiros mas, acrescentam outros, sobra-lhe a inteligência, as ideias e a afabilidade necessárias para entrar facilmente no circuito da grande diplomacia.
Numa extensa entrevista que deu na semana passada ao Financial Times (a primeira), expôs as suas ideias sobre o que deve ser o lugar e o estatuto do Reino Unido no mundo. Algumas são blairismo do mais puro. Por exemplo, a total interdependência entre política interna e política externa que marca a era da globalização em que vivemos e a necessidade manter o seu país como uma "plataforma global " - económica, cultural e politicamente. Não como uma "grande potência", mas como "uma potência pivot".
Que a América é "a mais importante relação bilateral" do seu país, não tem a mais pequena dúvida. Mas, escreve o FT, o lugar que reserva ao Reino Unido não é o de "ponte" entre os dois lados do Atlântico. Quando lhe pediram para comparar a relação com a América com a relação com a Europa, respondeu: "Não considero a nossa relação com a União Europeia como uma relação bilateral. Somos parte da UE." O que quer dizer, por exemplo, que não vê grande problema no reforço da política externa europeia nem sequer parece opor-se à ideia de um serviço diplomático europeu (uma das questões mais delicadas na negociação do novo tratado): "Temos uma nova arquitectura de política externa, vamos ter novos sistemas e instituições (...). Temos de conseguir que funcionem". Boas notícias para a presidência portuguesa.
Entende que o combate às alterações climáticas é hoje parte integrante da política externa e tem nesta matéria ideias muito avançadas. Só falta saber de onde veio e como chegou até aqui.Nasceu a 15 de Julho de 1965, em Londres, descendente directo de refugiados judeus polacos que apanharam o último barco que atravessou a Mancha em 1940, em fuga do Holocausto. A mãe, Marion Kozak, nasceu na Polónia. O pai, Ralf Miliband, igualmente judeu de origem polaca, nasceu na Bélgica e transformou-se, no Reino Unido, num dos principais teóricos do marxismo.
Estudou em Londres num colégio que misturava os filhos da intelectualidade de esquerda com os filhos dos operários. Entrou para o Corpus Christi em Oxford para obter um first em Filosofia, Economia e Política. A única acusação séria que enfrentou até agora foi a de ter lá chegado com uma média ligeiramente abaixo da normalmente exigida. Fez um mestrado em Ciência Política no MIT.
Mas é aos Comuns, onde foi secretário da Comissão da Justiça Social, que Blair o vai buscar em 1994 para seu conselheiro político, o que faz dele um dos principais autores do manifesto eleitoral do New Labour em 1997. Segue com Blair para Downing Street para chefiar a "unidade política", onde fica até 2001. Alaister Campbell chamava-lhe o "Brains". É um intelectual com pouca disposição para os jogos políticos. Quer "políticas" e não "política". Depois de ganhar facilmente um lugar nos Comuns em 2001 (South Shields), é nomeado ministro júnior para as Escolas. Em Dezembro de 2004, passa a ministro do Gabinete (que só inclui os sénior) para as Comunidades e o Poder Local. Em 2006, é finalmente nomeado secretário do Ambiente. Brown escolhe-o para o Foreign Office.
Faz parte do "Primrose Hill Gang", um grupo de "jovens turcos" do New Labour que olham para além da época Blair-Brown. O seu irmão mais novo, Ed Miliband, igualmente deputado e igualmente ministro, trabalhou no gabinete de Brown nas Finanças. Ideologicamente, Andrew Rawnsley, do Observer, definiu-o em 2002 como estando à esquerda de Blair. "Um crente, num sentido em que Blair nunca o foi totalmente, na social-democracia continental".
É casado com Louise Shackelton, violinista na Orquestra Filarmónica de Londres e os dois adoptaram um filho nos Estados Unidos. Contrariando a sua imagem de intelectual, apenas o facto de ser um ferrenho adepto do Arsenal.
Publico
Faz hoje 42 anos e, desde David Owen, em 1977, que ninguém tão jovem chefiava o Foreign Office de Londres. Visto por muita gente como o herdeiro natural de Tony Blair, os blairistas ainda quiseram empurrá-lo para uma disputa com Gordon Brown pela liderança do New Labour, que ele próprio recusou. Na realidade, David Miliband é tudo menos um clone de Blair. Pensa pela própria cabeça e diz-se que bastante bem. É mais racional e menos intuitivo do que o seu mestre político.
Tem uma visão do futuro do centro-esquerda que não é a mera reprodução do blairismo mas o produto de uma geração mais nova, liberta da história atribulada da transformação do velho no novo Labour. Quando Tony Blair chegou à liderança do partido ele tinha apenas 29 anos, o que quer dizer que também não teve tempo de adquirir os hábitos ideológicos do velho trabalhismo.
A imprensa britânica sublinha o seu estilo "distendido" e a sua extrema juventude. Lembra que esteve "pouco envolvido" com a decisão de invadir o Iraque. Está, pois, mais livre para criticar as suas consequências. Foram duras e foram públicas as suas críticas ao apoio incondicional do anterior primeiro-ministro a Israel durante a guerra no Líbano, no Verão passado. Os analistas também vêem nele uma inclinação um pouco mais europeísta do que a de Blair, que pode compensar a imagem mais eurocéptica do actual primeiro-ministro. Não hesitam, aliás, em considerá-lo o mais europeísta de todos os ocupantes do Foreign Office.
O facto não impede que seja um convicto defensor da aliança transatlântica e da relação especial do seu país com a América, um profundo admirador do dinamismo americano e um crítico da falta de eficácia europeia e da sua obsessiva tendência para a "introspecção institucional". Quer ver a questão do tratado europeu resolvida o mais depressa possível para que a Europa se dedique ao que, em seu entender, interessa: os resultados para os cidadãos e os desafios à escala global.
Falta-lhe, dizem alguns, a experiência directa dos Negócios Estrangeiros mas, acrescentam outros, sobra-lhe a inteligência, as ideias e a afabilidade necessárias para entrar facilmente no circuito da grande diplomacia.
Numa extensa entrevista que deu na semana passada ao Financial Times (a primeira), expôs as suas ideias sobre o que deve ser o lugar e o estatuto do Reino Unido no mundo. Algumas são blairismo do mais puro. Por exemplo, a total interdependência entre política interna e política externa que marca a era da globalização em que vivemos e a necessidade manter o seu país como uma "plataforma global " - económica, cultural e politicamente. Não como uma "grande potência", mas como "uma potência pivot".
Que a América é "a mais importante relação bilateral" do seu país, não tem a mais pequena dúvida. Mas, escreve o FT, o lugar que reserva ao Reino Unido não é o de "ponte" entre os dois lados do Atlântico. Quando lhe pediram para comparar a relação com a América com a relação com a Europa, respondeu: "Não considero a nossa relação com a União Europeia como uma relação bilateral. Somos parte da UE." O que quer dizer, por exemplo, que não vê grande problema no reforço da política externa europeia nem sequer parece opor-se à ideia de um serviço diplomático europeu (uma das questões mais delicadas na negociação do novo tratado): "Temos uma nova arquitectura de política externa, vamos ter novos sistemas e instituições (...). Temos de conseguir que funcionem". Boas notícias para a presidência portuguesa.
Entende que o combate às alterações climáticas é hoje parte integrante da política externa e tem nesta matéria ideias muito avançadas. Só falta saber de onde veio e como chegou até aqui.Nasceu a 15 de Julho de 1965, em Londres, descendente directo de refugiados judeus polacos que apanharam o último barco que atravessou a Mancha em 1940, em fuga do Holocausto. A mãe, Marion Kozak, nasceu na Polónia. O pai, Ralf Miliband, igualmente judeu de origem polaca, nasceu na Bélgica e transformou-se, no Reino Unido, num dos principais teóricos do marxismo.
Estudou em Londres num colégio que misturava os filhos da intelectualidade de esquerda com os filhos dos operários. Entrou para o Corpus Christi em Oxford para obter um first em Filosofia, Economia e Política. A única acusação séria que enfrentou até agora foi a de ter lá chegado com uma média ligeiramente abaixo da normalmente exigida. Fez um mestrado em Ciência Política no MIT.
Mas é aos Comuns, onde foi secretário da Comissão da Justiça Social, que Blair o vai buscar em 1994 para seu conselheiro político, o que faz dele um dos principais autores do manifesto eleitoral do New Labour em 1997. Segue com Blair para Downing Street para chefiar a "unidade política", onde fica até 2001. Alaister Campbell chamava-lhe o "Brains". É um intelectual com pouca disposição para os jogos políticos. Quer "políticas" e não "política". Depois de ganhar facilmente um lugar nos Comuns em 2001 (South Shields), é nomeado ministro júnior para as Escolas. Em Dezembro de 2004, passa a ministro do Gabinete (que só inclui os sénior) para as Comunidades e o Poder Local. Em 2006, é finalmente nomeado secretário do Ambiente. Brown escolhe-o para o Foreign Office.
Faz parte do "Primrose Hill Gang", um grupo de "jovens turcos" do New Labour que olham para além da época Blair-Brown. O seu irmão mais novo, Ed Miliband, igualmente deputado e igualmente ministro, trabalhou no gabinete de Brown nas Finanças. Ideologicamente, Andrew Rawnsley, do Observer, definiu-o em 2002 como estando à esquerda de Blair. "Um crente, num sentido em que Blair nunca o foi totalmente, na social-democracia continental".
É casado com Louise Shackelton, violinista na Orquestra Filarmónica de Londres e os dois adoptaram um filho nos Estados Unidos. Contrariando a sua imagem de intelectual, apenas o facto de ser um ferrenho adepto do Arsenal.
A Cabala Revisitada IX
Política e a dança da vida
André Moshe Pereira, Pres. Koah
O Jogo político: todos nós jogamos o jogo seja o da vida ou da leitura, da fala ou da política. Não que estejamos sempre em eleições mas a nossa vida diária imprime-nos uma estrutura de jogo no qual estamos e vamos. Jogamos no jogo diário um papel de interrelação social e simbólica. Todos nós mãe e filha, pai e filho, irmão e irmã e trabalhadores e parceiros, homens de negócios e sindicalistas, investidores e consumidores, etc.
No âmbito familiar pais e filhos devem encontrar uma via para o compromisso e a comunicação. Por vezes as crianças podem comunicar com a mãe como um intermediário para relação com o pai. Ou vice-versa. Bem como o irmão faz coro com a irmã junto dos pais para obter satisfação no seu apoio para que possa realizar (ver) uma série da TV que lhe agrade. Estas manobras, diz-nos por exemplo Haddad, são exemplos políticos em casa para manter a casa em andamento. Cada membro da família necessita do outro para que as coisas funcionem. Cada membro tem uma especial influência em cada um dos outros. E cada membro tem qualquer coisa de especial que cada um quer do outro ou precisa.
Sempre se pode ganhar ou perder alguma coisa deste jogo. Mas a persistência é aqui uma qualidade exemplar. Um meio para o sucesso. No negócio podemos representar o mesmo tipo de jogo noutro âmbito. Ir a jogo com os outros ou respeitar as regras é essencial. Tomar e largar é a ordem comensurável do progresso neste mundo. Devem sempre recordar-se que a senhoridade e a senioridade é uma vantagem não despicienda. O patrão ainda é o patrão! Consegue entender as coisas assim? Todos os líderes verdadeiros como tais merecem o seu respeito como chefes do seu lugar de trabalho. Como os pais têm alguma coisa a dizer em casa esperamos que entenda que o patrão tem alguma coisa a dizer no trabalho. As pessoas sempre apreciam aqueles que demonstram respeito e cortesia para com eles.
Por vezes temos que tomar deliberações e decisões por parte de uns em desfavor de outros. É um acordo complicado! Tomar posição depois de ter avaliado bem a situação decidir-se em favor de a ou b significa que teve que se pensar bem com cuidado e tivemos que reflectir ou ajuizar por inteiro a situação da qual teremos que decidir. De forma a podermos rectificar a diferença de opinião que não pode facilmente ser resolvida, temos que reavaliar por inteiro a situação. Seria por vezes agradável concordar no presente momento e somente esperar e ver como a situação pudesse melhorar, por si. Simplesmente se queremos ter uma visão teleológica firme dos nossos propósitos quereremos ganhar a guerra e não uma simples batalha para obter de outra forma o Shalom Bayit: a paz na casa, no mundo. Por isso as situações políticas têm uma especial presença na nossa vida diária. Somos um animal político com as conotações aristotélicas que isto possa ter. As formas de compreensão e entendimento e compromisso são sempre para nós uma vantagem. Aprender a ser diplomático com os outros não é muito diferente com que se passa na vida política real. Qualidades que são precisas: paciência, tempo e motivação de forma a ser bem sucedido na sua vida. A chave é ser justo, tratar sempre as pessoas com respeito e comprometeres-te a alcançar o que sentes como vontade própria.
O segredo para o jogo político é como aprender a jogá-lo! Há regras? Tratar de ser sempre diplomático nos nossos caminhos e assim sempre teremos o retorno.
A dança e o nascimento: Mitch Albom em Terça-feira com o meu professor, numa passagem desse texto que Amigo nobre me fez chegar, para mim deliciosa logo a página 17 nos diz: “o meu velho professor sempre tinha sido bailarino. Não lhe importava com que música. O Rock n’ Roll, o Jazz de grandes orquestras, o Blues, tudo o encantava, cerrava os olhos e, com um sorriso beatífico, começava a mover-se seguindo o seu próprio sentido do ritmo: nem sempre era bonito o seu bailado. Porém por outro lado não se importava de bailar com um par. Morrie bailava sozinho”. E você o que o faz vibrar mais que tudo e para além de todos?
Será que está a avaliar a sua vida, de forma única, como o faz a Diana Eljarrat no capítulo da paz interior: Blessed are You G-d, King of the universe, for not having made me a woman. Blessed are You, Hashem, our G-d King of the Universe, for having made me according to His will: — se o homem foi criado do pó, argumenta Diana, a mulher da Alma espiritual. De todas as formas a mulher está mais próxima da perfeição de D’us que o homem e como o poder criador de D’us para criar uma nova vida, em parte o tem, sozinha, gerando o nascimento e dando vida a um novo ser humano…e é a mulher e não o homem que pode alimentar o filho por si mesma.
André Moshe Pereira, Pres. Koah
O Jogo político: todos nós jogamos o jogo seja o da vida ou da leitura, da fala ou da política. Não que estejamos sempre em eleições mas a nossa vida diária imprime-nos uma estrutura de jogo no qual estamos e vamos. Jogamos no jogo diário um papel de interrelação social e simbólica. Todos nós mãe e filha, pai e filho, irmão e irmã e trabalhadores e parceiros, homens de negócios e sindicalistas, investidores e consumidores, etc.
No âmbito familiar pais e filhos devem encontrar uma via para o compromisso e a comunicação. Por vezes as crianças podem comunicar com a mãe como um intermediário para relação com o pai. Ou vice-versa. Bem como o irmão faz coro com a irmã junto dos pais para obter satisfação no seu apoio para que possa realizar (ver) uma série da TV que lhe agrade. Estas manobras, diz-nos por exemplo Haddad, são exemplos políticos em casa para manter a casa em andamento. Cada membro da família necessita do outro para que as coisas funcionem. Cada membro tem uma especial influência em cada um dos outros. E cada membro tem qualquer coisa de especial que cada um quer do outro ou precisa.
Sempre se pode ganhar ou perder alguma coisa deste jogo. Mas a persistência é aqui uma qualidade exemplar. Um meio para o sucesso. No negócio podemos representar o mesmo tipo de jogo noutro âmbito. Ir a jogo com os outros ou respeitar as regras é essencial. Tomar e largar é a ordem comensurável do progresso neste mundo. Devem sempre recordar-se que a senhoridade e a senioridade é uma vantagem não despicienda. O patrão ainda é o patrão! Consegue entender as coisas assim? Todos os líderes verdadeiros como tais merecem o seu respeito como chefes do seu lugar de trabalho. Como os pais têm alguma coisa a dizer em casa esperamos que entenda que o patrão tem alguma coisa a dizer no trabalho. As pessoas sempre apreciam aqueles que demonstram respeito e cortesia para com eles.
Por vezes temos que tomar deliberações e decisões por parte de uns em desfavor de outros. É um acordo complicado! Tomar posição depois de ter avaliado bem a situação decidir-se em favor de a ou b significa que teve que se pensar bem com cuidado e tivemos que reflectir ou ajuizar por inteiro a situação da qual teremos que decidir. De forma a podermos rectificar a diferença de opinião que não pode facilmente ser resolvida, temos que reavaliar por inteiro a situação. Seria por vezes agradável concordar no presente momento e somente esperar e ver como a situação pudesse melhorar, por si. Simplesmente se queremos ter uma visão teleológica firme dos nossos propósitos quereremos ganhar a guerra e não uma simples batalha para obter de outra forma o Shalom Bayit: a paz na casa, no mundo. Por isso as situações políticas têm uma especial presença na nossa vida diária. Somos um animal político com as conotações aristotélicas que isto possa ter. As formas de compreensão e entendimento e compromisso são sempre para nós uma vantagem. Aprender a ser diplomático com os outros não é muito diferente com que se passa na vida política real. Qualidades que são precisas: paciência, tempo e motivação de forma a ser bem sucedido na sua vida. A chave é ser justo, tratar sempre as pessoas com respeito e comprometeres-te a alcançar o que sentes como vontade própria.
O segredo para o jogo político é como aprender a jogá-lo! Há regras? Tratar de ser sempre diplomático nos nossos caminhos e assim sempre teremos o retorno.
A dança e o nascimento: Mitch Albom em Terça-feira com o meu professor, numa passagem desse texto que Amigo nobre me fez chegar, para mim deliciosa logo a página 17 nos diz: “o meu velho professor sempre tinha sido bailarino. Não lhe importava com que música. O Rock n’ Roll, o Jazz de grandes orquestras, o Blues, tudo o encantava, cerrava os olhos e, com um sorriso beatífico, começava a mover-se seguindo o seu próprio sentido do ritmo: nem sempre era bonito o seu bailado. Porém por outro lado não se importava de bailar com um par. Morrie bailava sozinho”. E você o que o faz vibrar mais que tudo e para além de todos?
Será que está a avaliar a sua vida, de forma única, como o faz a Diana Eljarrat no capítulo da paz interior: Blessed are You G-d, King of the universe, for not having made me a woman. Blessed are You, Hashem, our G-d King of the Universe, for having made me according to His will: — se o homem foi criado do pó, argumenta Diana, a mulher da Alma espiritual. De todas as formas a mulher está mais próxima da perfeição de D’us que o homem e como o poder criador de D’us para criar uma nova vida, em parte o tem, sozinha, gerando o nascimento e dando vida a um novo ser humano…e é a mulher e não o homem que pode alimentar o filho por si mesma.
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A Cabala Revisitada IX
Médicos Sem Fronteiras
Crónica do costume
José Diogo Quintela
Publico
Quando era miúdo, o meu maior medo usava bata branca. Médicos. Médicos e as suas agulhas. Médicos e as suas espátulas baixa-a-língua. As luvas de borracha. A caligrafia apalermada que me fez estar a tomar remédio contra a queda do cabelo para curar a varicela.
(O meu segundo medo também: o padeiro, que todos os dias, quando ia para a escola, vinha à porta da padaria dar-me caldos).
Mas dos médicos tinha terror. A minha mãe só me avisava que íamos ao consultório quando estávamos a chegar. Por solidariedade, achava eu, até ter ficado com o mesmo gesso durante um ano e meio e descobrir que ela se esquecia das consultas.
É por isso que estes atentados no Reino Unido provam que a maldade dos terroristas islâmicos não tem limite. É uma maldade que, em cada atentado, vai sublimando a perversão. É uma maldade ruim que aposta na destruição material e no abalo psicológico, ressuscitando irracionais medos infantis.
O meu trauma com médicos apareceu outra vez. O cagaço a estetoscópios voltou. Temo que em breve assistamos a um atentado perpetrado pelo Monstro que vivia debaixo da minha cama.O terrorismo islâmico é useiro e vezeiro neste aproveitamento das nossas neuroses colectivas. O medo de andar de avião tem outro significado desde o 11 de Setembro. Minam a nossa confiança na medicina, na aeronáutica, pilares da nossa civilização... Apetece mesmo que apareça alguém a sabotar os tapetes mágicos a esses marotos.
Continuo a achar o terrorismo inaceitável, mas António Guterres ajudou-me a compreendê-lo melhor. Esta semana, no PÚBLICO, Guterres diz que "há factores irritantes na comunidade internacional. (...) Por exemplo, a Palestina. Não é por acaso que assistimos a este desespero que conduz aos ataques suicidas na Europa". Ah! Então é isso! Eles estão "irritados". Durante imenso tempo, achei que os terroristas eram gente pouco razoável, que matava sem critério. Afinal, estão é "irritados". Claro que nem todos são tão moderados. Uns, mais impetuosos, põem bombas por "falta de pachorra" ou por "estarem maçados". Uma minoria. A maioria mata por irritação. Ainda bem que Guterres me elucidou, para não continuar a pensar que é por selvajaria. (Agora já sei de que é que o Fórum Mundial fala quando se refere a "outra globalização". É quando um médico indiano residente em Inglaterra se irrita com Israel e rebenta com um aeroporto na Escócia. Isto sim, é "alter-mundialização". Estes é que são os Médicos Sem Fronteiras.)
Percebo as críticas ao sistema de saúde britânico. É natural a preocupação com um sistema que depende de pessoas incompetentes que nem sequer sabem detonar bombas como deve ser.Faz-me pensar nos médicos portugueses que dão como aptos para o trabalho professores com cancro terminal. Não me preocupa uma eventual falta de compaixão, mas sim a falta de competência que leva médicos a acharem "aptas" pessoas um mês antes destas falecerem. Estes médicos prejudicam o ensino. Quando os miúdos se começam a habituar a um professor, ele deixa, subitamente, de estar "apto". Não admira que a educação esteja como está.
José Diogo Quintela
Publico
Quando era miúdo, o meu maior medo usava bata branca. Médicos. Médicos e as suas agulhas. Médicos e as suas espátulas baixa-a-língua. As luvas de borracha. A caligrafia apalermada que me fez estar a tomar remédio contra a queda do cabelo para curar a varicela.
(O meu segundo medo também: o padeiro, que todos os dias, quando ia para a escola, vinha à porta da padaria dar-me caldos).
Mas dos médicos tinha terror. A minha mãe só me avisava que íamos ao consultório quando estávamos a chegar. Por solidariedade, achava eu, até ter ficado com o mesmo gesso durante um ano e meio e descobrir que ela se esquecia das consultas.
É por isso que estes atentados no Reino Unido provam que a maldade dos terroristas islâmicos não tem limite. É uma maldade que, em cada atentado, vai sublimando a perversão. É uma maldade ruim que aposta na destruição material e no abalo psicológico, ressuscitando irracionais medos infantis.
O meu trauma com médicos apareceu outra vez. O cagaço a estetoscópios voltou. Temo que em breve assistamos a um atentado perpetrado pelo Monstro que vivia debaixo da minha cama.O terrorismo islâmico é useiro e vezeiro neste aproveitamento das nossas neuroses colectivas. O medo de andar de avião tem outro significado desde o 11 de Setembro. Minam a nossa confiança na medicina, na aeronáutica, pilares da nossa civilização... Apetece mesmo que apareça alguém a sabotar os tapetes mágicos a esses marotos.
Continuo a achar o terrorismo inaceitável, mas António Guterres ajudou-me a compreendê-lo melhor. Esta semana, no PÚBLICO, Guterres diz que "há factores irritantes na comunidade internacional. (...) Por exemplo, a Palestina. Não é por acaso que assistimos a este desespero que conduz aos ataques suicidas na Europa". Ah! Então é isso! Eles estão "irritados". Durante imenso tempo, achei que os terroristas eram gente pouco razoável, que matava sem critério. Afinal, estão é "irritados". Claro que nem todos são tão moderados. Uns, mais impetuosos, põem bombas por "falta de pachorra" ou por "estarem maçados". Uma minoria. A maioria mata por irritação. Ainda bem que Guterres me elucidou, para não continuar a pensar que é por selvajaria. (Agora já sei de que é que o Fórum Mundial fala quando se refere a "outra globalização". É quando um médico indiano residente em Inglaterra se irrita com Israel e rebenta com um aeroporto na Escócia. Isto sim, é "alter-mundialização". Estes é que são os Médicos Sem Fronteiras.)
Percebo as críticas ao sistema de saúde britânico. É natural a preocupação com um sistema que depende de pessoas incompetentes que nem sequer sabem detonar bombas como deve ser.Faz-me pensar nos médicos portugueses que dão como aptos para o trabalho professores com cancro terminal. Não me preocupa uma eventual falta de compaixão, mas sim a falta de competência que leva médicos a acharem "aptas" pessoas um mês antes destas falecerem. Estes médicos prejudicam o ensino. Quando os miúdos se começam a habituar a um professor, ele deixa, subitamente, de estar "apto". Não admira que a educação esteja como está.
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Em nome da superioridade...
Paulo Frederico F. Gonçalves
O racionalismo das Luzes, no século XVIII, desmoronou as filosofias apoiadas no providencialismo divino. O vazio deixado pela ausência de Deus foi preenchido de diversas formas, nos tempos que se sucederam. Os filósofos e publicistas, apoiados nos factos da História, desenvolveram ideologias novas, assentes nas relações sociais que a revolução industrial criava.
O operário opôs-se ao burguês, o curso dos acontecimentos passa a determinar-se pela dialéctica da luta de classes, em direcção a um determinado fim, que para os socialistas se alcançava com a vitória do proletariado sobre os detentores do capital. A fraternidade de classe subjacente ao comunismo preenchia o vazio deixado pela ausência de religião. O sentimento era o mesmo, mudou simplesmente de nomes e de agentes. Leia-se, por exemplo, "Mãe", de Máximo Gorky. No seu princípio orientador, a filosofia marxista assenta em valores cuja benignidade é indiscutível.
O mesmo não acontecia com outras ideologias que entretanto começavam a surgir no pós-Grande Guerra. Quer o nazismo alemão quer o fascismo italiano regulam os seus valores pela superioridade de uns sobre outros, alicerçando esta superioridade pelas qualidades inatas de um povo sobre os demais. Com o fascismo e o nazimo, o indivíduo não existe a não ser enquanto parcela de um todo nacional e em oposição a outras identidades de cuja destruição depende a realização da raça superior. Assim aconteceu com os judeus na Alemanha. A solução final deu origem a uma nova palavra: "genocídio" - assassínio de toda uma raça portadora de genes destrutivos para a instauração do homem ariano. Com os fascistas e os nazis, surge uma nova justificação para matar. Entre todas as existentes, a mais injustificável.
O egoísmo e confrontação nacionais, o totalitarismo político, social, cultural e mental são a fórmula encontrada para subtrair ao homem a liberdade que lhe confere a essência da sua humanidade. Não negar o Holocausto não é uma questão de opinião, é um princípio básico de decência e de índole fraterna.
O racionalismo das Luzes, no século XVIII, desmoronou as filosofias apoiadas no providencialismo divino. O vazio deixado pela ausência de Deus foi preenchido de diversas formas, nos tempos que se sucederam. Os filósofos e publicistas, apoiados nos factos da História, desenvolveram ideologias novas, assentes nas relações sociais que a revolução industrial criava.
O operário opôs-se ao burguês, o curso dos acontecimentos passa a determinar-se pela dialéctica da luta de classes, em direcção a um determinado fim, que para os socialistas se alcançava com a vitória do proletariado sobre os detentores do capital. A fraternidade de classe subjacente ao comunismo preenchia o vazio deixado pela ausência de religião. O sentimento era o mesmo, mudou simplesmente de nomes e de agentes. Leia-se, por exemplo, "Mãe", de Máximo Gorky. No seu princípio orientador, a filosofia marxista assenta em valores cuja benignidade é indiscutível.
O mesmo não acontecia com outras ideologias que entretanto começavam a surgir no pós-Grande Guerra. Quer o nazismo alemão quer o fascismo italiano regulam os seus valores pela superioridade de uns sobre outros, alicerçando esta superioridade pelas qualidades inatas de um povo sobre os demais. Com o fascismo e o nazimo, o indivíduo não existe a não ser enquanto parcela de um todo nacional e em oposição a outras identidades de cuja destruição depende a realização da raça superior. Assim aconteceu com os judeus na Alemanha. A solução final deu origem a uma nova palavra: "genocídio" - assassínio de toda uma raça portadora de genes destrutivos para a instauração do homem ariano. Com os fascistas e os nazis, surge uma nova justificação para matar. Entre todas as existentes, a mais injustificável.
O egoísmo e confrontação nacionais, o totalitarismo político, social, cultural e mental são a fórmula encontrada para subtrair ao homem a liberdade que lhe confere a essência da sua humanidade. Não negar o Holocausto não é uma questão de opinião, é um princípio básico de decência e de índole fraterna.
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Em nome da superioridade...
Israel, o oligarca e a ficção
15.07.2007,
Jorge Almeida Fernandes
Em Israel, o acto mais significativo da celebração do aniversário da Guerra do Líbano foi o lançamento do partido do oligarca israelo-russo Arcadi Gaydamak, Justiça Social. A sua entrada na política é um efeito directo da guerra e nasce do desprestígio da classe dirigente. Será talvez um "fogacho", mas é um revelador do estado do país.
Já houve em Israel toda a espécie de partidos atípicos. Mas nunca houve um populista com o perfil de Gaydamak. É um "ovni". Domina mal o hebraico. Reside em Israel para se furtar a um mandato de captura internacional por tráfico de armas. É investigado pela polícia israelita por "branqueamento" de capitais. Pouco importa. Grande parte da população é pouco sensível ao tema e tem péssima opinião dos políticos.
Quer ser presidente de Jerusalém. Na sessão de lançamento do partido dirigiu-se em especial aos árabes "sem esperança" da Cidade Santa. É popular entre os árabes, os judeus mais pobres e, naturalmente, os "russos". Tornou-se popular com a compra de um clube de futebol. Foi a guerra do Líbano que o transfigurou. Agiu onde o Estado falhou, ao organizar campos de abrigo para os milhares de pessoas fugidas aos rockets do Hezbollah, em 2006. Repetiu a operação esta Primavera em relação aos habitantes de Sderot, bombardeados a partir de Gaza, propondo-se ainda pagar os custos da "fortificação" da cidade. "Tivesse o Governo feito o seu trabalho e Gaydamak não teria conseguido cativar a nação. Quando muito, teria comprado outro clube de futebol", sentenciou no Yediot Ahronot o editorialista Nahum Barnea.
Será um "partido pessoal" em que só o chefe mandará. Ele evita falar da guerra ou da paz. Fala de justiça e igualdade. Resolve o problema propondo Benjamin Netanyahu (cujo eleitorado está a morder) para primeiro-ministro. As sondagens dão-lhe uma cota eleitoral na casa dos 15 por cento e uma elevadíssima popularidade. É o espelho da impotência e do descrédito do Governo.
Se os militares estão hoje a restabelecer a credibilidade perdida na guerra libanesa, o Governo continua a dar uma imagem de fraqueza e balcanização: cada ministro faz a sua política. Incapaz de iniciativa, disfarça uma agenda fictícia - como a política de "fortalecimento dos palestinianos moderados" - com um grande activismo diplomático e verbal. Os israelitas estão hoje confrontados com uma situação política nova e perigosa, que leva alguns analistas a falar em "mudança de paradigma".
Até 2006, Israel tinha dois problemas distintos, que geria separadamente, a questão palestiniana e o dossier nuclear iraniano. Desde os acordos de Oslo de 1993 que estava implícito um modelo de solução, os "dois Estados". Os israelitas dividiam-se entre os partidários do Grande Israel e o campo da paz. O fracasso das negociações de Camp David de 2000 e a segunda Intifada, marcada pelo surto terrorista e pela reocupação militar dos territórios palestinianos, levaram Sharon a formular a doutrina da "separação unilateral". Permitiu-lhe evacuar Gaza sem negociar com os palestinianos. Era uma "estratégia provisória", para ganhar tempo, cujo grande beneficiário foi o Hamas.
A guerra do Líbano começa com a iminência da fusão da ameaça iraniana com a palestiniana. Controlando o Hezbollah, o Irão passava a influenciar o Hamas, pressionando Israel nas fronteiras do Norte e do Sul. Se a decisão da guerra foi em parte marcada por razões de política interna, a "inexperiência" e a vontade de afirmação de Ehud Olmert ou do ministro da Defesa, Amir Peretz, aquela era uma realidade objectiva. Marcou o fim do "unilateralismo". Olmert logo abandonou a promessa de retirada unilateral da Cisjordânia.
A partir daqui, Israel passa a conceber um eixo inimigo que funde as duas ameaças: Irão-Síria-Hezbollah-Hamas. A ele voltaremos.O segundo momento de ruptura é a tomada de Gaza pelo Hamas. Significa o fim ou, no mínimo, um indeterminado adiamento da solução "dois Estados". Agora, mesmo que Olmert queira negociar não tem interlocutor credível. Abbas era credível e podia ser fortalecido em 2005, não em 2007.
Para responder ao problema e manter a ficção de um processo em marcha, israelitas e americanos adoptaram a política de "fortalecer os palestinianos moderados" e "isolar os extremistas". Em termos retóricos, anotou o diário Ha"aretz, os herdeiros de Arafat foram promovidos a "filhos da luz" e os fundamentalistas do Hamas a "filhos das trevas".
A necessidade da ficção é simples: para evitar o contágio da questão palestiniana pelo Irão, Israel precisa de negociar um Estado palestiniano. Mas, na prática, chegou-se a uma situação perversa. Ambas as partes são demasiado "fracas" para assumir iniciativas e fazer concessões. Em segundo lugar, Israel sabe que, por razões de segurança, terá de incluir o Hamas na sua equação. Mas, ao contrário da Fatah, o Hamas não pretende resolver o conflito, quer apenas geri-lo (Matti Steinberg). Segunda consequência de 2006 é "reordenamento das prioridades estratégicas" de Israel (Ze"ev Schiff, Foreign Affairs, Novembro/Dezembro 2006). Israel quase conseguiu controlar a ameaça dos atentados suicidas palestinianos. Agora, "dado o muito maior perigo existencial que o Irão representa, Israel deverá fazer do Irão a sua mais alta prioridade". É este debate que leva ao tema que hoje domina Israel: a Síria. Negociar com Assad tem uma lógica: romper o eixo Teerão-Damasco e neutralizar o Hezbollah. Israel devolveria os Montes Golã.
Numa entrevista à televisão árabe Al Arabiya, Olmert convidou Assad a negociar. A sua MNE, Tzipi Livni, disse o contrário logo a seguir. Olmert voltou à carga na quinta-feira afirmando que a Síria não quer guerra. Mas isso não significa imediata disponibilidade para negociar: Damasco quer que Washington participe na negociação, ou seja, deseja que o seu estatuto político seja reconhecido pelos EUA, o que a Administração Bush recusa. Os militares incitam a explorar a pista síria. O enviado da ONU à região declarou que Damasco lhe deu a entender que estaria disposta a romper a aliança com Teerão e a deixar cair o Hezbollah.
Em Israel, a guerra do Líbano trouxe uma imensa mudança, que explica a vontade de devolver os Golã: os "muros" não param os rockets e ainda menos os mísseis. Os israelitas perceberam que uma próxima guerra não se travará apenas fora das suas fronteiras, mas também no seu território.
Nos últimos meses, muito se falou da eventualidade de guerra. Num dos últimos artigos antes da sua morte, o analista Ze"ev Schiff explicou que seria irracional para todos os actores, Israel, Síria ou Irão. "Mas pode eclodir por um erro."
Um excitante quadro a que só falta uma peça: governo e liderança. Deste ponto de vista, o caso Gaydamak é um mau sinal.
Jorge Almeida Fernandes
Publico
Em Israel, o acto mais significativo da celebração do aniversário da Guerra do Líbano foi o lançamento do partido do oligarca israelo-russo Arcadi Gaydamak, Justiça Social. A sua entrada na política é um efeito directo da guerra e nasce do desprestígio da classe dirigente. Será talvez um "fogacho", mas é um revelador do estado do país.
Já houve em Israel toda a espécie de partidos atípicos. Mas nunca houve um populista com o perfil de Gaydamak. É um "ovni". Domina mal o hebraico. Reside em Israel para se furtar a um mandato de captura internacional por tráfico de armas. É investigado pela polícia israelita por "branqueamento" de capitais. Pouco importa. Grande parte da população é pouco sensível ao tema e tem péssima opinião dos políticos.
Quer ser presidente de Jerusalém. Na sessão de lançamento do partido dirigiu-se em especial aos árabes "sem esperança" da Cidade Santa. É popular entre os árabes, os judeus mais pobres e, naturalmente, os "russos". Tornou-se popular com a compra de um clube de futebol. Foi a guerra do Líbano que o transfigurou. Agiu onde o Estado falhou, ao organizar campos de abrigo para os milhares de pessoas fugidas aos rockets do Hezbollah, em 2006. Repetiu a operação esta Primavera em relação aos habitantes de Sderot, bombardeados a partir de Gaza, propondo-se ainda pagar os custos da "fortificação" da cidade. "Tivesse o Governo feito o seu trabalho e Gaydamak não teria conseguido cativar a nação. Quando muito, teria comprado outro clube de futebol", sentenciou no Yediot Ahronot o editorialista Nahum Barnea.
Será um "partido pessoal" em que só o chefe mandará. Ele evita falar da guerra ou da paz. Fala de justiça e igualdade. Resolve o problema propondo Benjamin Netanyahu (cujo eleitorado está a morder) para primeiro-ministro. As sondagens dão-lhe uma cota eleitoral na casa dos 15 por cento e uma elevadíssima popularidade. É o espelho da impotência e do descrédito do Governo.
Se os militares estão hoje a restabelecer a credibilidade perdida na guerra libanesa, o Governo continua a dar uma imagem de fraqueza e balcanização: cada ministro faz a sua política. Incapaz de iniciativa, disfarça uma agenda fictícia - como a política de "fortalecimento dos palestinianos moderados" - com um grande activismo diplomático e verbal. Os israelitas estão hoje confrontados com uma situação política nova e perigosa, que leva alguns analistas a falar em "mudança de paradigma".
Até 2006, Israel tinha dois problemas distintos, que geria separadamente, a questão palestiniana e o dossier nuclear iraniano. Desde os acordos de Oslo de 1993 que estava implícito um modelo de solução, os "dois Estados". Os israelitas dividiam-se entre os partidários do Grande Israel e o campo da paz. O fracasso das negociações de Camp David de 2000 e a segunda Intifada, marcada pelo surto terrorista e pela reocupação militar dos territórios palestinianos, levaram Sharon a formular a doutrina da "separação unilateral". Permitiu-lhe evacuar Gaza sem negociar com os palestinianos. Era uma "estratégia provisória", para ganhar tempo, cujo grande beneficiário foi o Hamas.
A guerra do Líbano começa com a iminência da fusão da ameaça iraniana com a palestiniana. Controlando o Hezbollah, o Irão passava a influenciar o Hamas, pressionando Israel nas fronteiras do Norte e do Sul. Se a decisão da guerra foi em parte marcada por razões de política interna, a "inexperiência" e a vontade de afirmação de Ehud Olmert ou do ministro da Defesa, Amir Peretz, aquela era uma realidade objectiva. Marcou o fim do "unilateralismo". Olmert logo abandonou a promessa de retirada unilateral da Cisjordânia.
A partir daqui, Israel passa a conceber um eixo inimigo que funde as duas ameaças: Irão-Síria-Hezbollah-Hamas. A ele voltaremos.O segundo momento de ruptura é a tomada de Gaza pelo Hamas. Significa o fim ou, no mínimo, um indeterminado adiamento da solução "dois Estados". Agora, mesmo que Olmert queira negociar não tem interlocutor credível. Abbas era credível e podia ser fortalecido em 2005, não em 2007.
Para responder ao problema e manter a ficção de um processo em marcha, israelitas e americanos adoptaram a política de "fortalecer os palestinianos moderados" e "isolar os extremistas". Em termos retóricos, anotou o diário Ha"aretz, os herdeiros de Arafat foram promovidos a "filhos da luz" e os fundamentalistas do Hamas a "filhos das trevas".
A necessidade da ficção é simples: para evitar o contágio da questão palestiniana pelo Irão, Israel precisa de negociar um Estado palestiniano. Mas, na prática, chegou-se a uma situação perversa. Ambas as partes são demasiado "fracas" para assumir iniciativas e fazer concessões. Em segundo lugar, Israel sabe que, por razões de segurança, terá de incluir o Hamas na sua equação. Mas, ao contrário da Fatah, o Hamas não pretende resolver o conflito, quer apenas geri-lo (Matti Steinberg). Segunda consequência de 2006 é "reordenamento das prioridades estratégicas" de Israel (Ze"ev Schiff, Foreign Affairs, Novembro/Dezembro 2006). Israel quase conseguiu controlar a ameaça dos atentados suicidas palestinianos. Agora, "dado o muito maior perigo existencial que o Irão representa, Israel deverá fazer do Irão a sua mais alta prioridade". É este debate que leva ao tema que hoje domina Israel: a Síria. Negociar com Assad tem uma lógica: romper o eixo Teerão-Damasco e neutralizar o Hezbollah. Israel devolveria os Montes Golã.
Numa entrevista à televisão árabe Al Arabiya, Olmert convidou Assad a negociar. A sua MNE, Tzipi Livni, disse o contrário logo a seguir. Olmert voltou à carga na quinta-feira afirmando que a Síria não quer guerra. Mas isso não significa imediata disponibilidade para negociar: Damasco quer que Washington participe na negociação, ou seja, deseja que o seu estatuto político seja reconhecido pelos EUA, o que a Administração Bush recusa. Os militares incitam a explorar a pista síria. O enviado da ONU à região declarou que Damasco lhe deu a entender que estaria disposta a romper a aliança com Teerão e a deixar cair o Hezbollah.
Em Israel, a guerra do Líbano trouxe uma imensa mudança, que explica a vontade de devolver os Golã: os "muros" não param os rockets e ainda menos os mísseis. Os israelitas perceberam que uma próxima guerra não se travará apenas fora das suas fronteiras, mas também no seu território.
Nos últimos meses, muito se falou da eventualidade de guerra. Num dos últimos artigos antes da sua morte, o analista Ze"ev Schiff explicou que seria irracional para todos os actores, Israel, Síria ou Irão. "Mas pode eclodir por um erro."
Um excitante quadro a que só falta uma peça: governo e liderança. Deste ponto de vista, o caso Gaydamak é um mau sinal.
Friday, July 13, 2007
Parashat Matos-Masei 5767
Rabino Label Lam
What to Make of My Summer Break?!
"These are the journeys of the Children of Israel that went out of theLand of Egypt according to their legions under the hand of Moshe andAaron." (Bamidbar 33:1)
There are the journeys of: Why are these journeys recorded? This is tomake known the kindnesses of the Omnipresent… (Rashi) And they journeyed from Chashmonah and they camped in Mesorot. Theyjourneyed from Mesorot and they camped in Yakan. (Bamidbar 33:30-31)
And He said to Avram, “Know with certainty that your offspring shall bealiens in a land, not their own-and they shall serve them and they willoppress them four hundred years. But also the nation that they will serve, I shall judge, and afterwards they will leave with great wealth.”(Breishis 15:13-14)
What is the implied kindliness of traveling from place to place? Why doesthe Chumash tell where they traveled from each time? Of course theytraveled from the same place they last traveled to. Why is the record ofthe travel related to having left Egypt?
More than 25 years ago when I was still a youngish Yeshiva student we tooka long journey from New York to Florida where we set up shop learningTorah in North Miami Beach for a week. For the long trip home we had fourcars that traveled loosely together. We arranged to meet in Savanna, Georgia where we were all generously treated to a big Sunday brunch.
At that meal one of the senior students spoke up and delivered a mostfascinating Dvar Torah. He spoke about the mystical notion that as wetravel from one place to another learning, praying and doing acts ofkindliness we are like a magnet attracting and elevating hidden sparks ofholiness that have been embedded in this dark and lowly realm of existence.We may have little real idea of the impact of our deeds at the time butthere are many sublime sparks that wait anxiously for some righteousindividual or group to release them from the imprisonment of those husksthat bind. It was certainly an interesting thesis and I’m sure I was notthe only one who didn’t understand completely what he was talking about atthe time.
We made our after- blessings and got back on the road. We met at an agreedupon exit along the way to pray the afternoon service and then set oursights on the next meeting place where we would convene for the eveningprayer service. All four cars in our caravan came together that eveningwithin a few minutes of each other. We found a large empty parking lotwhere under a concrete canopy we congregated briefly to pray. On the farside of the parking an ice cream shop was open and a small cluster ofpeople and cars were gathered but we had no near contact with anyone therein that Virginia shopping mall, before getting back on our long and merryway home.
We arrived early in the morning and later that exhausted day it wasdiscovered that a phone call was made to the Yeshiva outreach division anda message was left inquiring about Torah classes and believe it or notthis call had come from, of all places on the planet, that small off thebeaten path Virginia town where our modest group had stopped to pray justthe night before.
To every place the Children of Israel traveled they brought an everincreasing treasure of holy sparks collected from the time of leaving
Egypt. What’s the ultimate value of all those gathered sparks? Writes theOhaiv Yisroel, “When G-d sees portions of good and holiness are rescuedfrom the hand of oppressors He has the greatest possible delight… Thesesparks rise from the deepest pit and are elevated to form a crown for G-d.” All this makes we wonder, “What to make of my summer break?!”
What to Make of My Summer Break?!
"These are the journeys of the Children of Israel that went out of theLand of Egypt according to their legions under the hand of Moshe andAaron." (Bamidbar 33:1)
There are the journeys of: Why are these journeys recorded? This is tomake known the kindnesses of the Omnipresent… (Rashi) And they journeyed from Chashmonah and they camped in Mesorot. Theyjourneyed from Mesorot and they camped in Yakan. (Bamidbar 33:30-31)
And He said to Avram, “Know with certainty that your offspring shall bealiens in a land, not their own-and they shall serve them and they willoppress them four hundred years. But also the nation that they will serve, I shall judge, and afterwards they will leave with great wealth.”(Breishis 15:13-14)
What is the implied kindliness of traveling from place to place? Why doesthe Chumash tell where they traveled from each time? Of course theytraveled from the same place they last traveled to. Why is the record ofthe travel related to having left Egypt?
More than 25 years ago when I was still a youngish Yeshiva student we tooka long journey from New York to Florida where we set up shop learningTorah in North Miami Beach for a week. For the long trip home we had fourcars that traveled loosely together. We arranged to meet in Savanna, Georgia where we were all generously treated to a big Sunday brunch.
At that meal one of the senior students spoke up and delivered a mostfascinating Dvar Torah. He spoke about the mystical notion that as wetravel from one place to another learning, praying and doing acts ofkindliness we are like a magnet attracting and elevating hidden sparks ofholiness that have been embedded in this dark and lowly realm of existence.We may have little real idea of the impact of our deeds at the time butthere are many sublime sparks that wait anxiously for some righteousindividual or group to release them from the imprisonment of those husksthat bind. It was certainly an interesting thesis and I’m sure I was notthe only one who didn’t understand completely what he was talking about atthe time.
We made our after- blessings and got back on the road. We met at an agreedupon exit along the way to pray the afternoon service and then set oursights on the next meeting place where we would convene for the eveningprayer service. All four cars in our caravan came together that eveningwithin a few minutes of each other. We found a large empty parking lotwhere under a concrete canopy we congregated briefly to pray. On the farside of the parking an ice cream shop was open and a small cluster ofpeople and cars were gathered but we had no near contact with anyone therein that Virginia shopping mall, before getting back on our long and merryway home.
We arrived early in the morning and later that exhausted day it wasdiscovered that a phone call was made to the Yeshiva outreach division anda message was left inquiring about Torah classes and believe it or notthis call had come from, of all places on the planet, that small off thebeaten path Virginia town where our modest group had stopped to pray justthe night before.
To every place the Children of Israel traveled they brought an everincreasing treasure of holy sparks collected from the time of leaving
Egypt. What’s the ultimate value of all those gathered sparks? Writes theOhaiv Yisroel, “When G-d sees portions of good and holiness are rescuedfrom the hand of oppressors He has the greatest possible delight… Thesesparks rise from the deepest pit and are elevated to form a crown for G-d.” All this makes we wonder, “What to make of my summer break?!”
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Parashat Matos-Masei 5767
Israelitas ensinam transmontanos a usar água para rega
01.07.2007
Os agricultores transmontanos vão conhecer durante a próxima semana as mais avançadas tecnologias de regadio desenvolvidas por israelitas, que conseguiram, com pouca água, transformar zonas desérticas em produtivas terras agrícolas.
"Com menos água do que nós, eles conseguem fazer maravilhas", disse à Lusa Fernando Brás, dirigente da Associação de Agricultores de Trás-os-Montes, a promotora desta iniciativa, que é apoiada pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte.
Uma comitiva de técnicos, empresas e representantes do Governo israelita vai visitar, entre segunda-feira e sábado, as zonas transmontanas de maior produção agrícola e fazer demonstração de técnicas para regadio. Durante esta semana, terão lugar também reuniões de trabalho e conferências com organizações de produtores, regantes e empresas de comercialização de produtos agrícolas. Os técnicos estrangeiros vão visitar barragens e explorações e contactar com organizações e produtores na Vilariça, em Mirandela, Valpaços, Vila Nova de Foz Côa e Armamar.
Israel não tem a abundância de rios e lençóis de água doce como a região transmontana, mas conseguiu tornar produtivas terras áridas, com pouca quantidade de água, um bem que, por ser escasso, se tornou, no Médio Oriente, precioso e motivo de conflito entre povos. Pomares e culturas hortícolas germinam no deserto graças a técnicas que tornaram os israelitas pioneiros na gestão e utilização da água e em tecnologias para regadio. Segundo o dirigente transmontano, cinco empresas e técnicos daquele país vão fazer demonstrações das soluções existentes para maximizar os recursos hídricos e adaptar os sistemas de rega às reais necessidades. Estas acções acontecem num ano excepcional para os agricultores, em que as barragens estão cheias, garantia de que não há falta de água, apontada como principal impedimento da exploração de todas as potencialidades agrícolas da região.
A questão com que vão ser confrontados os agricultores é se haverá realmente falta de água ou se será possível racionalizar a que existe e diminuir os custos com o regadio. Um sensor de humidade pode ser o suficiente para poupar água num sistema de rega, permitindo desligar o mecanismo quando o solo estiver suficientemente irrigado. Este exemplo foi apontado por Fernando Brás, que é também presidente da junta de regantes do vale da Vilariça, um dos mais férteis do país, onde centenas de agricultores se queixam frequentemente da falta de água. O vale é irrigado por duas barragens e uma terceira encontra-se em enchimento e irá permitir a duplicação da área de regadio até aos dois mil hectares. Fernando Brás questiona-se se não será possível gerir este perímetro de rega electronicamente, a partir da sede da associação, aproveitando as tecnologias existentes. Esta solução ou outras, como a activação dos sistemas via telemóvel, diminuem também os custos com o regadio.
Lusa Empresas israelitas habituadas a trabalhar no deserto vão mostrar aos portugueses como maximizar os recursos hídricos existentes
Os agricultores transmontanos vão conhecer durante a próxima semana as mais avançadas tecnologias de regadio desenvolvidas por israelitas, que conseguiram, com pouca água, transformar zonas desérticas em produtivas terras agrícolas.
"Com menos água do que nós, eles conseguem fazer maravilhas", disse à Lusa Fernando Brás, dirigente da Associação de Agricultores de Trás-os-Montes, a promotora desta iniciativa, que é apoiada pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte.
Uma comitiva de técnicos, empresas e representantes do Governo israelita vai visitar, entre segunda-feira e sábado, as zonas transmontanas de maior produção agrícola e fazer demonstração de técnicas para regadio. Durante esta semana, terão lugar também reuniões de trabalho e conferências com organizações de produtores, regantes e empresas de comercialização de produtos agrícolas. Os técnicos estrangeiros vão visitar barragens e explorações e contactar com organizações e produtores na Vilariça, em Mirandela, Valpaços, Vila Nova de Foz Côa e Armamar.
Israel não tem a abundância de rios e lençóis de água doce como a região transmontana, mas conseguiu tornar produtivas terras áridas, com pouca quantidade de água, um bem que, por ser escasso, se tornou, no Médio Oriente, precioso e motivo de conflito entre povos. Pomares e culturas hortícolas germinam no deserto graças a técnicas que tornaram os israelitas pioneiros na gestão e utilização da água e em tecnologias para regadio. Segundo o dirigente transmontano, cinco empresas e técnicos daquele país vão fazer demonstrações das soluções existentes para maximizar os recursos hídricos e adaptar os sistemas de rega às reais necessidades. Estas acções acontecem num ano excepcional para os agricultores, em que as barragens estão cheias, garantia de que não há falta de água, apontada como principal impedimento da exploração de todas as potencialidades agrícolas da região.
A questão com que vão ser confrontados os agricultores é se haverá realmente falta de água ou se será possível racionalizar a que existe e diminuir os custos com o regadio. Um sensor de humidade pode ser o suficiente para poupar água num sistema de rega, permitindo desligar o mecanismo quando o solo estiver suficientemente irrigado. Este exemplo foi apontado por Fernando Brás, que é também presidente da junta de regantes do vale da Vilariça, um dos mais férteis do país, onde centenas de agricultores se queixam frequentemente da falta de água. O vale é irrigado por duas barragens e uma terceira encontra-se em enchimento e irá permitir a duplicação da área de regadio até aos dois mil hectares. Fernando Brás questiona-se se não será possível gerir este perímetro de rega electronicamente, a partir da sede da associação, aproveitando as tecnologias existentes. Esta solução ou outras, como a activação dos sistemas via telemóvel, diminuem também os custos com o regadio.
Lusa Empresas israelitas habituadas a trabalhar no deserto vão mostrar aos portugueses como maximizar os recursos hídricos existentes
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Trabalhar no deserto
Casamentos religiosos não católicos passam a ter efeitos civis
29.06. 07
Medida vem terminar com desigualdade e abrange, para já, sete grupos religiosos, entre os quais judeus, muçulmanos, evangélicos e bahá"ís
O Governo aprovou ontem um decreto que prevê o efeito civil de casamentos religiosos realizados por comunidades cuja radicação em Portugal já foi reconhecida. Isto significa que, para já, e em breve, judeus, muçulmanos, bahá"ís, evangélicos e adventistas passam a poder casar na sua comunidade religiosa sem ter que passar pelo registo civil. A medida obrigou a alterações nos códigos Civil, do Registo Civil e do Notariado e no Regulamento Emolumentar dos Registos e do Notariado. "A partir de agora, o casamento celebrado sob forma religiosa perante o ministro do culto de uma Igreja ou comunidade religiosa radicada no país passa a produzir efeitos civis, à semelhança do regime de casamento católico, sem prejuízo das especificidades resultantes da Concordata celebrada entre o Estado português e a Santa Sé", afirmou o ministro da Justiça, Alberto Costa, no final da reunião do Conselho de Ministros. Esta decisão abrange, para já, as comunidades já reconhecidas no âmbito da lei de liberdade religiosa, que estabelece um mínimo de 30 anos de presença em Portugal. São sete grupos - e não três, como disse o ministro, também citado pela Lusa: Comunidade Judaica de Lisboa, Comunidade Islâmica de Lisboa, Aliança Evangélica Portuguesa, Comunidade Bahá"í, União Adventista, Centro Cristão Vida Abundante e Assembleia de Deus de Viseu. Aos jornalistas, Alberto Costa recordou que, até agora, a "prerrogativa" de celebrar casamentos religiosos com efeitos civis "estava apenas confinada aos católicos". "Com esta revisão do Código do Registo Civil, os membros de outras confissões religiosas poderão também celebrar os seus casamentos junto de ministros dos respectivos cultos", acrescentou. As reacções à medida são positivas. Menéres Pimentel, actual presidente da Comissão de Liberdade Religiosa (CLR) - que será substituído por Mário Soares (ver caixa) -, afirmou à Lusa que o decreto do Governo "cumpre completamente" o que a comissão propusera "há muito tempo". O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, Carlos Azevedo, considerou "normal" a possibilidade da celebração de casamentos de outras confissões com efeitos civis. Também citada pela Lusa, a vice-presidente da Comunidade Judaica, Esther Mucznik, congratulou-se também com a decisão. "Já tínhamos a expectativa desta abertura há muito, muito tempo", comentou por seu turno Samuel Pinheiro, secretário executivo da Aliança Evangélica Portuguesa (AEP). Fernando Soares Loja, ainda vice-presidente da CLR, recordou ao PÚBLICO os pontos que ainda carecem de regulamentação na lei de liberdade religiosa. Prioritário é rever a legislação sobre espaços religiosos. Há câmaras municipais que ordenam o encerramento de locais de culto - nomeadamente protestantes e evangélicos - porque estes se encontram em edifícios urbanos, diz. E cita que as câmaras por vezes não cedem terrenos: a AEP pediu ao município de Lisboa terreno para uma sede, no tempo de Santana Lopes, mas não teve sorte. A assistência religiosa nas prisões e forças armadas são outros pontos para regulamentar.
António Marujo
Medida vem terminar com desigualdade e abrange, para já, sete grupos religiosos, entre os quais judeus, muçulmanos, evangélicos e bahá"ís
O Governo aprovou ontem um decreto que prevê o efeito civil de casamentos religiosos realizados por comunidades cuja radicação em Portugal já foi reconhecida. Isto significa que, para já, e em breve, judeus, muçulmanos, bahá"ís, evangélicos e adventistas passam a poder casar na sua comunidade religiosa sem ter que passar pelo registo civil. A medida obrigou a alterações nos códigos Civil, do Registo Civil e do Notariado e no Regulamento Emolumentar dos Registos e do Notariado. "A partir de agora, o casamento celebrado sob forma religiosa perante o ministro do culto de uma Igreja ou comunidade religiosa radicada no país passa a produzir efeitos civis, à semelhança do regime de casamento católico, sem prejuízo das especificidades resultantes da Concordata celebrada entre o Estado português e a Santa Sé", afirmou o ministro da Justiça, Alberto Costa, no final da reunião do Conselho de Ministros. Esta decisão abrange, para já, as comunidades já reconhecidas no âmbito da lei de liberdade religiosa, que estabelece um mínimo de 30 anos de presença em Portugal. São sete grupos - e não três, como disse o ministro, também citado pela Lusa: Comunidade Judaica de Lisboa, Comunidade Islâmica de Lisboa, Aliança Evangélica Portuguesa, Comunidade Bahá"í, União Adventista, Centro Cristão Vida Abundante e Assembleia de Deus de Viseu. Aos jornalistas, Alberto Costa recordou que, até agora, a "prerrogativa" de celebrar casamentos religiosos com efeitos civis "estava apenas confinada aos católicos". "Com esta revisão do Código do Registo Civil, os membros de outras confissões religiosas poderão também celebrar os seus casamentos junto de ministros dos respectivos cultos", acrescentou. As reacções à medida são positivas. Menéres Pimentel, actual presidente da Comissão de Liberdade Religiosa (CLR) - que será substituído por Mário Soares (ver caixa) -, afirmou à Lusa que o decreto do Governo "cumpre completamente" o que a comissão propusera "há muito tempo". O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, Carlos Azevedo, considerou "normal" a possibilidade da celebração de casamentos de outras confissões com efeitos civis. Também citada pela Lusa, a vice-presidente da Comunidade Judaica, Esther Mucznik, congratulou-se também com a decisão. "Já tínhamos a expectativa desta abertura há muito, muito tempo", comentou por seu turno Samuel Pinheiro, secretário executivo da Aliança Evangélica Portuguesa (AEP). Fernando Soares Loja, ainda vice-presidente da CLR, recordou ao PÚBLICO os pontos que ainda carecem de regulamentação na lei de liberdade religiosa. Prioritário é rever a legislação sobre espaços religiosos. Há câmaras municipais que ordenam o encerramento de locais de culto - nomeadamente protestantes e evangélicos - porque estes se encontram em edifícios urbanos, diz. E cita que as câmaras por vezes não cedem terrenos: a AEP pediu ao município de Lisboa terreno para uma sede, no tempo de Santana Lopes, mas não teve sorte. A assistência religiosa nas prisões e forças armadas são outros pontos para regulamentar.
Monday, July 02, 2007
LÚCIA SUANÉ, A LUZ E A MÚSICA DAS ESFERAS
JACOB KLINTOWITZ
A extensão se aclara até onde a visão alcança, e esta luz branca destaca todos os volumes, como se mundo mostrasse a sua face e só então o sol aparece por inteiro, senhor bom ou cruel, como queira, desta região. Não há nada igual ao alvorecer no sertão. E, ao final do dia, quando tudo se cobre de amarelos e ocres, antes de ceder o lugar ao manto estrelado da Senhora, temos a sensação de que nada mais há a fazer do que quedar e contemplar. Não há nada igual ao crepúsculo do sertão. É este lugar de claros contrastes que habita a memória da pintora Lúcia Suané e se revela para nós na sua obra delicada e forte, solar e estrelada.
Hoje, as pinturas de Suané têm fios de cobre ou de alumínio, dourado e prateado, justapostos em ritmos precisos mas não geométricos, numa alusão visual aos instrumentos musicais, formas perfeitas que permitem ao iniciado obter harmonias. Também a obra de Suané tem esta dupla face, fechada e aberta, pois permite ao sensível penetrar na harmonia, mas nada concede aos que não querem perceber. Mais que Janus, o deus de dupla face, é um portal inteiramente disponível, desde que o visitante queira realmente entrar.
Em 2005, a pintora apresentou uma série de pinturas com o tema pastoril nordestino, herdado dos autos portugueses, no qual se desenvolve em dança e música a luta do cordão encarnado e do cordão azul. A origem deste tema, o Cordão Encarnado, é a teatralização do presépio e do nascimento de Jesus Cristo. Enfrentar em pintura a tarefa de simbolizar, a partir do folclore, o surgimento da Criança Divina, é tratar do surgimento do universo. No nosso caso, na nossa civilização, este Deus Menino nomeou a nossa era, mas em todas as épocas e civilizações, o Nascimento Divino, o desdobramento da essência cósmica, significa o alvorecer do universo e da humanidade.
Lúcia Suané nos favoreceu com uma pintura de um requinte cromático altíssimo e de uma personalidade única. Na verdade, na sua pintura o mito da criação se realizava no ato do fazer, pois o artista quando imbuído do verdadeiro objetivo da atividade, trazer ao mundo um ente desconhecido, refaz em si mesmo o mais importante percurso, o mito da criação. Pode ser dito que em Suané, como em alguns poucos outros artistas, o nascimento do mundo se dava, novamente, e, paradoxalmente, pela primeira vez. A cada artista, o mito da criação é renovado e o universo nasce novamente. Aqui, a concepção cíclica do universo, com o seu permanente nascimento e morte, é vivida simbólica e concretamente.
Nesta atual série Sertões, o fenômeno de criação se repete, acrescido da idéia de que existe uma chave de acesso, um número cabalístico que permite penetrar no portal onde tudo existe num só momento, em que o tempo é imóvel e, portanto, é paisagem, mas que só os sensíveis tem permissão ao vórtice. E a chave, o número cabalístico, não está em nenhuma fórmula ou manual, mas no próprio indivíduo. O olhar é interior e todos podem ver, desde que queiram ver.
Suané recusou-se ao naturalismo, tão comum em nossos dias. As suas telas não emitem som, não tem motor giratório, nem qualquer engrenagem mecânica. Nela encontramos a forma eterna, capaz de nos permitir escutar a música das esferas, desde que estejamos disponíveis para a felicidade.
Suané, como na sua série anterior, é inovadora, pois utiliza o suporte de maneira livre e não convencional, não o conformando ao retângulo ou ao quadrado da tela, mas estendendo-o em novos suportes de tela, suportes duplos, ou agregando materiais, desde pedaços de telas aos fios de ouro e prata, sempre a serviço da expressão, nome habitual que damos aos elementos de linguagem criados pelos artistas. A luz se mostra e se transforma em manto de pontos luminosos e na noite lunar, temos a sensação de que nada mais há a fazer, senão quedarmos e contemplarmos.
JACOB KLINTOWITZ - crítico de arte, jornalista, escritor, editor de arte, designer editorial e atual curador do MUBE - Museu Brasileiro de Esculturas. É autor de 90 livros sobre teoria de arte, arte brasileira, ficções e livros de artista. E-mail: jklinto@uol.com.br
A extensão se aclara até onde a visão alcança, e esta luz branca destaca todos os volumes, como se mundo mostrasse a sua face e só então o sol aparece por inteiro, senhor bom ou cruel, como queira, desta região. Não há nada igual ao alvorecer no sertão. E, ao final do dia, quando tudo se cobre de amarelos e ocres, antes de ceder o lugar ao manto estrelado da Senhora, temos a sensação de que nada mais há a fazer do que quedar e contemplar. Não há nada igual ao crepúsculo do sertão. É este lugar de claros contrastes que habita a memória da pintora Lúcia Suané e se revela para nós na sua obra delicada e forte, solar e estrelada.
Hoje, as pinturas de Suané têm fios de cobre ou de alumínio, dourado e prateado, justapostos em ritmos precisos mas não geométricos, numa alusão visual aos instrumentos musicais, formas perfeitas que permitem ao iniciado obter harmonias. Também a obra de Suané tem esta dupla face, fechada e aberta, pois permite ao sensível penetrar na harmonia, mas nada concede aos que não querem perceber. Mais que Janus, o deus de dupla face, é um portal inteiramente disponível, desde que o visitante queira realmente entrar.
Em 2005, a pintora apresentou uma série de pinturas com o tema pastoril nordestino, herdado dos autos portugueses, no qual se desenvolve em dança e música a luta do cordão encarnado e do cordão azul. A origem deste tema, o Cordão Encarnado, é a teatralização do presépio e do nascimento de Jesus Cristo. Enfrentar em pintura a tarefa de simbolizar, a partir do folclore, o surgimento da Criança Divina, é tratar do surgimento do universo. No nosso caso, na nossa civilização, este Deus Menino nomeou a nossa era, mas em todas as épocas e civilizações, o Nascimento Divino, o desdobramento da essência cósmica, significa o alvorecer do universo e da humanidade.
Lúcia Suané nos favoreceu com uma pintura de um requinte cromático altíssimo e de uma personalidade única. Na verdade, na sua pintura o mito da criação se realizava no ato do fazer, pois o artista quando imbuído do verdadeiro objetivo da atividade, trazer ao mundo um ente desconhecido, refaz em si mesmo o mais importante percurso, o mito da criação. Pode ser dito que em Suané, como em alguns poucos outros artistas, o nascimento do mundo se dava, novamente, e, paradoxalmente, pela primeira vez. A cada artista, o mito da criação é renovado e o universo nasce novamente. Aqui, a concepção cíclica do universo, com o seu permanente nascimento e morte, é vivida simbólica e concretamente.
Nesta atual série Sertões, o fenômeno de criação se repete, acrescido da idéia de que existe uma chave de acesso, um número cabalístico que permite penetrar no portal onde tudo existe num só momento, em que o tempo é imóvel e, portanto, é paisagem, mas que só os sensíveis tem permissão ao vórtice. E a chave, o número cabalístico, não está em nenhuma fórmula ou manual, mas no próprio indivíduo. O olhar é interior e todos podem ver, desde que queiram ver.
Suané recusou-se ao naturalismo, tão comum em nossos dias. As suas telas não emitem som, não tem motor giratório, nem qualquer engrenagem mecânica. Nela encontramos a forma eterna, capaz de nos permitir escutar a música das esferas, desde que estejamos disponíveis para a felicidade.
Suané, como na sua série anterior, é inovadora, pois utiliza o suporte de maneira livre e não convencional, não o conformando ao retângulo ou ao quadrado da tela, mas estendendo-o em novos suportes de tela, suportes duplos, ou agregando materiais, desde pedaços de telas aos fios de ouro e prata, sempre a serviço da expressão, nome habitual que damos aos elementos de linguagem criados pelos artistas. A luz se mostra e se transforma em manto de pontos luminosos e na noite lunar, temos a sensação de que nada mais há a fazer, senão quedarmos e contemplarmos.
JACOB KLINTOWITZ - crítico de arte, jornalista, escritor, editor de arte, designer editorial e atual curador do MUBE - Museu Brasileiro de Esculturas. É autor de 90 livros sobre teoria de arte, arte brasileira, ficções e livros de artista. E-mail: jklinto@uol.com.br
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Lucia Suane Jacob Klintowitz
ESPECIAL Israel
ALI KAMEL
Prometo que esta não será uma espécie de redação, como aquelas que fazíamos na escola sobre "nossas férias". Mas acho que esta última viagem tem algo a dizer sobre o mundo em que vivemos. Estive em Israel, país realmente maravilhoso, um tesouro arqueológico, que deveria ser destino de todos aqueles interessados em conhecer de perto o lugar de onde viemos.
Ok, não sou um estúpido e conheço bem o caldeirão de conflitos que aquela parte do mundo representa, o sofrimento do povo palestino, oprimido, agora lutando entre si e se dividindo em dois quinhões fratricidas. Mas vou passar ao largo disso, porque não estive na Cisjordânia ou em Gaza, onde não há segurança para ninguém. Em Israel, o que vi foi um país orgulhoso de si, em eterna construção, com um povo nas ruas verdadeiramente desejando a paz. VI arte, cultura, diversão e segurança. Israel é mais seguro e tranqüilo do que muitas de nossas cidades. Recomendo.
Mas este artigo não é um guia turístico. Quero dar o testemunho de como alguns muçulmanos se tomam perigosamente veículos do vírus da Intolerância. Impressionou-me o fato de que no chamado Muro Ocidental - as ruínas do que sobrou do II Templo - o acesso seja livre a quem ali queira estar. Ninguém pergunta se você é ateu, espírita, muçulmano, cristão ou seja lá o quê. Entre os judeus, há a crença de que o templo, tendo sido um dia a morada de Deus, nunca deixará de ser: se ainda restam algumas pedras, ali Ele estará. Um único pedido é feito aos visitantes: que a cabeça dos homens seja coberta em sinal de respeito. Pode ser por um quipá (o solidéu que os judeus usam e que ali estão disponíveis para os desavisados) ou um chapéu ou mesmo um simples boné, não importa. É a única exigência: o que você fará ali é problema seu. E, para os crentes, de Deus também. Uma coisa é certa: o lugar, ao qual só se chega depois que atravessamos ruelas que remontam a milhares de anos, tem uma grande força mística.O mesmo se pode dizer dos lugares santos para cristãos. A liberdade é total em Nazaré, onde está a Igreja da Anunciação, com a gruta em que o anjo Gabriel disse à Maria que ela daria à luz Jesus, filho de Deus, ou em Jerusalém, onde estão Getsêmani, a gruta no Monte das Oliveiras em que Jesus foi capturado pelos romanos, ou o Santo Sepulcro, onde estão, lado a lado, o local da crucificação de Cristo, a pedra onde o seu corpo foi lavado e purificado e a tumba onde foi sepultado até a ressurreição. Ali, entram o fiel em sua peregrinação mais sagrada e o turista disposto a ver com os próprios olhos um lugar de importância incomensurável para o mundo ocidental. Nenhuma pergunta é feita. É verdade que, para entrar na tumba de Jesus, o padre ortodoxo que organiza a fila pede, às vezes de maneira pouco cortês, que as mulheres com camisetas sem mangas cubram os ombros. Mas é só.O choque se deu quando decidi visitar Al-Aqsa, a terceira mesquita mais sagrada para os muçulmanos e, em frente a ela, o Domo da Rocha, aquela cúpula dourada que faz de Jerusalém uma cidade ainda mais linda e que guarda a pedra de onde Maomé, na companhia do anjo Gabriel, partiu para conhecer o Paraíso. Minha mulher e Rubens, nosso guia, puderam entrar na Esplanada das Mesquitas, mas, desde o início, sabíamos que ambos não teriam acesso ao interior dos templos, desde 2000 vedados a não-muçulmanos. Em Al-Aqsa, os problemas já se fizeram sentir. O guarda palestino - sim, os lugares santos muçulmanos são controlados por eles -, ao ver o meu nome no passaporte e saber que eu não falo árabe, ficou contrariado, fez muitas perguntas, mas acabou me deixando entrar.
No Domo da Rocha, tudo foi mais violento. Ao ver meu passaporte, e o meu nome islâmico que me franqueava a entrada, o guarda quis saber se eu era capaz de ler o Alcorão em árabe. Eu não menti, mas acrescentei que o conhecia muito bem em muitas traduções. Ele se irritou. Ao meu lado, estava o guia (notoriamente judeu, dado o credenciamento). Em hebraico, o policial exigiu que eu recitasse em árabe a Shahadah, o testemunho de fé muçulmano: "Não há outro deus senão Deus, e Maomé é o seu mensageiro". Eu me recusei. Depois, o policial exigiu que eu recitasse as primeiras palavras do Alcorão: "Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso, louvado seja Deus, Senhor do Universo, o Clemente, o Misericordioso, Soberano do Dia do Juizo, servimos-te e invocamos-te em nosso auxílio, guia-nos pelo caminho direito, pelo caminho dos que auxiliaste, não pelo caminho dos que incorreram na tua cólera, nem pelo dos que se perderam". Eu me recusei. Então, novamente o policial me encarou e exigiu saber se eu, lá dentro, rezaria.
Minha perplexidade chegou ao ápice. Por que eu haveria de revelar coisas tão íntimas a um policial fardado ? Diante de meu nome, do meu olhar, de minha fala em inglês e de minhas companhias judaicas, ele decretou: "Sorry, you will not go inside" (perdão, você não vai entrar). Quando um homem feito de carne e osso como todos nós decide que é o porteiro de Deus, as coisas vão mal, muito mal. No mundo islâmico, apenas Meca e Medina são vedadas a não-muçulmanos. Todas as mesquitas são abertas a quem queira visitá-las (eu e minha mulher já visitamos muitas, em muitos países árabes, sem problema algum). Até a segunda Intifada em 2000, também era assim em Al-Aqsae no Domo da Rocha. Torço para que aquele guarda seja uma exceção no mundo muçulmano. Mas que ele ouse agir assim, e daquela maneira, é um sinal dos tempos que eu espero seja superado. Aquele guarda e os que pensam como ele necessitam saber que Deus não precisa de protetores. Nós, sim.
Ali Kamel - diretor de Jornalismo da TV GloboFonte: Jornal O Globo, dia 26.6.07
Prometo que esta não será uma espécie de redação, como aquelas que fazíamos na escola sobre "nossas férias". Mas acho que esta última viagem tem algo a dizer sobre o mundo em que vivemos. Estive em Israel, país realmente maravilhoso, um tesouro arqueológico, que deveria ser destino de todos aqueles interessados em conhecer de perto o lugar de onde viemos.
Ok, não sou um estúpido e conheço bem o caldeirão de conflitos que aquela parte do mundo representa, o sofrimento do povo palestino, oprimido, agora lutando entre si e se dividindo em dois quinhões fratricidas. Mas vou passar ao largo disso, porque não estive na Cisjordânia ou em Gaza, onde não há segurança para ninguém. Em Israel, o que vi foi um país orgulhoso de si, em eterna construção, com um povo nas ruas verdadeiramente desejando a paz. VI arte, cultura, diversão e segurança. Israel é mais seguro e tranqüilo do que muitas de nossas cidades. Recomendo.
Mas este artigo não é um guia turístico. Quero dar o testemunho de como alguns muçulmanos se tomam perigosamente veículos do vírus da Intolerância. Impressionou-me o fato de que no chamado Muro Ocidental - as ruínas do que sobrou do II Templo - o acesso seja livre a quem ali queira estar. Ninguém pergunta se você é ateu, espírita, muçulmano, cristão ou seja lá o quê. Entre os judeus, há a crença de que o templo, tendo sido um dia a morada de Deus, nunca deixará de ser: se ainda restam algumas pedras, ali Ele estará. Um único pedido é feito aos visitantes: que a cabeça dos homens seja coberta em sinal de respeito. Pode ser por um quipá (o solidéu que os judeus usam e que ali estão disponíveis para os desavisados) ou um chapéu ou mesmo um simples boné, não importa. É a única exigência: o que você fará ali é problema seu. E, para os crentes, de Deus também. Uma coisa é certa: o lugar, ao qual só se chega depois que atravessamos ruelas que remontam a milhares de anos, tem uma grande força mística.O mesmo se pode dizer dos lugares santos para cristãos. A liberdade é total em Nazaré, onde está a Igreja da Anunciação, com a gruta em que o anjo Gabriel disse à Maria que ela daria à luz Jesus, filho de Deus, ou em Jerusalém, onde estão Getsêmani, a gruta no Monte das Oliveiras em que Jesus foi capturado pelos romanos, ou o Santo Sepulcro, onde estão, lado a lado, o local da crucificação de Cristo, a pedra onde o seu corpo foi lavado e purificado e a tumba onde foi sepultado até a ressurreição. Ali, entram o fiel em sua peregrinação mais sagrada e o turista disposto a ver com os próprios olhos um lugar de importância incomensurável para o mundo ocidental. Nenhuma pergunta é feita. É verdade que, para entrar na tumba de Jesus, o padre ortodoxo que organiza a fila pede, às vezes de maneira pouco cortês, que as mulheres com camisetas sem mangas cubram os ombros. Mas é só.O choque se deu quando decidi visitar Al-Aqsa, a terceira mesquita mais sagrada para os muçulmanos e, em frente a ela, o Domo da Rocha, aquela cúpula dourada que faz de Jerusalém uma cidade ainda mais linda e que guarda a pedra de onde Maomé, na companhia do anjo Gabriel, partiu para conhecer o Paraíso. Minha mulher e Rubens, nosso guia, puderam entrar na Esplanada das Mesquitas, mas, desde o início, sabíamos que ambos não teriam acesso ao interior dos templos, desde 2000 vedados a não-muçulmanos. Em Al-Aqsa, os problemas já se fizeram sentir. O guarda palestino - sim, os lugares santos muçulmanos são controlados por eles -, ao ver o meu nome no passaporte e saber que eu não falo árabe, ficou contrariado, fez muitas perguntas, mas acabou me deixando entrar.
No Domo da Rocha, tudo foi mais violento. Ao ver meu passaporte, e o meu nome islâmico que me franqueava a entrada, o guarda quis saber se eu era capaz de ler o Alcorão em árabe. Eu não menti, mas acrescentei que o conhecia muito bem em muitas traduções. Ele se irritou. Ao meu lado, estava o guia (notoriamente judeu, dado o credenciamento). Em hebraico, o policial exigiu que eu recitasse em árabe a Shahadah, o testemunho de fé muçulmano: "Não há outro deus senão Deus, e Maomé é o seu mensageiro". Eu me recusei. Depois, o policial exigiu que eu recitasse as primeiras palavras do Alcorão: "Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso, louvado seja Deus, Senhor do Universo, o Clemente, o Misericordioso, Soberano do Dia do Juizo, servimos-te e invocamos-te em nosso auxílio, guia-nos pelo caminho direito, pelo caminho dos que auxiliaste, não pelo caminho dos que incorreram na tua cólera, nem pelo dos que se perderam". Eu me recusei. Então, novamente o policial me encarou e exigiu saber se eu, lá dentro, rezaria.
Minha perplexidade chegou ao ápice. Por que eu haveria de revelar coisas tão íntimas a um policial fardado ? Diante de meu nome, do meu olhar, de minha fala em inglês e de minhas companhias judaicas, ele decretou: "Sorry, you will not go inside" (perdão, você não vai entrar). Quando um homem feito de carne e osso como todos nós decide que é o porteiro de Deus, as coisas vão mal, muito mal. No mundo islâmico, apenas Meca e Medina são vedadas a não-muçulmanos. Todas as mesquitas são abertas a quem queira visitá-las (eu e minha mulher já visitamos muitas, em muitos países árabes, sem problema algum). Até a segunda Intifada em 2000, também era assim em Al-Aqsae no Domo da Rocha. Torço para que aquele guarda seja uma exceção no mundo muçulmano. Mas que ele ouse agir assim, e daquela maneira, é um sinal dos tempos que eu espero seja superado. Aquele guarda e os que pensam como ele necessitam saber que Deus não precisa de protetores. Nós, sim.
Ali Kamel - diretor de Jornalismo da TV GloboFonte: Jornal O Globo, dia 26.6.07
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Intolerance islamism
Sunday, July 01, 2007
Parashat Pinchas
Rabino Kalman Packouz
GOOD MORNING! Would you like to be great? Our sages tell us that if we want to be great, we should do a nightly cheshbon hanefesh, an accounting of our deeds. Before you go to bed, sit for a few minutes in the quiet and ask yourself (and answer) four questions: (1) What am I living for? (2) What did I do towards my goal today? (3) What did I do counter to my goal today? (4) What is something that is more important to live for? Do that every night before you go to sleep and you have a guarantee of making more out of your life.
___There is an old witticism, "Remember, you are unique - just like everyone else." The fact is that while each and every human being is precious and special, there are inner aspirations which are common to all of us. One of my goals with the Shabbat Shalom Fax is to help people reach their potential - to be all they can and to get the most out of life. In line with this goal, I present to you The Universals - needs and desires common to mankind. If you recognize that these are beliefs or values that are a part of you, then focus on how you could lead your life towards greater fulfillment by living them.
THE UNIVERSAL BELIEFS COMMON TO MANKIND
We All Need Meaning.Did you ever ask yourself, "What is it all about?" "What is the point of it all?" Life is more than contentment. No one aspires to emulate a cow contented to graze and lie in the sun.
We Are Not Fulfilling Our Potential.No matter what we accomplish, we feel we could do more. We feel that we have a greater potential than doing just the mundane.
We All Want To Be Great.Nobody wants to be mediocre. We want to be special.
We Turn To God For Help.If you turn to God in a pinch, then don't wait for the pinch. Ask yourself, "How do I develop a relationship with the Almighty?" and "What does God want me to do with my life to reach my potential?"
We Want To Be Good.People are willing to die to be good. If there is something you would be willing to die for, then it is worth living for it. Figure out what you should be living for.
We Feel Responsible For the World.If you ask someone, "What are you doing to stop the genocide in Darfur?" he'll answer, "What can I do about it?" He won't say, "It's not my problem." Everyone knows that it's our problem. Everyone knows that we are responsible for the world and others ... we just don't know what to do or are overwhelmed by the responsibility.
QUESTIONS TO HELP YOU GET IN TOUCHWITH YOUR LIFE
You dreamed at 20 what you would like to do or be. Are you living that dream?
What would you want said at your eulogy?
Who is your hero? Why?
When do you feel most meaningful?
If you could make a difference, what would you do?
___Combine the Universals and the above questions with the nightly accounting... and you will be on your way to greatness ... and a much more meaningful life!
For more on "Reaching Your Potential" go to ShabbatShalomAudio.com!
Hear classes on...
REACHING YOUR POTENTIAL
Torah Portion of the Week
Pinchas
___In last week's Torah portion, Pinchas acted to stop a public display of immorality. He thus stemmed the plague of retribution which was killing the multitudes. He is rewarded by being made a Cohen - by Divine decree.
___The Almighty commands Moshe to attack the Midianites in retribution for the licentious plot the Midianites perpetrated upon the Israelites. A new census is taken of the Jewish people revealing that there are 601,730 men available for army duty. God directs the division of the Land of Israel amongst the tribes. The Levites are tallied. The daughters of Tzelafchad come forward to petition Moshe regarding their right of inheritance. Moshe inquires of the Almighty Who answers in their favor.
___Moshe asks the Almighty to appoint a successor and the Almighty directs Moshe to designate Yehoshua (Joshua). The Torah portion concludes with the various offerings - daily, Shabbat, Rosh Chodesh and holidays.
* * *
Dvar Torah
based on Love Your Neighbor by
Rabbi Zelig Pliskin
___The Torah states:
"And the Lord spoke to Moshe saying, 'Pinchas the son of Eliezer, the son of Aharon the priest, has turned away my anger from the Children of Israel in that he was jealous for my sake amongst them, so that I did not consume the Children of Israel in my jealousy.' " (Numbers 25:10-11)
___Why does the Torah trace Pinchas's heritage to Aharon, his grandfather?
___Rabbi Chaim Shmuelevitz, the former Rosh HaYeshiva (head of the yeshiva) Mir, answers that only someone who is a true lover of the Jewish people, such as Aharon who loved peace and pursued it, can react with such zealousness. Zimri brazenly committed an immoral act with a Midianite in public. In response, Pinchas killed them both. Pinchas's reaction might appear cruel and could have conceivably have been motivated by a tendency towards violence or by a personal hatred. If one is a true Ohaiv Yisroel, a lover of Jews (as was Pinchas), however, we can be sure that he is motivated solely by his great love for the Almighty and the Jewish people.
___Rabbi Chaim of Brisk once said about zealousness: "Both the owner of a house and a cat want to destroy mice. The sole difference lies in their attitudes. The owner really wants to be rid of them. The cat, however, wants to have mice to attack. The same applies to protests against misdeeds. One must sincerely not want the misdeeds. One should not just use the misdeed as an opportunity to engage in protesting.
CANDLE LIGHTING - July 6
Jerusalem 7:13Guatemala 6:16 - Hong Kong 6:53 - Honolulu 6:59J'Burg 5:10 - PORTO KOaH 9:00 - Los Angeles 7:50Melbourne 4:56 - Mexico City 8:01 - Miami 7:59New York 8:12 - Singapore 6:58 - Toronto 8:44
QUOTE OF THE WEEK:
If you don't have a destination,any road will take you there.
GOOD MORNING! Would you like to be great? Our sages tell us that if we want to be great, we should do a nightly cheshbon hanefesh, an accounting of our deeds. Before you go to bed, sit for a few minutes in the quiet and ask yourself (and answer) four questions: (1) What am I living for? (2) What did I do towards my goal today? (3) What did I do counter to my goal today? (4) What is something that is more important to live for? Do that every night before you go to sleep and you have a guarantee of making more out of your life.
___There is an old witticism, "Remember, you are unique - just like everyone else." The fact is that while each and every human being is precious and special, there are inner aspirations which are common to all of us. One of my goals with the Shabbat Shalom Fax is to help people reach their potential - to be all they can and to get the most out of life. In line with this goal, I present to you The Universals - needs and desires common to mankind. If you recognize that these are beliefs or values that are a part of you, then focus on how you could lead your life towards greater fulfillment by living them.
THE UNIVERSAL BELIEFS COMMON TO MANKIND
We All Need Meaning.Did you ever ask yourself, "What is it all about?" "What is the point of it all?" Life is more than contentment. No one aspires to emulate a cow contented to graze and lie in the sun.
We Are Not Fulfilling Our Potential.No matter what we accomplish, we feel we could do more. We feel that we have a greater potential than doing just the mundane.
We All Want To Be Great.Nobody wants to be mediocre. We want to be special.
We Turn To God For Help.If you turn to God in a pinch, then don't wait for the pinch. Ask yourself, "How do I develop a relationship with the Almighty?" and "What does God want me to do with my life to reach my potential?"
We Want To Be Good.People are willing to die to be good. If there is something you would be willing to die for, then it is worth living for it. Figure out what you should be living for.
We Feel Responsible For the World.If you ask someone, "What are you doing to stop the genocide in Darfur?" he'll answer, "What can I do about it?" He won't say, "It's not my problem." Everyone knows that it's our problem. Everyone knows that we are responsible for the world and others ... we just don't know what to do or are overwhelmed by the responsibility.
QUESTIONS TO HELP YOU GET IN TOUCHWITH YOUR LIFE
You dreamed at 20 what you would like to do or be. Are you living that dream?
What would you want said at your eulogy?
Who is your hero? Why?
When do you feel most meaningful?
If you could make a difference, what would you do?
___Combine the Universals and the above questions with the nightly accounting... and you will be on your way to greatness ... and a much more meaningful life!
For more on "Reaching Your Potential" go to ShabbatShalomAudio.com!
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REACHING YOUR POTENTIAL
Torah Portion of the Week
Pinchas
___In last week's Torah portion, Pinchas acted to stop a public display of immorality. He thus stemmed the plague of retribution which was killing the multitudes. He is rewarded by being made a Cohen - by Divine decree.
___The Almighty commands Moshe to attack the Midianites in retribution for the licentious plot the Midianites perpetrated upon the Israelites. A new census is taken of the Jewish people revealing that there are 601,730 men available for army duty. God directs the division of the Land of Israel amongst the tribes. The Levites are tallied. The daughters of Tzelafchad come forward to petition Moshe regarding their right of inheritance. Moshe inquires of the Almighty Who answers in their favor.
___Moshe asks the Almighty to appoint a successor and the Almighty directs Moshe to designate Yehoshua (Joshua). The Torah portion concludes with the various offerings - daily, Shabbat, Rosh Chodesh and holidays.
* * *
Dvar Torah
based on Love Your Neighbor by
Rabbi Zelig Pliskin
___The Torah states:
"And the Lord spoke to Moshe saying, 'Pinchas the son of Eliezer, the son of Aharon the priest, has turned away my anger from the Children of Israel in that he was jealous for my sake amongst them, so that I did not consume the Children of Israel in my jealousy.' " (Numbers 25:10-11)
___Why does the Torah trace Pinchas's heritage to Aharon, his grandfather?
___Rabbi Chaim Shmuelevitz, the former Rosh HaYeshiva (head of the yeshiva) Mir, answers that only someone who is a true lover of the Jewish people, such as Aharon who loved peace and pursued it, can react with such zealousness. Zimri brazenly committed an immoral act with a Midianite in public. In response, Pinchas killed them both. Pinchas's reaction might appear cruel and could have conceivably have been motivated by a tendency towards violence or by a personal hatred. If one is a true Ohaiv Yisroel, a lover of Jews (as was Pinchas), however, we can be sure that he is motivated solely by his great love for the Almighty and the Jewish people.
___Rabbi Chaim of Brisk once said about zealousness: "Both the owner of a house and a cat want to destroy mice. The sole difference lies in their attitudes. The owner really wants to be rid of them. The cat, however, wants to have mice to attack. The same applies to protests against misdeeds. One must sincerely not want the misdeeds. One should not just use the misdeed as an opportunity to engage in protesting.
CANDLE LIGHTING - July 6
Jerusalem 7:13Guatemala 6:16 - Hong Kong 6:53 - Honolulu 6:59J'Burg 5:10 - PORTO KOaH 9:00 - Los Angeles 7:50Melbourne 4:56 - Mexico City 8:01 - Miami 7:59New York 8:12 - Singapore 6:58 - Toronto 8:44
QUOTE OF THE WEEK:
If you don't have a destination,any road will take you there.
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