Monday, May 22, 2006
A “Nossa” Beit Knesset do Olival.
Alguém morreu em vão?
André Veríssimo*
Outro dia dei comigo a passear pela Judiaria do Porto: a Medieval e a observar a Eichal da Sinagoga do Olival… Com umas quinze pessoas fui dialogando entre juristas, farmacêuticos, professores, militares, gestores, administradores e crianças, que quiseram saber o que somos, nós, os judeus…marranos. Eu falei e pensei e meditei no peso das palavras, das mitzvot, das pedras e na presença duma sinagoga vazia entregue inesperadamente ao cuidado dum Cura simpático, da Igreja vizinha, o que me flagelou moralmente desde o primeiro momento de tempo a memória por resgatar, … e a que falta da vida da Sepher Torá! E a pensar no Holocausto, na Shoah ibérica, do largo de s. Domingos de há 500 anos e na bestialidade recidiva de há 70 anos….É Hans Jonas que vem falar da não omnipotência de D.us. Baseando-se em argumentos ontológicos e teológicos e autenticamente religiosos resolve discutir nesta base uma omnipotência divina absoluta e ilimitada. A omnipotência divina só pode coexistir com a bondade divina ao preço da insondabilidade de D.us quer dizer, do seu carácter enigmático. Daí Jonas releva os três atributos em que a questão do homem sobre D.us recupera um sentido de incerteza próximo dos tempos de sofrimento: “ só um D.us de todo incompreensível se pode dizer que ao mesmo tempo é absolutamente bom e omnipotente e que tolera, ao mesmo tempo, o mundo tal como é. Dito de maneira mais geral, os três atributos em questão — bondade absoluta, omnipotência e compreensibilidade — estão numa relação tal que qualquer de dois deles exclui exclui o terceiro” Jonas, Hans, Pensar sobre Dios y otros ensayos, Herder, Barcelona, 1998, p. 207. Portanto, a pergunta é obsidiante em torno a qual dos três atributos descontinuar. “ A bondade, quer dizer, o querer o bem, é certamente inseparável do nosso conceito de D.us e não pode ser restringido. A compreensibilidade e cognoscibilidade estão duplamente condicionadas: pela essência de D.us e pelas limitações do ser humano, e em última instância está sujeita à limitação, porém sob nenhuma condição pode ser totalmente negada. O D.us absconditus, o D.us oculto, é uma ideia profundamente alheia à fé judia. É com base num racionalismo e num optimismo obtemperado que o judaísmo se baseia nos pressupostos racionais para o conhecimento de D.us. Uma teodiceia muito particular, uma vez que exclui a totalidade do conhecimento de D.us. “ A nossa doutrina, a Torah, baseia-se e insiste em que podemos entender a D.us, naturalmente, não de todo, porém algo dele, da sua vontade, das suas intenções e inclusive da sua essência, porque se nos deu a conhecer.” [Ib., pp. 207-208. A concepção da revelação, mandamentos, leis, das mediações como a língua e o entendimento, tornam os signos da comunicação da Alteridade de D.us não obscuros e inaceitável a concepção dum D.us oculto].Daí que se torne um escândalo para a inteligência a sustentação depois de Auschwitz da coerência entre os três atributos referidos: uma divindade omnipotente ou bem não seria infinitamente boa ou totalmente incompreensível (no seu domínio sobre o mundo, que é unicamente onde podemos compreendê-la). Se ele se torna compreensível até certo grau a sua Bondade deve ser compatível com a existência do mal, e só o pode ser se não é Omni-potente.Qualquer herança da tradição judia requer a consideração do poder de D.us como limitado por algo cuja existência por próprio direito e cujo poder de actuar por própria autoridade são reconhecidos por D.us mesmo. Poder-se-ia interpretar isto como uma concessão de D.us, que Ele pode revogar quando queira. O problema parece ser o da discrição da actuação de D.us e da sua ruptura com essa constituição ou regra de impassibilidade sempre que tormentos real e absolutamente monstruosos de seres humanos que infligem e infligiram a alguns outros, inocentes, de maneira unilateral. Porém não houve milagres de salvação. Durante os anos de atrocidades de Auschwitz, D.us permaneceu em silêncio. Em silêncio! Os milagres eram humanos, de povos que não recusaram o sacrifício da própria vida para salvar e atenuar, e que compartilhavam em tudo quanto era inevitável, o Destino de Israel. Esta tarefa incumprida de D.us é apontada por Jonas como um D.us que renunciou ao seu poder de Poder, ao seu poder de imiscuir-se nas coisas do mundo; o sentido do êxodo perdeu-se, porque a intervenção da “mão forte e do braço estendido” fez-se como intensidade da sua muda solicitação de objectivos por consumar.Os enunciados acerca do poder supremo de D.us da doutrina judaica, são para Jonas caducas: o prémio dos bons, o castigo dos maus e as profecias messiânicas. Daqui o significado espantosamente crítico dum significado do Shoah, que revela uma viragem nas preces (treze doutrinas) de Maimónides e na continuação duma fé controvertida pelo peso fatídico duma História actual que transmuta em sofrimento a promessa mil vezes repetida. A questão primacial do judaísmo pós-Inquisição e pós-Auschwitz é o do mal por vontade e não da causalidade. O acto de auto-alienação divina pressupõe a autonomia da liberdade no criado. A auto-limitação subsiste no Acto Criador com a sua unidade, deixando espaço à existência humana derivada duma acção de absoluta soberania de-si, de D.us. O conceito cabalístico de contracção TZIMTZUM, que significa também retirada, auto-limitação, responde a esta interpretação sacrificial de D.us, ou da hermenêutica do des-astre. Os actos de recolhimento, limitação, vazio, respeitam aos elementos, coisas que existem ao lado de D.us, sendo esta a medida de perseveração do ser das coisas no todo dentro do todo divino.Assim percebemos que não obstante esta limitação teologal da doutrina de Jonas, o sentido da plenitude do poder de D.us em Job é invertido em renúncia ao poder. Ainda que a conta fique por saldar de uma geração, e por fim que a superioridade do bem sobre o mal é o signo duma alteridade projectada para a possível paz do reino invisível. A compreensão desta paz passa pelo sofrimento daqueles que como Job sofrem para que a obra de D.us se cumpra, como sempre no tempo justo. Em Franz Rosenzweig, (La Estrella de la redención, Sígueme, Salamanca, p. 327), o tempo justo exprime-se num ser que não necessita de tempo, senão como redentor de Mundo e Homem, e isto, não porque Ele o necessite mas porque Homem o Mundo o necessitam. Pois para D.us o futuro não é uma antecipação. É o eterno, o único eterno, o Eterno. O vestígio do outro é em primeiro lugar o vestígio de D.us que nunca está aí. Pertence já ao passado. Essa a razão porque Levinas usa a terceira pessoa. ELE. Isso exprime uma impossibilidade. A de que ele a abandonou a si mesmo dizendo: não há graça neste sentido preciso. Ele está sempre ausente. E isso, Levinas “observa-o como vestígio do Outro no homem. Neste sentido todo o homem é vestígio do Outro. O Outro é D.us fazendo irrupção na palavra. Se tudo fosse dedutível o outro seria incluído no Eu. Tudo o que não é dedutível... expressa ainda a começo por um conceito dum D.us que é um “ELE”.Acrescenta num jeito de incessante adiamento do caos — o Shemah Israel.O Homem é acima de tudo consciência e responsabilidade. Esta responsabilidade é sempre a cada momento, a responsabilidade a respeito de certos valores. Não se trata de valores eternos. São assim valores passageiros que acontecem uma vez. Aquilo a que Max Scheler chama valores de situação. Os valores não se referem a uma situação mas estão perfeitamente adequados à pessoa. E são cambiáveis de pessoa para pessoa. Manifestam uma exigência de realização, que irradiam do mundo dos valores para a vida dos homens, tornando-se assim o imperativo concreto da hora no chamamento pessoal de cada indivíduo. E enquanto o homem não se dê conta do carácter específico da sua própria existência, que vive uma vez e de modo único, não estará em condições de viver a realização do que constitui a missão própria da sua vida como algo que verdadeiramente o obriga e do qual não pode desembaraçar-se. É nesta sentido que o sentido da vida se dá em termos de concepção geral dentro de três possíveis categorias axiológicas. Falamos de valores de criação, de vivência e de atitude. A primeira categoria realiza-se por intermédio dos actos, a segunda mediante o acolhimento passivo do universo pelo eu. Os valores de atitude realizam-se sempre que admitimos como tal algo que reputamos de irremissível, fatal como o destino. E é fatal que o estado de coisas se perpetue? Com respeito ao modo como cada um de nós o aceita se abre perante nós uma multitude de possibilidades de valor. Não cabe qualquer dúvida de que sabemos valorizar de um modo incomparavelmente elevado o sentido da vida e da memória e o valor moral do homem da comunidade, que não luta em vão. Atitude que nos cabe tomar para sabermos negociar o que nos fugiu da mão, num passado incerto…
* Pr. Associação Judaica KoaH.
André Veríssimo*
Outro dia dei comigo a passear pela Judiaria do Porto: a Medieval e a observar a Eichal da Sinagoga do Olival… Com umas quinze pessoas fui dialogando entre juristas, farmacêuticos, professores, militares, gestores, administradores e crianças, que quiseram saber o que somos, nós, os judeus…marranos. Eu falei e pensei e meditei no peso das palavras, das mitzvot, das pedras e na presença duma sinagoga vazia entregue inesperadamente ao cuidado dum Cura simpático, da Igreja vizinha, o que me flagelou moralmente desde o primeiro momento de tempo a memória por resgatar, … e a que falta da vida da Sepher Torá! E a pensar no Holocausto, na Shoah ibérica, do largo de s. Domingos de há 500 anos e na bestialidade recidiva de há 70 anos….É Hans Jonas que vem falar da não omnipotência de D.us. Baseando-se em argumentos ontológicos e teológicos e autenticamente religiosos resolve discutir nesta base uma omnipotência divina absoluta e ilimitada. A omnipotência divina só pode coexistir com a bondade divina ao preço da insondabilidade de D.us quer dizer, do seu carácter enigmático. Daí Jonas releva os três atributos em que a questão do homem sobre D.us recupera um sentido de incerteza próximo dos tempos de sofrimento: “ só um D.us de todo incompreensível se pode dizer que ao mesmo tempo é absolutamente bom e omnipotente e que tolera, ao mesmo tempo, o mundo tal como é. Dito de maneira mais geral, os três atributos em questão — bondade absoluta, omnipotência e compreensibilidade — estão numa relação tal que qualquer de dois deles exclui exclui o terceiro” Jonas, Hans, Pensar sobre Dios y otros ensayos, Herder, Barcelona, 1998, p. 207. Portanto, a pergunta é obsidiante em torno a qual dos três atributos descontinuar. “ A bondade, quer dizer, o querer o bem, é certamente inseparável do nosso conceito de D.us e não pode ser restringido. A compreensibilidade e cognoscibilidade estão duplamente condicionadas: pela essência de D.us e pelas limitações do ser humano, e em última instância está sujeita à limitação, porém sob nenhuma condição pode ser totalmente negada. O D.us absconditus, o D.us oculto, é uma ideia profundamente alheia à fé judia. É com base num racionalismo e num optimismo obtemperado que o judaísmo se baseia nos pressupostos racionais para o conhecimento de D.us. Uma teodiceia muito particular, uma vez que exclui a totalidade do conhecimento de D.us. “ A nossa doutrina, a Torah, baseia-se e insiste em que podemos entender a D.us, naturalmente, não de todo, porém algo dele, da sua vontade, das suas intenções e inclusive da sua essência, porque se nos deu a conhecer.” [Ib., pp. 207-208. A concepção da revelação, mandamentos, leis, das mediações como a língua e o entendimento, tornam os signos da comunicação da Alteridade de D.us não obscuros e inaceitável a concepção dum D.us oculto].Daí que se torne um escândalo para a inteligência a sustentação depois de Auschwitz da coerência entre os três atributos referidos: uma divindade omnipotente ou bem não seria infinitamente boa ou totalmente incompreensível (no seu domínio sobre o mundo, que é unicamente onde podemos compreendê-la). Se ele se torna compreensível até certo grau a sua Bondade deve ser compatível com a existência do mal, e só o pode ser se não é Omni-potente.Qualquer herança da tradição judia requer a consideração do poder de D.us como limitado por algo cuja existência por próprio direito e cujo poder de actuar por própria autoridade são reconhecidos por D.us mesmo. Poder-se-ia interpretar isto como uma concessão de D.us, que Ele pode revogar quando queira. O problema parece ser o da discrição da actuação de D.us e da sua ruptura com essa constituição ou regra de impassibilidade sempre que tormentos real e absolutamente monstruosos de seres humanos que infligem e infligiram a alguns outros, inocentes, de maneira unilateral. Porém não houve milagres de salvação. Durante os anos de atrocidades de Auschwitz, D.us permaneceu em silêncio. Em silêncio! Os milagres eram humanos, de povos que não recusaram o sacrifício da própria vida para salvar e atenuar, e que compartilhavam em tudo quanto era inevitável, o Destino de Israel. Esta tarefa incumprida de D.us é apontada por Jonas como um D.us que renunciou ao seu poder de Poder, ao seu poder de imiscuir-se nas coisas do mundo; o sentido do êxodo perdeu-se, porque a intervenção da “mão forte e do braço estendido” fez-se como intensidade da sua muda solicitação de objectivos por consumar.Os enunciados acerca do poder supremo de D.us da doutrina judaica, são para Jonas caducas: o prémio dos bons, o castigo dos maus e as profecias messiânicas. Daqui o significado espantosamente crítico dum significado do Shoah, que revela uma viragem nas preces (treze doutrinas) de Maimónides e na continuação duma fé controvertida pelo peso fatídico duma História actual que transmuta em sofrimento a promessa mil vezes repetida. A questão primacial do judaísmo pós-Inquisição e pós-Auschwitz é o do mal por vontade e não da causalidade. O acto de auto-alienação divina pressupõe a autonomia da liberdade no criado. A auto-limitação subsiste no Acto Criador com a sua unidade, deixando espaço à existência humana derivada duma acção de absoluta soberania de-si, de D.us. O conceito cabalístico de contracção TZIMTZUM, que significa também retirada, auto-limitação, responde a esta interpretação sacrificial de D.us, ou da hermenêutica do des-astre. Os actos de recolhimento, limitação, vazio, respeitam aos elementos, coisas que existem ao lado de D.us, sendo esta a medida de perseveração do ser das coisas no todo dentro do todo divino.Assim percebemos que não obstante esta limitação teologal da doutrina de Jonas, o sentido da plenitude do poder de D.us em Job é invertido em renúncia ao poder. Ainda que a conta fique por saldar de uma geração, e por fim que a superioridade do bem sobre o mal é o signo duma alteridade projectada para a possível paz do reino invisível. A compreensão desta paz passa pelo sofrimento daqueles que como Job sofrem para que a obra de D.us se cumpra, como sempre no tempo justo. Em Franz Rosenzweig, (La Estrella de la redención, Sígueme, Salamanca, p. 327), o tempo justo exprime-se num ser que não necessita de tempo, senão como redentor de Mundo e Homem, e isto, não porque Ele o necessite mas porque Homem o Mundo o necessitam. Pois para D.us o futuro não é uma antecipação. É o eterno, o único eterno, o Eterno. O vestígio do outro é em primeiro lugar o vestígio de D.us que nunca está aí. Pertence já ao passado. Essa a razão porque Levinas usa a terceira pessoa. ELE. Isso exprime uma impossibilidade. A de que ele a abandonou a si mesmo dizendo: não há graça neste sentido preciso. Ele está sempre ausente. E isso, Levinas “observa-o como vestígio do Outro no homem. Neste sentido todo o homem é vestígio do Outro. O Outro é D.us fazendo irrupção na palavra. Se tudo fosse dedutível o outro seria incluído no Eu. Tudo o que não é dedutível... expressa ainda a começo por um conceito dum D.us que é um “ELE”.Acrescenta num jeito de incessante adiamento do caos — o Shemah Israel.O Homem é acima de tudo consciência e responsabilidade. Esta responsabilidade é sempre a cada momento, a responsabilidade a respeito de certos valores. Não se trata de valores eternos. São assim valores passageiros que acontecem uma vez. Aquilo a que Max Scheler chama valores de situação. Os valores não se referem a uma situação mas estão perfeitamente adequados à pessoa. E são cambiáveis de pessoa para pessoa. Manifestam uma exigência de realização, que irradiam do mundo dos valores para a vida dos homens, tornando-se assim o imperativo concreto da hora no chamamento pessoal de cada indivíduo. E enquanto o homem não se dê conta do carácter específico da sua própria existência, que vive uma vez e de modo único, não estará em condições de viver a realização do que constitui a missão própria da sua vida como algo que verdadeiramente o obriga e do qual não pode desembaraçar-se. É nesta sentido que o sentido da vida se dá em termos de concepção geral dentro de três possíveis categorias axiológicas. Falamos de valores de criação, de vivência e de atitude. A primeira categoria realiza-se por intermédio dos actos, a segunda mediante o acolhimento passivo do universo pelo eu. Os valores de atitude realizam-se sempre que admitimos como tal algo que reputamos de irremissível, fatal como o destino. E é fatal que o estado de coisas se perpetue? Com respeito ao modo como cada um de nós o aceita se abre perante nós uma multitude de possibilidades de valor. Não cabe qualquer dúvida de que sabemos valorizar de um modo incomparavelmente elevado o sentido da vida e da memória e o valor moral do homem da comunidade, que não luta em vão. Atitude que nos cabe tomar para sabermos negociar o que nos fugiu da mão, num passado incerto…
* Pr. Associação Judaica KoaH.
Monday, May 08, 2006
La Descripción de Israel y los judíos en los libros de texto de la Autoridad Palestina

Estudiantes de 7 años
* Agrega la palabra correcta:Ellos, él, ella ____________ es el comandante de las fuerzas islámicas para la conquista de Jerusalem.Nuestro Idioma Arabe, Segundo grado, 2a. parte, p. 42.
* Estudio de "Un poema sobre Palestina" de Mahmoud Al-Shalabi:Para mí, la promesa del Martirio es mi canción.Desde Jerusalem, construiré mi escalera hacia la eternidad.Nuestro idioma árabe, Segundo grado, 2a. parte, p. 51.
+ El maestro debe desarrollar brevemente un pensamiento sobre Palestina, por ejemplo:Los corazones árabes son devotos a Palestina; esperan el día en el que podrán liberarla, echar fuera al ladrón agresor y regresar a Jerusalem.Guía del maestro, Nuestro idioma árabe, Segundo grado, p. 188.
Estudiantes de 8 años
* Estudio del poema "Somos la juventud" Somos la juventud y el mañana es nuestro...Marcharemos a pesar de la muerteAdelante, adelantePodremos construir, dependemos de otrosPodremos perecer, pero no seremos humillados...Educación Nacional Palestina, Tercer grado, p. 70.
* Elabora un enunciado que contenga las siguientes palabras:... muere como un Mártir, defender, nuestro héroe, nuestra patria...Nuestro Idioma Arabe, Tercer grado, 1a. parte, pp. 8-9.
+ Objetivos específicos:3.b. La liberación de Jerusalem y su protección son deberes sagrados.4. (El alumno) debe desarrollar su amor por Jerusalem y su deseo de sacrificio para su liberación.(El maestro) debe hacer las siguientes preguntas:b. ¿Quién ocupa actualmente Jerusalem?c. ¿Cuál es nuestro deber para con Jerusalem?Guía del maestro, Nuestro Idioma Arabe, Tercer grado, pp. 130-131.
+ Desarrollar (en el alumno) el deseo de proteger a la patria (Palestina) de la avaricia de los invasores:Guía del maestro, Nuestro Idioma Arabe, Tercer grado, p. 133.
+ Para definir la palabra "ladrón", decir:Un ladrón es quien toma cosas de los otros por la fuerza. Aquí, el ladrón es el enemigo que tomó nuestra patria.- ¿Qué haremos si el enemigo intenta conquistar una parte (de la patria)?- ¿Cómo enfrentaremos y derrotaremos al enemigo?Guía del maestro, Nuestro Idioma Arabe, Tercer grado, p. 174
Estudiantes de 9 años
* El hijo: ¿Qué hizo el Mensajero de Dios para garantizar la seguridad de la población? El padre: El profeta hizo todo lo necesario para garantizar la seguridad y la paz de la población de Medina. Es por eso que llegó a un acuerdo con los judíos… Pero los judíos, que como siempre no quieren que la gente viva en paz… conspiraron en contra de los musulmanes. Sin embargo, los musulmanes estuvieron atentos y falló la atroz intriga de los judíos. Los musulmanes, liderados por el Profeta, los castigaron mediante muerte y destrucción.Lo que aprendo de esta lección:- A sacrificar la vida propia y las posesiones terrenales por Alá y la patria.- A soportar todas las dificultades y a creer en los decretos de Alá y en el destino que El ha determinado.- Los judíos son traidores e infieles.Educación Religiosa Islámica, Cuarto grado, pp. 44-45 y 55.
* La traición y la infidelidad son rasgos del carácter de los judíos y, debemos ser precavidos ante ellos.Educación Religiosa Islámica, Cuarto grado, p. 87.
* Lo que aprendo de esta lección:Pienso que los judíos son los enemigos del Profeta y de los creyentes.Educación Religiosa Islámica, Cuarto grado, 2a. parte, p. 67
* Estudio del poema "Larga vida para la Patria", de Mouhammad Mahmoud Sadiq:Oh mi país, mi tierra.Daría mi sangre por ti.Te he ofrecido el sacrificio de mi vida, acéptalo.Nuestro Idioma Arabe, Cuarto grado, 2a. parte, p. 91.
Estudiantes de 10 años
* Hijo mío, recuerda que Palestina es tu país… y que su tierra está empapada con la sangre de los Mártires.El mapa que se muestra en esta sección incluye, bajo el nombre de Palestina, todo el territorio de Israel.Preguntas para la comprensión del texto:4. Nombra cuatro batallas gloriosas que se desarrollaron en la tierra de Palestina.7. ¿Por qué debemos pelear con los judíos y echarlos fuera de nuestro país?Recuerda que:- El resultado final e inexorable será la victoria de los musulmanes sobre los judíosNuestro Idioma Arabe, nivel 5, pp. 61-67.
* Ejercicio gramatical:Cambia el singular a plural. Ejemplo: Mártir, Mártires.Nuestro Idioma Arabe, Quinto grado, p. 70.
* Ejercicio gramatical:Analiza: Hemos sacrificado Mártir tras Mártir.Nuestro Idioma Arabe, Quinto grado, p. 74.
* En el siguiente enunciado, encuentra el sujeto y el complemento:La Yihad es un deber religioso para todos los musulmanes.Nuestro Idioma Arabe, Quinto grado, p. 167.
* Ejercicio gramatical:Modifica los siguientes enunciados del modo pasivo al modo activo:- El enemigo fue matado.Nuestro Idioma Arabe, Quinto grado, p. 167.
* Escribe cinco enunciados sobre las virtudes de los Mártires y su honroso status. Nuestro Idioma Arabe, Quinto grado, p. 201.
Estudiantes de 11 años
* Escribe seis renglones en los que les explicas a tus compañeros el valor supremo de la Yihad por Alá.Nuestro Idioma Arabe, Sexto grado, 1a. parte, p. 29.
* Ejercicio gramatical:La forma plural:c. Un Mártir es honrado por Alá. Dos Mártires son honrados por Alá. Nuestro Idioma Arabe, Sexto grado, 1a. parte, p. 37.
* Ejercicio gramatical:Analiza:4.d El luchador de la Yihad murió como un Mártir mientras defendía la tierra de su Patria.Nuestro Idioma Arabe, Sexto grado, 1a. parte, p. 71.
* Preguntas: ¿Por qué es deber de todo musulmán ser un luchador de la Yihad por Alá? Educación Islámica, Sexto grado, p. 146.
* Aprende de memoria el poema "Musulmanes" de Youssouf Al-KardaouiOh musulmanes, musulmanes, musulmanes, donde haya verdad y justicia, ahí se nos podrá encontrar.La muerte nos agrada y nos oponemos a ser humillados.Qué dulce es la muerte por Alá…Educación Islámica, Sexto grado, p. 151.
* Texto para ser aprendido de memoria:Bagdad. Te he traído amor desde Palestina.Te acordarás de mi carácter árabe, Bagdad, mi Yihad?…Y en tu tierra hay convoyes de martirio…No eres tú quien liberó Amuria…Nuestro Idioma Arabe, Sexto grado, 2a. parte, pp. 32-33.
+ (El alumno) sintetizará las ideas contenidas en el texto:El nexo entre Palestina y Bagdad es expresado por el arabismo, la Yihad por la liberación, y la esperanza de asistencia y victoria de su pueblo. El poeta… ve a Bagdad sólo a través de las sangrientas heridas de su tierra.La esperanza del poeta es que Bagdad encabece el convoy libertador hacia la Palestina herida…Pregunta 8:¿Cuál es tu verso favorito? ¿Por qué?Respuesta: El último verso, porque cada letra evoca un pueblo palestino que es la víctima de la ocupación (israelí).Los sitios evocados son Yafo (que es parte de Tel Aviv) y el acercamiento a Jerusalem Oriental.Guía del maestro, Nuestro Idioma Arabe, Sexto grado, pp. 228-230
+ Ensayo: 1. Elabora enunciados que incluyan la siguiente expresión: el peligro sionista ha engendrado a la Yihad"2. Escribe seis renglones en los que les explicas a tus compañeros el valor supremo de la Yihad por Alá.Al término de esta lección, el alumno debe poder:- Hablar durante dos minutos acerca del "mérito de la Yihad por Alá".- Desarrollar el tema anterior en tres a cinco párrafos escritos.- Respetar a los luchadores de la Yihad y pedirle a Alá que se compadezca de aquellos que han muerto- Ser guiados por los luchadores de la Yihad que han peleado por Alá.Guía del maestro, Nuestro Idioma Arabe, Sexto grado, p. 62.
+ Ejercicios lingüísticos:Los palestinos no pueden liberar Jerusalem mientras no estén unidos.Guía del maestro, Nuestro Idioma Arabe, Sexto grado, p. 68.
+ A todo aquél que le pida sinceramente a Alá una muerte de Mártir, Alá lo llevará a la residencia de los Mártires, incluso si muere en su cama.Guía del maestro, Nuestro Idioma Arabe, Sexto grado, p. 206.
+ Objetivos:4. (El alumno) debe estudiar las conspiraciones de los judíos en contra de los Profetas de Alá.5. El maestro debe fomentar el pensamiento individual mediante preguntas, tales como:b. Jesús invitó a los israelitas a que adoptaran la religión de Alá, y ellos respondieron, llamándolo mentiroso, atacándolo. ¿Qué indica su comportamiento (el de los israelitas)?Guía del maestro, Educación Islámica, Sexto grado, pp. 111-112.
Estudiantes de 12 años
* Un judío iba pasando… (y los judíos odiaban la unión lograda por los musulmanes, y se alegraban ante las disputas y argumentos que surgían entre ellos)… Por lo tanto, envió al hombre que estaba con él a que se sentara con ellos y les recordara de las guerras entre ellos…Discusión:4. ¿Por qué los judíos odian la unión musulmana y quieren causar divisiones en ella?5. Ejemplifica, basado en eventos actuales, los intentos atroces de los judíosEducación Islámica, Séptimo grado, pp. 16-19.
* Cuídate de los judíos, pues son traidores e infieles. Educación Islámica, Séptimo grado, p. 79.
* El Martirio es cuando un musulmán es matado por el nombre de Alá … Entonces, una persona que muere es denominada "Mártir"… El Martirio por Alá es la esperanza de todos los que creen en Alá y confían en Sus promesas.. El Mártir se regocija en el paraíso que Alá le ha preparado.Educación Islámica, Séptimo grado, p. 112.
* Los judíos adoptaron una actitud hostil y errada hacia la nueva religión. Rechazaron a Mahoma y lo llamaron mentiroso; pelearon en contra de su religión en todas las formas posibles y con todos los medios disponibles, y esta guerra continúa hasta el día de hoy; conspiraron en su contra junto con los hipócritas y los adoradores de ídolos, y continúan comportándose de esa manera.Educación Islámica, Séptimo grado, p. 125.
* Tema de ensayo: "¿Cómo liberaremos la tierra que nos fue robada?"Utiliza los siguientes conceptos: Unidad árabe, fe verdadera en Alá, armas ultra modernas y municiones, uso del petróleo y otros recursos naturales como armamento en la lucha de liberación.Nuestro Idioma Arabe, Séptimo grado, p. 125
* Estudio del poema "Madre":Madre, me voy a ir pronto, prepara la mortajaMadre, me estoy dirigiendo hacia la muerte… No voy a titubearMadre, no llores por mí si caigoYa que la muerte no me asusta, y mi destino es el de morir en el martirio.Nuestro Idioma Arabe, Séptimo grado, p. 63
+ ¿Por qué le pide el poeta a su madre que no llore por él? Respuesta: Porque él desea convertirse en un Mártir por Alá, y no le tiene miedo a la muerte.Guía del maestro, Nuestro Idioma Arabe, Séptimo grado, p. 303.
+ En todas las circunstancias, la motivación del creyente que lucha por la Yihad debe ser:"Alá es grande…"Objetivos específicos:(El alumno) debe memorizar los temas principales del texto:La determinación de morir por AláPara el creyente, el Martirio por Alá es la parte más alta de la nobleza.Guía del maestro, Nuestro Idioma Arabe, Séptimo grado, p. 301.
+ (El alumno) debe desear convertirse en uno de los Mártires de Alá. Guía del maestro, Educación Islámica, Séptimo grado, p. 143.
+ El maestro puede… hacer las siguientes preguntas:a. ¿Cómo podemos educar a nuestros hijos para que quieran convertirse en Mártires por Alá?Es preferible que (el maestro) se enfoque en los siguientes elementos:a. El deseo de convertirse en un Mártir por Aláb. El amor del papel de Mártir por Alá.Preguntas generales:5. ¿Por qué los musulmanes aspiran a morir por Alá?Actividades de énfasis:5. Escribe cómo pueden, según tú, los musulmanes ser dirigidos a la Yihad y a desear convertirse en Mártires por Alá. Guía del maestro, Educación Islámica, Séptimo grado, pp. 144-147.
Estudiantes de 13 años
* Como fue decidido por la Liga de las Naciones en 1929, el muro de Al-Buraq es el muro sudoccidental de la Mezquita de Al-Aqsa. Los judíos declaran que ese sitio es suyo, y lo llaman "Muro de los Lamentos"; pero eso no es cierto.Textos Literarios y de Lectura, Octavo grado, p. 103.
* Estudio del poema "Palestina" de Mouhammad Tah:¡Hermanos míos! Los opresores (Israel –ed.) han excedido los límites. Por lo tanto la Yihad y el sacrificio son un deber… Lancen su espadas y después de eso no regresará a su funda… Reunámonos para la guerra, con sangre roja y fuego encendido… La muerte nos llamará y la espada será afilada para dicha matanza… Oh Palestina, los jóvenes rescatarán tu tierra. Oh Palestina, te defenderemos con nuestros pechos descubiertos. Por lo tanto, ¡ya sea vida o muerte!Textos Literarios y de Lectura, Octavo grado, p. 103.
* Preguntas para la comprensión del texto:2. ¿Quiénes son los "opresores" a los que el poeta se refiere en el primer verso?3. ¿Cuál es el camino a la victoria sobre el enemigo que menciona el poeta?4. El poeta insta a los árabes a emprender la Yihad. Indica el verso en el que lo hace.Textos Literarios y de Lectura, Octavo grado, pp. 120-122.
* Estudio del poema "Bayonetas y Antorchas":En tu mano izquierda llevabas el Corán. Y en la derecha una espada árabe… Hoy es el día de tu matrimonio… Has vivido como hombre libre, moriste como hombre libre. No estás muerto, pues Alá, en justicia, te ha llevado al paraíso… Sin sangre no se liberará ni siquiera un centímetro. Por lo tanto, avanza gritando: "Alá es grande".Comprensión (del texto):2. El poema contiene los siguientes temas:- El Mártir ha defendido su patria con valor, y murió gloriosamente. - La memoria del Mártir se queda en este mundo y en el venidero.Textos Literarios y de Lectura, Octavo grado, pp. 131-134.
* Los habitantes de Medina se involucraron en la agricultura y el comercio y la mayoría de los mercaderes eran judíos. Esto llevó (a los judíos) a su ganancia del control de la mercancía. Cuando el Profeta y sus acompañantes llegaron a Al-Medina, el Profeta emprendió la acción para liberar la economía del control judío… y entonces el comercio en el mercado se basó en la justicia y la honestidad, lejos y retirado de la explotación, el control y la usura (judía)…4. El Mensajero tomó medidas para liberar la economía musulmana del control judío. Explica.Educación Islámica, Octavo grado, pp. 63-64.
* El musulmán se sacrifica por su fe y lucha una Yihad por Alá. No conoce la cobardía porque entiende que el momento de su muerte ya está ordenado y que su muerte como Mártir en el campo de batalla es preferible a morir en la cama.Educación Islámica, Octavo grado, p. 176.
Estudiantes de 14 años
* Padre mío, a aquél que luchó una Yihad en nombre de Alá y defendió su religión y es matado por El, ¿las palabras verdaderas de Alá le aplican?- Bien dicho, mi joven hijo.- Gracias, padre mío. Le pido a Alá que nos provea de una muerte de Mártir y que nos reúna (en la muerte) con los Profetas, los honestos y los Mártires.Los Usos del Idioma, Noveno grado, 2a. parte, p. 35.
* De la expedición de Uhud y del episodio con la tribu (judía) de Al-Nadir, se pueden aprender numerosas lecciones:6. La traición y la infidelidad son rasgos del carácter de los judíos y uno debe prevenirse de ellos.Educación Islámica, Noveno grado, pp. 86-87.
* Cuando el Profeta llegó a Al-Medina se encontró que, entre los habitantes, había tribus judías… En muchos casos, estos judíos, con sus conocidas habilidades y charlatanerías, fomentaban disputas internas.Educación Islámica, Noveno grado, pp. 78-79.
* Cuando los judíos vieron al ejército musulmán acercarse a ellos, huyeron hacia su fortaleza… El Mensajero de Alá rechazó (su petición) y les demandó someterse a él… Saad emitió la sentencia:… Los hombres (judíos) serían matados, su propiedad sería dividida, y las mujeres y los niños se volverían prisioneros. Lecciones que aprender:Uno debe prevenirse de la guerra civil que los judíos intentan incitar y de sus proyectos en contra de los musulmanes.Educación Islámica, Noveno grado, pp. 92-94.
* Escribe en tu libro de ejercicios: ¿Durante qué tiempo fue finalmente limpiada de judíos la Península y quién fue el que recomendó su remoción?Educación Islámica, Noveno grado, pp. 107-109.
* Escribe en tu libro de ejercicios: Un evento que demuestre el fanatismo de los judíos en contra de los musulmanes o los cristianos en Palestina Educación Islámica, Noveno grado, p. 182.
Estudiantes de 15 años
* Al Makhtar… fue uno de los más conocidos luchadores de la Yihad en Libia en contra de los imperialistas italianos…"¿Por qué peleaste una guerra tan cruel en contra del gobierno italiano?- "Porque mi religión así me lo manda…"El Espíritu del Texto:Los Mártires, luchadores de la Yihad, son las personas más veneradas después de los Profetas… Mueren por Alá, sacrificándose por sus principios y por proteger a su patria y el honor de su pueblo. Los vivos recuerdan a sus Mártires y los honran enseñándoles a sus hijos la historia de sus vidas, generación tras generación.Discusión y Análisis:7. ¿Qué te recuerda la lucha del pueblo libio en contra de los invasores?Textos Literarios y de Lectura, Décimo grado, pp. 99-105.
* El Martirio es vida.Textos Literarios y de Lectura, Décimo grado, p. 171.
+ El alumno adquirirá los siguientes valores: - Combatir al imperialismo en todas sus formas.- Ser guiado por las acciones de los luchadores árabes de la Yihad. Guía del maestro, Historia Moderna Arabe y Problemas Contemporáneos, Décimo grado, p. 11.
Estudiantes de 16 años
+ En la vida de la nación (el alumno) debe valorar la importancia de la Yihad y de la muerte en combate…Pide a un grupo de alumnos que prepare ensayos sobre los siguientes temas:e. Desea la muerte (en el Martirio) y recibirás vida. Manual del maestro, Cultura Islámica, Undécimo grado, pp. 149-150.
+ Conceptos:Movilización general armada, Obligación general, Obligación individual.Relaciona estos conceptos con la situación actual de los musulmanes.¿En qué obliga la ley de la Yihad a los musulmanes de hoy?Tipos de Yihad¿Por qué tiene la nación musulmana que ser una nación de Yihad?Manual del maestro, Cultura Islámica, Undécimo grado, pp. 155-156.
+ Lección 2: La importancia de la Yihad en la vida musulmana.Objetivos:2. El alumno debe desarrollar explícitamente la necesidad de la Yihad para proteger a los musulmanes y preservar su religión.3. Debe definir métodos para difundir el islam entre la población.4. Debe subrayar el papel de la Yihad en la obtención de gloria y victoria para la nación y para el honor del Mártir. 5. Debe subrayar la importancia del espíritu de la Yihad para fortalecer a la nación. Manual del maestro, Cultura Islámica, Undécimo grado, p. 157.
+ El alumno debe ser capaz de:6. Describir los esfuerzos de Saladin por liberar a Jerusalem de la conquista de los cruzados.7. Hacer un paralelismo entre la situación de Jerusalem durante la invasión de los cruzados y en la actualidad.Valores y dirección:4. Ser guiados por la Yihad musulmana con el objeto de liberar la tierra musulmana de los ladrones.Manual del maestro, Cultura Islámica, Undécimo grado, p. 168.
+ Lección 7: La YihadLa resistencia musulmana a la invasión sionista.Objetivos:3. Presentar la política musulmana, en cuanto a su rechazo de la conquista sionista de Palestina. 9. Estar convencidos de que la Yihad es el medio para liberar a Palestina de la conquista sionista.10. Honrar a los luchadores de la Yihad y a los Mártires, cuya sangre fue derramada en la tierra de Jerusalem. Valores y dirección:- Aborrecer a los imperialistas y sionistas maliciosos que causaron el robo de Palestina y la explotación de su pueblo. - Respetar el esfuerzo realizado por liberar a Palestina de la conquista sionista.- Adoptar las posiciones utilizadas por los pensadores religiosos y los líderes (militares) respecto a la Yihad como el medio para luchar en contra de la ocupación sionista.Manual del maestro, Educación Islámica, Undécimo grado, p. 168.
+ Valores y dirección:2. Desarrollar el amor del Mártir por Alá.Manual del maestro, Educación Islámica, Undécimo grado, p. 158.
+ Objetivos:8. (El alumno) tratará de desarrollar en sí mismo el espíritu de la Yihad y la indiferencia frente a la muerte.Manual del maestro, Educación Islámica, Undécimo grado, p. 161.
Estudiantes de 17 años
+ Objetivos:11. (El alumno) debe establecer la relación entre la avaricia de los judíos en los países musulmanes y su odio por la fe islámica.Métodos de enseñanza:1) Películas educativas que esclarecen ciertos problemas del mundo islámico y los peligros que lo amenazan como:a) La invasión sionista.b) Las prácticas terroristas del sionismo. Preguntas propuestas: 3. ¿Cuál es la posición de las naciones árabes respecto a la agresión judía en las tierras musulmanas de Palestina? Detalla tu respuesta y relaciónala, lo más posible, con la creencia islámica.Actividades de énfasis:1. Organizar una mesa redonda o conferencia…f. Palestina es un país musulmán y así debe permanecer.2. Los grupos de estudiantes deben preparar reportes sobre los siguientes temas:c. La liberación de Palestina es una responsabilidad común de todos los musulmanes. Valores y dirección:1) La creencia de que Palestina es un país y que el problema sólo se solucionará a través de su liberación.3) La acción para liberar Palestina y unir a todos los musulmanes para confrontar todas las formas de invasión extranjera.Guía del maestro, Cultura Islámica, Duodécimo grado, pp. 169-180.
+ (El alumno) debe retener las siguientes ideas generales:a. El sionismo es un movimiento racista y agresor.b. La superioridad racial es la esencia del sionismo y del fascismo-nazismo(El alumno) debe entender la influencia negativa del sionismo en el progreso y renacimiento árabe.Guía del maestro, Historia Contemporánea de los Arabes y del Mundo, Duodécimo grado, p. 12.
* Desde tiempos remotos, la comunidad cristiana de Europa odió a los judíos. Los judíos, quienes fueron dispersados por los romanos, permanecieron atrincherados en los valores de su primer libro (la Biblia). Pronto, esto fue de la mano con el aislamiento racista predicado en el Talmud, y con un comportamiento destinado a corromper y destruir la sociedad en la que vivían.Existen un número de razones por las cuales los europeos persiguieron a los judíos, en cualquier lugar en el que se encontraban:1. La Biblia está llena de textos que confirman la tendencia de los judíos hacia el extremismo racial y religioso y actúan en un espíritu de odio hacia las otras naciones… los judíos europeos fueron odiados debido a sus creencias, que eran hostiles hacia el cristianismo, y por su aislamiento – no se mezclaban con las comunidades occidentales y continuaban viéndolas con desconfianza. Otra razón del odio en su contra, radica en que tomaron el control de la economía…2. La razón principal por la que las naciones del mundo persiguieron a los judíos es por su sentimiento de superioridad racial, religiosa, cultural y política y, por el hecho de que sus contactos con las naciones estuvieron basados en ese sentimiento.3. Se especializaron en la usura y en actividades de cambio de dinero y eso también influyó en el odio hacia los judíos por parte de las naciones del mundo… Historia Contemporánea de los Arabes y del Mundo, Duodécimo grado, pp. 121-122.
+ Objetivos:5. (El alumno) llegará a la siguiente conclusión: porque el mundo odia a los judíos.6. (El alumno) explicará por qué los europeos persiguieron a los judíos.Guía del maestro, Historia Contemporánea de los Arabes y del Mundo, Duodécimo grado, p. 151.
+ 1. El maestro comenzará por incitar a los alumnos a expresar lo que saben respecto al sionismo.2. El maestro dividirá la clase en dos grupos. Distribuirá documentos, que incluyen los siguientes textos: "Extractos del Talmud…". "Un judío tiene derecho a…" y "Discriminación racial". Después, guiará a los alumnos para que lleguen a las siguientes conclusiones:a. El significado de discriminación racial.b. Los aspectos racistas del movimiento sionista.Guía del maestro, Historia Contemporánea de los Arabes y del Mundo, Duodécimo grado, pp. 152-153.
* Está escrito en el Talmud:"Somos (los judíos) el pueblo de Dios en la tierra… (Dios) ha forzado a los humanos, animales, naciones y a todas las razas, a servirnos, y nos dispersó por todo el mundo para que dominemos y reinemos sobre ellos. Debemos otorgar a nuestras preciadas hijas a los Reyes, Ministros y Príncipes, y presentar a nuestros hijos dentro de varias religiones; así ejerceremos el control absoluto sobre todos los países. Debemos engañarlos (a los no judíos) y fomentar disputas entre ellos, para que luchen uno en contra del otro… Los no judíos son cerdos que fueron creados como humanos para que sirvan a los judíos, y Dios creó el mundo para (los judíos)".Historia Contemporánea de los Arabes y del Mundo, Duodécimo grado, p. 120.
Comentario: la fabricación de citas falsas del Talmud es una técnica muy antigua. La propaganda nazi la utilizó sistemáticamente y grupos neonazis continúan diseminando textos similares en todo el mundo. Un análisis detallado de la "cita" anterior podría tal vez llevar a la identificación de la fuente y descubrir en dónde encontraron los autores de este libro la substancia de su discurso antisemita. De cualquier forma, esta terrible falsificación parece gozar de cierta notoriedad entre la comunidad palestina ya que "la Guía del Maestro" la convierte en una actividad de "enriquecimiento" muy elaborada, como se puede ver en el siguiente apartado.
+ (El maestro) distribuirá a sus alumnos una tabla que contiene numerosas citas del Talmud. Ellos las debatirán, confirmando su naturaleza de odio, y señalarán los hechos que las contradicen.A esto le sigue una tabla de dos columnas titulada "Las creencias talmúdicas de los judíos". La primera columna se refiere a "La expresión (del Talmud)"; la segunda está vacía y los alumnos deben escribir en ella "La evidencia que contradice (a tal expresión)". Las supuestas "expresiones talmúdicas" enlistadas en la primera columna son:- Somos el pueblo de Alá en esta tierra y las bestias humanas están destinadas a servirnos.- Alá creó el mundo para los judíos.- Un judío tiene el derecho de engañar a un no judío.- El espíritu del judío es noble, el del no judío es satánico.- El Señor les otorgó Palestina a los judíos como su Tierra PrometidaGuía del maestro, Historia Contemporánea de los Arabes y del Mundo, Duodécimo grado, p. 153.
+ (El maestro) distribuirá el texto titulado "El peligro judío en Palestina". Este texto será presentado como un problema… (Los estudiantes) deberán sugerir soluciones para superar el problema.Guía del maestro, Historia Contemporánea de los Arabes y del Mundo, Duodécimo grado, p. 155.
David Diaz
Asoc. Cultural Sefardí 'Atasé'
Wendy Shalit

Wendy Shalit was born in Milwaukee, Wisconsin, and received her B.A. in philosophy from Williams College. Her essays have appeared in The Wall Street Journal, Commentary, City Journal, and other publications. Her book, A Return to Modesty, was published by The Free Press in 1999, and last year was reissued in paperback by Touchstone Books in an edition that includes questions for classroom use. (Simon & Schuster: New York, 1999; 291 pages; $13)
Review by Patrick Hurd
The lack of one generation’s ability to keep pace with the next generation became known as the "generation gap" in the 1960’s and lent itself to that ever popular teenage whine, "You just don’t understand!" The increasing pace of the 21st century in America has contributed to faster shifts in cultural trends making it more and more difficult for parents to keep pace with the trends influencing their children.More frequently than parents are willing to admit, the teenage complaint is accurate. The pace at which fads come and go in our society make it very difficult for parents to have a wise response or to even know if they should have a response. While television and radio may be of some help in keeping parents abreast of the latest craze enticing the heart and soul of their children, these mediums of popular culture serve more to exasperate the problem than to inform and do nothing to explain the pressures placed on our young people to conform to the latest trend.
A Return To Modesty is, in part, a young lady’s account of the pressure of conformity she experienced upon entering college and generally upon all young women and their sexual identity. While Miss Shalit was a student at Williams College, she wrote a column for Commentary called "A Ladies Room of One's Own," about the indignity of having to live in a dorm with coed bathrooms. When the piece was later published in Reader's Digest, Miss Shalit says she received hundreds of letters from young women sharing the same embarrassment, but who had been too intimidated to express it. Miss Shalit combined the flood of responses she received and her observations of ladies on campus with ample documentation from outside sources and studies to formulate her highly controversial book.
My recommendation of A Return To Modesty to you is based on three notable characteristics of her book:
1. Miss Shalit, who is from a Jewish background and was not a professing Christian at the time of authoring the book, nevertheless argues her position from a Christian worldview. The Christian community should be quick to acknowledge work done on the foundation of a Christian worldview, especially when done by a non-Christian. To do so glorifies God.
2. For children who have not been socialized in or received sex education from the public school system, A Return To Modesty can be used to fill a gap in their training and education or to re-educate those who have. It can be useful in preparing them (especially the girls) for the "default" and unspoken sexual presuppositions shared by the rest of society.
3. A Return to Modesty has helped me as a parent to become better aware not only on the debate of sexual roles on a national level, but also the recent trends within the teenage and single dating scene, such as "hooking up and "freaking" (picture).
The basic argument of A Return To Modesty is that the feminist movement, in an effort to raise the standard of womanhood, began a process of erasing differences between men and women that has progressed to the point that any and all distinguishing characteristics between the sexes (physically, emotionally, psychologically, and societally) are open for challenge. According to Miss Shalit, while there may have been benefits to women as a whole, the backlash of negative repercussions to women as individuals and to womanhood in general has far outweighed the gains made, namely increasing violence against women and increasing psychological disorders.
"I was born in 1975, and from anorexia to date-rape, from our utter inability to feel safe on the streets to stories about stalking and stalkers, from teenage girls finding themselves miserably pregnant to women in the late 30s and early 40s finding procreation miserably difficult, this culture has not been kind to women. And it has not been kind to women at the very moment that it has directed an immense amount of social and political energy to ‘curing’ their problems." (page 8)
Miss Shalit asserts that the feminists are to blame for using the same ideology to battle against the rise of abuses against women that actually caused the problem. Thus, they continue to throw fuel on the fire. But the feminists are not the only ones guilty of promoting crimes against women. Conservatives are to blame for ignoring the outcries of the feminists about the rising abuse of women, claiming that the feminists are exaggerating and politicizing the problem for their own gain and, therefore, conservatives do nothing but publicly minimize the situation. Her complaint, therefore, is that there really is a problem in our society but that the feminists’ solution is all wrong and the conservative’s ignorance is worse than wrong.
"First, I want to invite conservatives to take the claims of the feminists seriously. That is, all of their claims, from the date-rape figures to anorexia to the shyness of teenage girls, even the number of women who say they feel ‘objectified’ by the male gaze. I want them to stop saying that this or that study was flawed; or that young women are exaggerating; or that it has been proven that at this or that university such-and-such a charge was made up. Because ultimately, it seems to me, it doesn’t really matter if one study is flawed or if one charge is false. When it comes down to it, the same vague yet unmistakable problem is still with us." (page 9)
The main thrust of A Return To Modesty is that the most important distinguishing characteristic differentiating between women and men is modesty, that the feminist have effectively won the battle eradicating modesty as a womanly virtue in America, and that the successful eradication can be directly correlated with the rise of crimes and abuses against women today.
"I propose that the woes besetting the modern young woman – sexual harassment, stalking, rape, even ‘whirlpooling’ (when a group of guys surround a girl who is swimming and then sexually assault her) – are all expressions of a society which has lost its respect for female modesty." (page 10)
To support her thesis, Miss Shalit uses the Christian worldview to establish modesty as "a reflex, arising naturally to help a woman protect her hopes and guide their fulfillment – specifically, this hope for one man." (page 94) In other words, modesty is not a product of societal dogma but, rather, an inherent virtue of both men and women, as natural as breathing, but more forceful in women. Though Miss Shalit doesn’t say it explicitly, one comes to the conclusion that she promotes the belief that modesty is implanted within us by our Creator rather than developed through external pressures or behavioral modification.
Modesty, which may be provisionally defined as an almost instinctive fear prompting to concealment and usually centering around the sexual processes, while common to both sexes is more peculiarly feminine, so that it may almost be regarded as the chief secondary sexual character of women on the psychical side. -- HAVELOCK ELLIS, 1899
While a created order may be subtly implied throughout her book, she adamantly and unapologetically defends her position insisting on the differing nature and roles between men and women. Her first encounter of the notion that there are no differences between the genders was in class at Williams College. When she spoke out in favor of male/female differences she was declared an "essentialist" by her classmates (one who believes there is a difference between men and women) and quickly discounted as someone who had anything to offer to the discussion.
Indeed, much of A Return To Modesty is dedicated to identifying the male/female differences as they relate to the advancement of a woman’s safe and contributory place in society. "Modesty acknowledged this special vulnerability [of the differences between the sexes], and protected it. It made women equal to men as women. Encouraged to act immodestly, a woman exposes her vulnerability and she then becomes, in fact, the weaker sex. A woman can argue that she is exactly the same as a man, she may deny having any special vulnerability, and act accordingly, but I cannot help noticing that she usually ends up exhibiting her feminine nature anyway, only this time in victimhood, not in strength." (page 108)
"Not only do we think there are differences between the sexes, but we think these differences can have a beautiful meaning – a meaning that isn’t some irrelevant fact about us but one that can inform and guide our lives. That’s why we’re swooning over nineteenth-century dramas and clothing. We want our dignity back, our ‘feminine mystique’ back, and, along with it, the notion of male honor." (page 140)
"Today we want to pretend there are no differences between the sexes, and so when they first emerge we give our little boys Ritalin to reduce their drive, and our little girls Prozac to reduce their sensitivity. We try to cure them of what is distinctive instead of cherishing these differences and directing them towards each other in a meaningful way." (page 153)
Her Christian worldview includes observations of the repercussions of the feminist movement on men and manhood also. "Too many egalitarians equate male gentleness or protectiveness with subordination, while too many conservatives equate it with effeminacy. Both sides are wrong. A man should be gentle around a woman. That’s part of what it means to be a man. We need to flip everything around again and associate manhood with knowing how to behave, not misbehave, around women." (page 147) Thus she asserts that one aspect of manhood is acting honorably toward women and that by erasing the male-female distinctions we have raised a generation of boys that has been mis-trained and, thus, short-changed in their manhood.
Closely associated with female modesty and male honor is the idea of human dignity for both genders. Miss Shalit asserts that men are less boorish when expected to recognize and act modestly toward women thus exalting their stature as man rather than mere beast. Likewise, the woman is acknowledged as a real person deserving of human dignity and respect rather than as a piece of property to be exploited at the will of any man who comes along.
"You may think you see me, the modestly dressed woman announces, but you do not see the real me. The real me is only for my beloved to see. Therefore, whatever you may say or think about me doesn’t really matter. The woman who complains about sexual harassment or ‘elevator eyes’ is not a frail, weak woman, nor is she the invention of a few radical feminists. She is, rather, a woman exposed and expressing a very real fear: that the one who is judging her is not the one who loves her, not the one who knows the ‘real’ her. Hence, he is presuming. A respect for modesty would prevent men from leering, from presuming to judge women whom they have not earned the trust of." (page 137)
There are three additional ways in which Miss Shalit articulates the Christian worldview to support her case. First, she argues that the failure of the feminist movement is its inability to anticipate the fallout from its faulty ideology on different levels of society. She identifies some of these effects thus promoting the biblical view of integration in the created order rather than isolation. Her proposed solution supports the same integration ideology as well as promoting the biblical model of blessings for conformity to the created order and curses for rebelling against the created order.
Second, Miss Shalit’s proposed solution shows concern for the particulars (individual women) and the whole (womanhood) whereas she identifies that the feminist movement is concerned solely for the whole with little or no regard for the particulars and their suffering.
Third, Miss Shalit employs a linear view when explaining the course of history that has brought us to where we are today, rather than a circular or evolutionary view that focuses on the swing of the pendulum or reoccurring cycles. Accordingly, she does not propose that today’s sexual atmosphere is a passing fad, one that we only need to learn to deal with until it is gone. Rather, she proposes that the consequence of causes were put into place by prior generations and, thus, the solution is to begin implementing the right causes today for the sake of future generations.
A Return To Modesty is a call for the return to youthful innocence, naivete, romanticism, idealism, and hope. It is a call for human dignity according to the created order. It is a call for men to be manish rather than machine and women to encourage men to treat them with respect and dignity. It is a call for us all to realize our strengths through submitting to our weaknesses.
"First, by not having sex before marriage, you are insisting on your right to take these things seriously, when many around you do not seem to. By reserving a part of you for someone else, you are insisting on your right to keep something sacred; you are welcoming the prospect of someone else making an enduring private claim to you, and you to him. But more significantly, not having sex before marriage is a way of insisting that the most interesting part of your life will take place after marriage, and if it’s more interesting, maybe then it will last. And, if the hope of modesty continues, if it lasts, maybe then you can finally be safe. Instead of living in dread, feeling slightly hunted, afraid someone will call us to account and abandon us, maybe then we can rest. At a time when everyone else seems to be giving up hope, a return to modesty represents a new start. Modesty creates a realm that is secure from an increasingly competitive and violent public one." (page 212)
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To review Miss Shalit's article, Modesty Revisited, click HERE to go to Hillsdale College.
O leitor observante
ESSAY; The Observant Reader
By WENDY SHALIT
Published: January 30, 2005
JONATHAN ROSEN'S novel ''Joy Comes in the Morning'' features a beatific Upper East Side Reform rabbi named Deborah whose days are spent reassuring insecure converts, studying the Talmud and cuddling deformed newborns whose parents have rejected them. This paragon is, we are told, like a ''plant . . . nourishing herself directly from the source.'' But if Deborah is a plant, she's certainly not a clinging vine. When she propositions a man named Lev, it's with a sexy whisper: ''I'm a rabbi, not a nun.''
In contrast, Deborah's Orthodox ex, Reuben, is a Venus' flytrap. Although he wasn't supposed to touch her, he had no qualms about sleeping with Deborah, a slip she's sure was ''only one of the 613 commandments he had violated, but perhaps the one he most easily discounted.'' Curiously, Reuben showed ''more anxiety about the state of her kitchen'' than he did about spending the night -- next morning, he went through the dishes to make sure she had separate sets for milk and meat.
You might think Reuben is just a guy with a problem, but the problem may also be the author's. In the course of the novel, Rosen dismisses modern Orthodox men as ''macho sissies'' and depicts ''pencil-necked'' Orthodox boys ''poring over giant books instead of looking out the window at the natural world.'' Rosen's yeshiva students ''give in to the simplicity of rules rather than the negotiated truce that Deborah seemed to have achieved.'' Even an elderly lady attracts his withering eye: ''Like many Orthodox women of a certain age, she had the look of an aging drag queen.''
Authors who have renounced Orthodox Judaism -- or those who were never really exposed to it to begin with -- have often portrayed deeply observant Jews in an unflattering or ridiculous light. Admittedly, some of this has produced first-rate literature or, at the least, great entertainment, but it has left many people thinking traditional Jews actually live like Tevye in the musical ''Fiddler on the Roof'' or, at the opposite extreme, like the violent, vicious rabbi in Henry Roth's novel ''Call It Sleep.'' Not long ago, I did too.
At 21, I was on the outside looking in, on my first trip to Israel with a friend who was, like me, a Reform Jew. One day, we wandered into a religious neighborhood in Jerusalem, and suddenly there were black hats and side curls everywhere. My friend pointed out a group of men wearing odd fur hats. ''Those,'' he explained, ''are the really mean ones.'' I never questioned our snap judgment of these people until, a few years later, I returned to study at an all-girls seminary and was surprised to discover that my teachers, whom I adored, were men and women from this same community.
The women were a particular revelation. Instead of the oppressed drudges I'd expected, they turned out to be strong and energetic, raising large families and passing on beloved Jewish traditions, quite often in addition to holding down outside jobs. Not all of them had been born into this world: some were newly religious women, former Broadway dancers or scholars with advanced degrees who had now dedicated themselves to performing good deeds. After spending more time in homes like theirs, in Israel and later in America, I came to have a very different view of the haredi, known to outsiders as the ultra-Orthodox.
Some of my Jewish friends have intermarried with people of other faiths; others have gone back to their traditional roots. Because I did the latter, I'm fascinated by the ways different Jewish communities understand and misunderstand one another. As a writer, I'm especially fascinated by how this happens in print. And it seems I'm not the only one. Although some Jewish outsiders, like Allegra Goodman, have written sympathetically of the haredi, other writers have purported to explain the ultra-Orthodox from an insider's perspective. But are these authors really insiders? As I changed from outsider to insider, my perspective changed too.
Consider, for example, Nathan Englander, a talented writer whose collection of stories, ''For the Relief of Unbearable Urges,'' brimmed with revelations of hypocrisy and self-inflicted misery: a fistfight that breaks out in synagogue over who will read from the Torah; a sect whose members fast three days instead of one and drink a dozen glasses of wine at the Passover seders instead of four; a man whose rabbi sends him to a prostitute when his wife won't sleep with him. Of course, the Orthodox don't actually brawl over who reads the Torah, no rabbi is allowed to write a dispensation for a man to see a prostitute, and even extremely pious Jews can't invent their own traditions for fast days or seders. Englander's sketches were fictional, but did most people realize this?
ESSAY; The Observant Reader
By WENDY SHALIT
Published: January 30, 2005
Apparently not. The world at large took him to be a ''former yeshiva boy'' who had renounced his old life. Englander didn't help matters by referring to the ''anti-intellectual'' and ''fire-and-brimstone'' aspects of his ''shtetl mentality substandard education'' -- a strange way of describing the Long Island community where he grew up, which prides itself on its tolerance and dedication to learning, both secular and religious. Englander is about as much a product of the shtetl as John Kerry. He actually attended the coeducational Hebrew Academy of Nassau County and then the State University of New York, Binghamton. It was one of his supposedly substandard teachers who encouraged him to write in the first place.
Englander is one of a number of outsider insiders. In 1978, Tova Reich's novel ''Mara'' depicted an Orthodox rabbi who doubles as a shady nursing-home owner, married to an overweight dietitian so obsessed with food that she gorges herself with five-course meals, even on the fast day of Yom Kippur. The Hasidic hero of her 1988 novel, ''Master of the Return'' (praised by Publishers Weekly for its ''devastating accuracy'') abandons his semi-paralyzed pregnant wife in her wheelchair in order to spit on immodestly clad female strangers; at home, he helps his 2-year-old son get ''high on the One Above'' by giving him marijuana. Reich's 1995 novel, ''The Jewish War,'' told of a band of zealots whose leader takes three wives and encourages his followers to kill themselves. Reich herself prefers not to comment on the level of observance she keeps today, while Englander for his part publicly boasts about eating pork.
Ostensibly about ultra-Orthodox Jews, this kind of ''insider'' fiction actually reveals the authors' estrangement from the traditional Orthodox community, and sometimes from Judaism itself. Unlike Bernard Malamud, Saul Bellow and Philip Roth, assimilated Jews who have written profoundly about the alienation that accompanies that way of life, the outsider insiders write about a community they may never have been part of.
One of the most popular of these is Tova Mirvis. In her first novel, ''The Ladies Auxiliary,'' the Orthodox women of Memphis appear in an unsettlingly harsh light. One of Mirvis's favorite themes is the oddball ba'al teshuvah (literally, ''master of repentance''), a deeply observant Jew who did not grow up as one. Such a type can be seen in ''The Ladies Auxiliary'': Jocelyn, who after years of keeping kosher still regularly indulges in the shrimp salad she hides in her freezer.
In Mirvis's more recent novel, ''The Outside World,'' we meet Shayna, a mother of five girls living in an ultra-Orthodox Brooklyn community. Shayna supposedly chose a more spiritual life as a young adult, yet now she spends most of her time reading bridal magazines. Another character, Bryan, is a 19-year-old who returns home from Israel as a deeply religious radical, renamed Baruch. Yet at his engagement party, he's suddenly starring in a Harlequin romance: out on the porch, Baruch embraces his fiancée and she leans ''in close, their bodies gently pressing against each other.'' It's bad enough that a yeshiva student would embrace a woman not related or married to him, but to do so in public is even worse. Yet Baruch's younger sister isn't surprised: ''They who pretended to be so holy in public were just like everyone else in private. It confirmed what she had suspected: that it was all pretense.''
It certainly seems that way. Shayna's supposedly observant husband, Herschel, ignores his job as a kosher supervisor for the Orthodox Coalition while collecting a salary, without experiencing a moment's guilt. Meanwhile, Shayna has a television in her bedroom, ''its presence an unacceptable connection to the outside world. It had long ago been smuggled into the house in an air-conditioner box to hide it from the neighbors, all of whom had done the same thing.'' All of whom?
There will always be people who fail to live up to their ideals, and it would be pointless to pretend the strictly observant don't have failings. But before there can be hypocrisy, there must be real idealism; in fiction that lacks idealistic characters, even the hypocrite's place can't be properly understood. Like other outsider insiders, Mirvis homes in on hypocrisy, but in the process she undermines the logic of her plot. The novel's jacket copy announces that ''The Outside World'' is meant to explain ''the retreat into traditionalism that has become a worldwide phenomenon among young people,'' but the uninformed reader might wonder why any young person would want to be part of such a contemptible community.
ESSAY; The Observant Reader
By WENDY SHALIT
Published: January 30, 2005
On her Web site, Mirvis says she ''did very little research'' for her books because ''I grew up with all these rules and customs and rituals.'' People who grow up with some traditional customs may imagine themselves experts, but until they've logged real time among the haredi they may know as little as most secular writers. Come to think of it, they may know less, because a secular writer might do more on-the-spot research.
What is the market for this fiction? Does it simply satisfy our desire, as one of Mirvis's reviewers put it, to indulge in ''eavesdropping on a closed world''? Or is there a deeper urge: do some readers want to believe the ultra-Orthodox are crooked and hypocritical, and thus lacking any competing claim to the truth? Perhaps, on the other hand, readers are genuinely interested in traditional Judaism but don't know where to look for more nuanced portraits of this world.
Thankfully for this last group, another sort of fiction has recently appeared, written by some of the newly religious Jews that Mirvis, Englander and others describe but don't quite understand. In real life, thousands of people each year enter the religious fold, and the ones who are writers are bringing with them the literary training of the more secular life they left behind. This makes them ideally suited to act as interpreters between the two worlds.
Consider, for example, Risa Miller, whose ''Welcome to Heavenly Heights'' is a sharply focused fictional portrait of a group of religious American Jews in a settlement on Israel's West Bank. Miller doesn't idealize her characters: they have the same worries and petty jealousies as the rest of us. But she also presents them as people who aspire to transcend their flaws. A ba'al teshuvah since her college days at Goucher, Miller may well have been the first woman to accept the PEN Discovery Award in a sheitel, the wig traditionally worn by observant married women.
Ruchama King is another talented insiders' insider. King is also haredi, though she grew up less observant, and her novel, ''Seven Blessings,'' while ostensibly about matchmaking, is really about the revolution in women's learning among ultra-Orthodox Jews. Like Miller, King doesn't shy away from the problems that affect her world, but she also captures the subtlety and magic of its traditions. In particular, she convincingly describes the sublimated excitement that characterizes ultra-Orthodox dating as tiny gestures take on heightened meaning.
The promising young poet Eve Grubin, who was raised on the Upper West Side of Manhattan and went to Smith College, has recently committed herself to Orthodox Judaism. Her first collection, ''What Happened,'' which explores her faith, will appear this fall.
For now, harshly satirical views of the haredi may still be too common, and novels and stories by sympathetic outsiders like Allegra Goodman too rare. But the emergence of these newly religious novelists is a refreshing development. In their work, age-old customs are being presented in a way that reminds us of the deep satisfactions they can provide, even, or especially, in the face of the uncertainties of modern life. Who knows, they may even succeed in converting some of those outsider insiders.
By WENDY SHALIT
Published: January 30, 2005
JONATHAN ROSEN'S novel ''Joy Comes in the Morning'' features a beatific Upper East Side Reform rabbi named Deborah whose days are spent reassuring insecure converts, studying the Talmud and cuddling deformed newborns whose parents have rejected them. This paragon is, we are told, like a ''plant . . . nourishing herself directly from the source.'' But if Deborah is a plant, she's certainly not a clinging vine. When she propositions a man named Lev, it's with a sexy whisper: ''I'm a rabbi, not a nun.''
In contrast, Deborah's Orthodox ex, Reuben, is a Venus' flytrap. Although he wasn't supposed to touch her, he had no qualms about sleeping with Deborah, a slip she's sure was ''only one of the 613 commandments he had violated, but perhaps the one he most easily discounted.'' Curiously, Reuben showed ''more anxiety about the state of her kitchen'' than he did about spending the night -- next morning, he went through the dishes to make sure she had separate sets for milk and meat.
You might think Reuben is just a guy with a problem, but the problem may also be the author's. In the course of the novel, Rosen dismisses modern Orthodox men as ''macho sissies'' and depicts ''pencil-necked'' Orthodox boys ''poring over giant books instead of looking out the window at the natural world.'' Rosen's yeshiva students ''give in to the simplicity of rules rather than the negotiated truce that Deborah seemed to have achieved.'' Even an elderly lady attracts his withering eye: ''Like many Orthodox women of a certain age, she had the look of an aging drag queen.''
Authors who have renounced Orthodox Judaism -- or those who were never really exposed to it to begin with -- have often portrayed deeply observant Jews in an unflattering or ridiculous light. Admittedly, some of this has produced first-rate literature or, at the least, great entertainment, but it has left many people thinking traditional Jews actually live like Tevye in the musical ''Fiddler on the Roof'' or, at the opposite extreme, like the violent, vicious rabbi in Henry Roth's novel ''Call It Sleep.'' Not long ago, I did too.
At 21, I was on the outside looking in, on my first trip to Israel with a friend who was, like me, a Reform Jew. One day, we wandered into a religious neighborhood in Jerusalem, and suddenly there were black hats and side curls everywhere. My friend pointed out a group of men wearing odd fur hats. ''Those,'' he explained, ''are the really mean ones.'' I never questioned our snap judgment of these people until, a few years later, I returned to study at an all-girls seminary and was surprised to discover that my teachers, whom I adored, were men and women from this same community.
The women were a particular revelation. Instead of the oppressed drudges I'd expected, they turned out to be strong and energetic, raising large families and passing on beloved Jewish traditions, quite often in addition to holding down outside jobs. Not all of them had been born into this world: some were newly religious women, former Broadway dancers or scholars with advanced degrees who had now dedicated themselves to performing good deeds. After spending more time in homes like theirs, in Israel and later in America, I came to have a very different view of the haredi, known to outsiders as the ultra-Orthodox.
Some of my Jewish friends have intermarried with people of other faiths; others have gone back to their traditional roots. Because I did the latter, I'm fascinated by the ways different Jewish communities understand and misunderstand one another. As a writer, I'm especially fascinated by how this happens in print. And it seems I'm not the only one. Although some Jewish outsiders, like Allegra Goodman, have written sympathetically of the haredi, other writers have purported to explain the ultra-Orthodox from an insider's perspective. But are these authors really insiders? As I changed from outsider to insider, my perspective changed too.
Consider, for example, Nathan Englander, a talented writer whose collection of stories, ''For the Relief of Unbearable Urges,'' brimmed with revelations of hypocrisy and self-inflicted misery: a fistfight that breaks out in synagogue over who will read from the Torah; a sect whose members fast three days instead of one and drink a dozen glasses of wine at the Passover seders instead of four; a man whose rabbi sends him to a prostitute when his wife won't sleep with him. Of course, the Orthodox don't actually brawl over who reads the Torah, no rabbi is allowed to write a dispensation for a man to see a prostitute, and even extremely pious Jews can't invent their own traditions for fast days or seders. Englander's sketches were fictional, but did most people realize this?
ESSAY; The Observant Reader
By WENDY SHALIT
Published: January 30, 2005
Apparently not. The world at large took him to be a ''former yeshiva boy'' who had renounced his old life. Englander didn't help matters by referring to the ''anti-intellectual'' and ''fire-and-brimstone'' aspects of his ''shtetl mentality substandard education'' -- a strange way of describing the Long Island community where he grew up, which prides itself on its tolerance and dedication to learning, both secular and religious. Englander is about as much a product of the shtetl as John Kerry. He actually attended the coeducational Hebrew Academy of Nassau County and then the State University of New York, Binghamton. It was one of his supposedly substandard teachers who encouraged him to write in the first place.
Englander is one of a number of outsider insiders. In 1978, Tova Reich's novel ''Mara'' depicted an Orthodox rabbi who doubles as a shady nursing-home owner, married to an overweight dietitian so obsessed with food that she gorges herself with five-course meals, even on the fast day of Yom Kippur. The Hasidic hero of her 1988 novel, ''Master of the Return'' (praised by Publishers Weekly for its ''devastating accuracy'') abandons his semi-paralyzed pregnant wife in her wheelchair in order to spit on immodestly clad female strangers; at home, he helps his 2-year-old son get ''high on the One Above'' by giving him marijuana. Reich's 1995 novel, ''The Jewish War,'' told of a band of zealots whose leader takes three wives and encourages his followers to kill themselves. Reich herself prefers not to comment on the level of observance she keeps today, while Englander for his part publicly boasts about eating pork.
Ostensibly about ultra-Orthodox Jews, this kind of ''insider'' fiction actually reveals the authors' estrangement from the traditional Orthodox community, and sometimes from Judaism itself. Unlike Bernard Malamud, Saul Bellow and Philip Roth, assimilated Jews who have written profoundly about the alienation that accompanies that way of life, the outsider insiders write about a community they may never have been part of.
One of the most popular of these is Tova Mirvis. In her first novel, ''The Ladies Auxiliary,'' the Orthodox women of Memphis appear in an unsettlingly harsh light. One of Mirvis's favorite themes is the oddball ba'al teshuvah (literally, ''master of repentance''), a deeply observant Jew who did not grow up as one. Such a type can be seen in ''The Ladies Auxiliary'': Jocelyn, who after years of keeping kosher still regularly indulges in the shrimp salad she hides in her freezer.
In Mirvis's more recent novel, ''The Outside World,'' we meet Shayna, a mother of five girls living in an ultra-Orthodox Brooklyn community. Shayna supposedly chose a more spiritual life as a young adult, yet now she spends most of her time reading bridal magazines. Another character, Bryan, is a 19-year-old who returns home from Israel as a deeply religious radical, renamed Baruch. Yet at his engagement party, he's suddenly starring in a Harlequin romance: out on the porch, Baruch embraces his fiancée and she leans ''in close, their bodies gently pressing against each other.'' It's bad enough that a yeshiva student would embrace a woman not related or married to him, but to do so in public is even worse. Yet Baruch's younger sister isn't surprised: ''They who pretended to be so holy in public were just like everyone else in private. It confirmed what she had suspected: that it was all pretense.''
It certainly seems that way. Shayna's supposedly observant husband, Herschel, ignores his job as a kosher supervisor for the Orthodox Coalition while collecting a salary, without experiencing a moment's guilt. Meanwhile, Shayna has a television in her bedroom, ''its presence an unacceptable connection to the outside world. It had long ago been smuggled into the house in an air-conditioner box to hide it from the neighbors, all of whom had done the same thing.'' All of whom?
There will always be people who fail to live up to their ideals, and it would be pointless to pretend the strictly observant don't have failings. But before there can be hypocrisy, there must be real idealism; in fiction that lacks idealistic characters, even the hypocrite's place can't be properly understood. Like other outsider insiders, Mirvis homes in on hypocrisy, but in the process she undermines the logic of her plot. The novel's jacket copy announces that ''The Outside World'' is meant to explain ''the retreat into traditionalism that has become a worldwide phenomenon among young people,'' but the uninformed reader might wonder why any young person would want to be part of such a contemptible community.
ESSAY; The Observant Reader
By WENDY SHALIT
Published: January 30, 2005
On her Web site, Mirvis says she ''did very little research'' for her books because ''I grew up with all these rules and customs and rituals.'' People who grow up with some traditional customs may imagine themselves experts, but until they've logged real time among the haredi they may know as little as most secular writers. Come to think of it, they may know less, because a secular writer might do more on-the-spot research.
What is the market for this fiction? Does it simply satisfy our desire, as one of Mirvis's reviewers put it, to indulge in ''eavesdropping on a closed world''? Or is there a deeper urge: do some readers want to believe the ultra-Orthodox are crooked and hypocritical, and thus lacking any competing claim to the truth? Perhaps, on the other hand, readers are genuinely interested in traditional Judaism but don't know where to look for more nuanced portraits of this world.
Thankfully for this last group, another sort of fiction has recently appeared, written by some of the newly religious Jews that Mirvis, Englander and others describe but don't quite understand. In real life, thousands of people each year enter the religious fold, and the ones who are writers are bringing with them the literary training of the more secular life they left behind. This makes them ideally suited to act as interpreters between the two worlds.
Consider, for example, Risa Miller, whose ''Welcome to Heavenly Heights'' is a sharply focused fictional portrait of a group of religious American Jews in a settlement on Israel's West Bank. Miller doesn't idealize her characters: they have the same worries and petty jealousies as the rest of us. But she also presents them as people who aspire to transcend their flaws. A ba'al teshuvah since her college days at Goucher, Miller may well have been the first woman to accept the PEN Discovery Award in a sheitel, the wig traditionally worn by observant married women.
Ruchama King is another talented insiders' insider. King is also haredi, though she grew up less observant, and her novel, ''Seven Blessings,'' while ostensibly about matchmaking, is really about the revolution in women's learning among ultra-Orthodox Jews. Like Miller, King doesn't shy away from the problems that affect her world, but she also captures the subtlety and magic of its traditions. In particular, she convincingly describes the sublimated excitement that characterizes ultra-Orthodox dating as tiny gestures take on heightened meaning.
The promising young poet Eve Grubin, who was raised on the Upper West Side of Manhattan and went to Smith College, has recently committed herself to Orthodox Judaism. Her first collection, ''What Happened,'' which explores her faith, will appear this fall.
For now, harshly satirical views of the haredi may still be too common, and novels and stories by sympathetic outsiders like Allegra Goodman too rare. But the emergence of these newly religious novelists is a refreshing development. In their work, age-old customs are being presented in a way that reminds us of the deep satisfactions they can provide, even, or especially, in the face of the uncertainties of modern life. Who knows, they may even succeed in converting some of those outsider insiders.
Filme Israelita e Crítica

Ushpizin http://www.ushpizin.com/
Filed by Yaakov Menken
Long-time readers will remember that Toby Katz loved loved Ushpizin, which depicts an Israeli couple who adopted Orthodoxy (becoming Breslover Chassidim) and who have a pair of criminals—one of whom is an old friend of the husband—as guests (Ushpizin) for Sukkos.
I first saw the movie at a Shabbaton (Shabbos retreat), and then had the chance to view it a second time before writing up my reflections. It’s a good thing, too—because I watched it again in order to reflect further upon why I found it problematic. While watching a second time, I changed my mind.
No one can question that its depiction of Orthodox Jews is head and shoulders above most anything else published for general distribution. Wendy Shalit, in a column in the NY Times Book Review earlier this year, demonstrated that works allegedly depicting the observant community are all-too-often guilty of presenting a distorted, negative view. Fictional works which market themselves as portraying the world of Orthodox Judaism routinely offer characters with all the depth and sincerity of a cardboard cut-out, depriving the audience of the very thing that supposedly makes the works desireable.
The Orthodox of Ushpizin, on the other hand, are the real deal. And with good reason—not only is the writer and lead actor, Shuli Rand, himself an Israeli who adopted Orthodoxy, but the others portraying Orthodox Jews are observant as well. In fact, as you’ll find in the “making of the film” section on the DVD, they dressed in accordance with their regular dress, whether they were Sephardic, Lithuanian, Chassidic or Yerushalmi. You see the breadth of charedi life, with none of the string payos and glued-on beards which are so often representative of the caricature of observant life portrayed by the actors behind them.
This, however, would not be enough to recommend the film, especially as there are certain stereotypes that might be reinforced. The husband has no job and studies in yeshiva all day, so you might wonder why he doesn’t pray less and try to work more. In at least one case their prayer seems a more than a bit “over-the-top” (as they pray for a miracle), and there is an ugly confrontation between the religious residents and the secular guests because the latter play secular music (not even singing!) too loud.
As a matter of fact, the husband isn’t paid by the yeshiva because he wasn’t there enough. Is it too much to imagine that he was out looking for work? And as for the confrontation scene, if that were realistic I think it would have been hard to film that scene in the very neighborhood in which the confrontation allegedly happens.
But if we are willing to set those aside, the characters are very human and believable, and the depiction of Orthodoxy has much to recommend it. The writer said that he wrote this story to inspire dialogue between the Orthodox and the secular, and I think he succeeded. Here are a few of the positive themes:
1) Several secular viewers commented that they noticed the palpable connection between husband and wife, although they never touch each other. Given what they normally experience from Hollywood (or wherever they do this stuff in Israel), this was something of a surprise. And in addition, the closeness and mutual respect clearly run counter to the stereotypical depictions of Orthodox family relationships.
2) Their faith and trust in G-d—this is where, at first blush, you might wonder how non-Orthodox Jews would react. “Will they think people with such emunah are wacko?” But you see people showing a real, powerful connection with their G-d. They may speak with “Tatti” or “Abba” more than most observant Jews, but I don’t see that as a problem, both because of the problems they were having and because perhaps we should. There’s one scene where you will clearly imagine the Mrs. is talking to her husband… and then you see she is praying. In another, Moshe the host goes on about how wonderful it is to daven (and the character is drunk, so he’s supposedly spilling out what he really feels, unvarnished). It’s very powerful. Even the hardened secular guest who was “Moshe’s” friend from his “old days” eventually realizes Moshe is truly sincere.
3) The value placed upon having guests—many non-observant people are surprised to recognize how important it is to us to have guests. And Moshe’s Rabbi expresses delight at the fact that the guests are not observant. All those stereotypes about the Orthodox who close themselves off, who want no contact, who consider non-Orthodox Jews not to be Jewish—they all get tossed out the window.
4) Finally, the writer does an excellent job of conveying that Baalei Teshuvah, those who have adopted Orthodoxy, remain human beings. They are profoundly influenced by the religious life that they have adopted, but they are still the same people. As the (secular) director himself said, you learn to look behind the beard & payos and see the human being.
It’s for those reasons that I think the movie is very positive. Especially if you keep in mind that most Orthodox people don’t identify with “extreme praying,” that the confrontation in Meah Shearim is also exaggerated—but the attitude towards guests and G-d is not, the non-observant viewer will, for once, get a fairly accurate depiction of what observant life is like.
4 Comments
Dear Rabbi Menken
I hope you saw the film at a retreat In Israel or in a theater. The producers of the film claim that any viewing of the film in the United States outside of the theaters that liscensed to show it violates US and Jewish Law. I am not sure if they are correct but I think it is someting to look into.
Here is a copy of a letter they sent to me as a member of am OU mail list.
An Important Note from the Filmmaker and Distributor of UshpizinThe Creators of the Award winning movie Ushpizin call for your assistance. Please support the filmmakers and enjoy Ushpizin in movie theaters, and avoid illegal screenings. The movie is still in theaters in the USA and any DVDs of Ushpizin are unauthorized. Piracy is against both civil and Jewish law.
Ushpizin is now playing in theaters in select cities throughout the country, and opens in many additional cities on Wednesday, November 23rd. Click here for a list of local dates to find out when Ushipizin will be in a theater near you. For group sales, please call 1-866-311-4040.
You can also enter your zip code here for showtimes and to buy tickets online.
Comment by menachem petrushka — December 12, 2005 @ 11:44 am
What you describe as “extreme praying” is actually one of the central teachings of Breslev Chassidus. I commented to my wife that this scene will not go over well with the American public since they tend to be much more emotionally reserved.
Comment by Netanel Livni — December 12, 2005 @ 1:25 pm
Menachem, their announcement may hint to this, but saying that there’s piracy going on is more than a bit disingenuous.
They are selling the DVD in Israel. As far as I know, it’s not against any law to transport a purchased DVD from Israel to the United States. All the standard rules about private showings still apply—e.g. you can’t charge admission, it has to be for a private group, etc., but those are standard for any use of a legally purchased or rented tape or DVD. University clubs have to deal with this all the time.
UPDATE: OK. I think the distributors hurt themselves by attempting to insinuate that all copies are “pirated.” They should have pointed out that copyright law allows any DVD to be shown in a private home but not in a group setting outside a home. It is true that University clubs have to deal with this all the time… and as a result many of them have stopped showing movies! There were a few recent news stories about people showing Ushpizin for money and that was clearly a mistake, and they paid the distributor, but to my knowledge they didn’t go collect from those who showed it for free.
There’s a Talmudic saying that “you can’t grab too much.” By implying that all the copies are pirated they get those with legal copies to say, oh, ok, ours is legal, we can show it. But that’s apparently not true. A friend sent me the following:
Someone who showed it on a college campus recently was called from NY and told that if they show it again they need to pay the producers. They found out about the showing (outside of NY) from the internet.
Netanel, I thought about the fact that I’m not a Breslover and not very familiar with how they pray; at first I thought it an unrealistic element of the film since it’s so foreign, but considered the possibility that I’m not sufficiently familiar with Breslov. So here’s another example of how the film can teach about the broad tapestry of Jewish observance…
Comment by Yaakov Menken —
As a distributor who often has to deal with same issues that the owners of USHPIZIN, a few comments. It is perfectly legal for someone to bring to the United States a copy of a DVD purchased in Israel however many pirated ( dubbed ) copies where being sold on the internet. It is also a violation of their rights for anyone to sell the film on the web to or from the United States but that is an issue for the distributor to handle directly.
However there seems to be a common misconception that DVDs can be shown if a group is non- profit and not charging admission. As per above ANY time a film is being shown to an audience you must clear this with the rights holder and in the majority of cases there will be a fee. You can not imagine how frustrating is it for a distributor who has spend tens of thousands or perhaps hundreds of thousands ( studios of course in the millions) to find that some orginization is showing their film to an audience. It is a struggle to distribute small Jewish themed and Israeli films in the United States and if we don’t get paid for showings we won’t be able to distribute them at all. Also be very, very careful when purchasing something on the web which is not available from standard places ( Amazon, Netflix etc) this is usually a sign that it IS an illegal copy such as the many copies of the film GLOOMY SUNDAY that have been on the web.
Regards
Jessica RosnerKino International
My best regards to Iochanan Ben-Ami for this conceptual information, André Veríssimo
Friday, April 28, 2006
Yom HaZikaron

Israel's Memorial Day, is a day to remember those who lost their lives fighting for the State of Israel. In recent years, Yom HaZikaron has been expanded to include civilians killed by terror attacks as well. Throughout the world, but especially in Israel, the day is carefully spent in reflection of the human cost of the wars fought for the State of Israel, and in a careful evaluation of the achievements of the modern-day State of Israel over the past year.
Israel is a small country in which almost everyone serves in the army. And if everyone is a soldier, most Israelis have either a relative or friend who was killed fighting for Israel. In such a small country, smaller than the State of New Jersey, people feel the pain of each soldier killed acutely. When 73 young soldiers were killed in the helicopter crash of February 1997, the whole country mourned. Each 18 or 19 year-old face on the cover of the newspaper calls to mind a son, a friend, a son's friend.
How do we remember? In Israel, and in the Diaspora, there are several ways. Learn about one family's sacrifice, and reflect on what the soldiers of Israel have given to all of us.
As night falls, the mood in Israel changes.
Lisboa Fenícia

História de Lisboa
Lisboa é uma das mais antigas cidades da Europa, tendo sido fundada há mais de três milénios. É juntamente com Setúbal, Alcácer do Sal e algumas cidades do Algarve a mais antiga de Portugal e também a segunda mais velha capital da União Europeia, após Atenas, mais antiga por quatro séculos que Roma.A sua história circula à volta da sua posição estratégica na foz do maior rio da Península Ibérica, o Tejo; do seu porto natural ser o melhor para o reabastecimento dos barcos que fazem o comércio entre o Mar do Norte e o Mediterrâneo; além da sua proximidade no extremo Sul e Ocidente da Europa, com os novos continentes da África Subsahariana e da América.Pré-história
Existem vestígios de ocupação humana na área que hoje é Lisboa de há muitos milhares de anos, atraídos pela proximidade do rio Tejo. Os primeiros habitantes humanos da região teriam sido os Neandertais, extintos há cerca de 30.000 anos pela chegada à Península do Homem moderno. Durante o período Neolítico, os povos Iberos da região construíram os megalíticos de função religiosa, tal como os restantes povos da Europa Atlântica: dólmenes, menires e cromeleques terão sido comuns, e alguns ainda sobrevivem hoje na zona.
Alis Ubbo: A fundação fenícia
Diz a lenda popular e romântica que a cidade de Lisboa foi fundada pelo herói mítico Ulisses. Recentemente foram feitas descobertas arqueológicas perto do Castelo de São Jorge e da Sé de Lisboa que comprovam que a cidade terá sido fundada pelos Fenícios cerca de 1200 a.C.. Nessa época os fenícios viajavam até às Ilhas Scilly e à Cornualha, na Grã-Bretanha, para comprar estanho aos nativos. O Mar da Palha ou estuário do Tejo é o melhor porto natural do percurso e o rio uma importante via para as trocas de alimentos e metais com as tribos do interior. Foi fundada uma colónia, chamada Alis Ubbo, que significa "porto seguro" ou "enseada amena" em fenício, provavelmente afilhada à grande cidade de Tiro, hoje no Líbano. Essa colónia estendia-se na colina onde hoje estão o Castelo e a Sé, até ao rio, que chamavam Daghi ou Taghi, significando "boa pescaria" em fenício. Com o desenvolvimento de Cartago, também ela uma colónia fenícia, o controlo de Alis Ubbo passou para essa cidade. Durante séculos, fenícios e cartagineses terão desenvolvido a cidade de simples entreposto comercial para o comércio nos mares do Norte, para importante mercado onde trocavam os seus produtos manufacturados pelos metais, peixe salgado e sal da região e das tribos contactadas pela via fluvial do Tejo. Os cavalos, antepassados dos actuais cavalos lusitanos, já eram então famosos no Mediterrâneo pela sua velocidade, tendo Plínio afirmado que as éguas do Tejo deveriam ser fecundadas pelo vento. Os primeiros Judeus chegaram sem dúvida com os Fenícios, seus vizinhos. O Hebreu é virtualmente idêntico ao Fenício e era raro o barco fenício que não levava mercadores ou sócios da Judeia. Com a chegada dos Celtas, estes misturaram-se com os Iberos locais, dando origem às tribos de língua Celta da região, os Conni e os Cempsi. Os Gregos antigos tiveram provavelmente na foz do Tejo um posto de comércio durante algum tempo, mas os seus conflitos com os Cartagineses por todo o Mediterrâneo levaram sem dúvida ao seu abandono devido ao maior poderio de Cartago na região nessa época.
Olissipo: Lisboa romana
Olissipo aliou-se aos Romanos quando estes, liderados por Decimus Junius Brutus, procuraram conquistar os Lusitanos e outros povos do Noroeste Peninsular. Os habitantes da cidade lutaram ao lado das Legiões contra estas tribos célticas. Em troca foi-lhes reconhecido o título de cidadãos romanos e à cidade ampla autonomia como Município Romano. Foi incluída na província da Lusitânia, encabeçada por Emerita Augusta. A cidade situava-se entre a colina do Castelo e a Baixa, mas as zonas mais ribeirinhas estavam nesse tempo ainda submersas pelo Tejo. Olissipo no tempo romano foi uma importante praça comercial, estabelecendo a ligação entre as províncias do Norte e o Mediterrâneo. Os seus principais produtos eram o garum, um molho de peixe de luxo; o sal e os famosos cavalos lusitanos. A cidade foi um dos principais centros da introdução e desenvolvimento do Cristianismo na Península Ibérica. O primeiro Bispo foi São Gens.
As Invasões e os Germanos
A degeneração do Império, e a feudalização da sociedade romana levaram às primeiras invasões dos povos Germanos, Hunos e outros. Inicialmente aceites como colonos nas terras desertificadas pelas epidemias terríveis que mataram grande parte da população da época (provavelmente de Sarampo e Varíola), transformaram-se depressa em expedições militares com objectivos de saque e conquista.
No inicio do século V os Vândalos (que depois se retiram para o Norte de África) tomam Olissipo, seguidos dos não-germânicos Alanos. Em 419 Olissipo foi saqueada e queimada pelos Godos do Rei tribal Walia, e finalmente em 469 integrada no Reino Suevo cuja capital era Braga. Após a invasão dos Visigodos, estes estabelecem-se em Toledo e após várias guerras durante o século VI, conquistam os Suevos, unificando a Península Ibérica, incluindo a cidade que chamavam Ulishbona. Durante esta época conturbada, Lisboa perde as ligações políticas com Constantinopla, mas não as comerciais. Mercadores Gregos, Sírios, Judeus e outros, vindos do Oriente, formam comunidades que trocam os produtos locais com os do Império Bizantino, Ásia e Índia.
Al-Ushbuna: Lisboa Muçulmana
Após três séculos de saques, pilhagens e perda de dinâmica comercial, Ulishbuna seria pouco mais que uma vila no inicio do século VII. É nesta altura que, aproveitando uma guerra civil do Reino Hispânico Visigótico, que os árabes liderados por Tariq invadem a Península Ibérica com as suas tropas mouriscas, em 711. Olishbuna foi conquistada pelas tropas de Abdelaziz ibn Musa, um dos filhos de Tariq, assim como o resto do Ocidente. Mais uma vez Lisboa, conhecida pelos árabes como al-Ushbuna, torna-se um grande centro administrativo e comercial para as terras junto ao Tejo, recolhendo os seus produtos e trocando-os por produtos do Mediterrâneo Árabe, particularmente Marrocos, Tunísia, Egipto, Síria e Iraque. Segundo as estimativas actuais a cidade teria no seu apogeu, no século X, mais de 100.000 habitantes, e com Constantinopla, Salónica, Córdova e Sevilha, seria uma das maiores cidades da Europa, muitas vezes maior que Paris e Londres, que em plena Idade Média teriam apenas 5-10.000 habitantes. A maioria dos habitantes converte-se à língua árabe e religião muçulmana da minoria invasora que se instala como elite. Uma minoria de cristãos ou Moçárabes, com o seu próprio Bispo, falantes do árabe ou de uma variedade de Latim vulgar semelhante à falada na Galiza e províncias do Norte, é tolerada em troca de impostos adicionais. Esta comunidade moçárabe que seguia ritos e costumes cristãos de antes do estabelecimento do absolutismo Papal é muitas vezes rejeitada e escravizada quando entra em contacto com os católicos. Foram os moçárabes que levaram para Lisboa os restos de São Vicente, que se tornaria o padroeiro da cidade. A comunidade Judaica, já existente desde a fundação da cidade pelos Fenícios, é grandemente reforçada pelos Judeus que aí se estabelecem como mercadores e financeiros, aproveitando a elevação da cidade a núcleo comercial proeminente. Além do sal, peixe e cavalos, negociavam-se as especiarias vindas do Levante, as plantas medicinais, os frutos secos, mel e peles. Al-Ushbuna é renovada e reconstruída de acordo com os padrões do Médio Oriente: uma grande mesquita, um castelo no topo do monte (que de forma modificada se transformou no Castelo de São Jorge), um palácio para o Governador ou (alcáçova), uma almedina ou centro urbano e um alcácer. O bairro de Alfama cresce ao lado do núcleo urbano original. A cidadela de al-Madan, a actual Almada é fundada na margem Sul do rio para proteger a cidade. Os Árabes e Berberes introduzem nos arredores da cidade a sua agricultura irrigada, que é muito mais produtiva que os métodos de sequeiro anteriores. As águas do Tejo e seus afluentes são usadas para irrigar a terra no Verão, produzindo várias colheitas por ano e vegetais como alfaces e frutos como as laranjas. Politicamente, de início, a cidade faz parte do Califado Omíada de Damasco, Síria. Consta das crónicas uma grande rebelião dos Berberes ou "Mouros" frente à elite dos Árabes da Arábia em 740, que precisou de reforços do Califado para ser suprimida. A cidade está depois sujeita ao Califado de Córdova, no qual os sobreviventes Omíadas ganham a independência do novo Califado Egípcio dos Abássidas. Com o inicio da Reconquista, a opulenta al-Ushbuna é um alvo dos raides dos cristãos, que saqueiam a cidade primeiramente em 796 e por outras ocasiões nos anos seguintes, liderados pelo Rei Afonso II das Astúrias, mas a fronteira permanece a norte do Douro. Em 844 várias dezenas de barcos dos Vikings surgem no Mar da Palha, e os Escandinavos estabelecem o cerco mas acabariam por partir face à resistência continuada dos habitantes da cidade liderados por Alah ibn Hazme.
No inicio do Século X surgem em al-Ushbuna várias seitas islâmicas de conversos da população hispânica. Estas seitas são formas de organização política com que os autóctones se revoltam contra os obstáculos postos na sua ascensão social por um sistema hierárquico em que primeiro vinha a pequena elite de descendentes do profeta Maomé, depois os Árabes de sangue puro, a seguir Berberes ou Mouros e só depois os Latinos arabizados e muçulmanos. Vários líderes Latinos surgem, como Ali ibn Ashra e outros, que se declaram Profetas ou descendentes de [Ali] (xiitas) que com aliados em outras cidades iniciam guerras civis com as tropas árabes sunitas. Os moçárabes eram tratados ainda de forma pior, assim como os Judeus, sofrendo por vezes perseguições que, apesar de lamentáveis aos olhos modernos, eram uma pálida imagem do que fariam os católicos contra não só muçulmanos e judeus, mas mesmo contra os próprios cristãos não católicos das terras reconquistadas.
Novo ataque Viking seguir-se-ia sem sucesso em 966. O Rei Ordonho I das Astúrias pilharia a cidade novamente em meados do século IX, assim como Afonso VI de Leão em 1093, que a reteve no seu Reino de Leão por dois anos, após conquistar a cidade de al-Santaryn ou Santarém.Com a fragmentação do Califado de Córdova por volta do ano 1000 com as lutas intestinas, os notáveis de al-Ushbuna oscilam entre a obediência à Taifa de Badajoz ou à de Sevilha, conseguindo manobrar de forma a obter uma autonomia considerável. No entanto em 1111 um novo Califado pan-hispânico é estabelecido pela invasão a partir dos desertos de Marrocos dos Almorávidas liderados por Ali ibn Yusuf, cujas tropas são travadas apenas na região de Tomar por Gualdim Pais. Este dura pouco tempo até que regressam os tempos da divisão das Taifas e da autonomia e prosperidade de al-Ushbuna.
Cruzadas: Portugal conquista Lisboa
Enquanto se fragmentavam as Taifas islâmicas do Sul, no Norte sucedia o Condado Portucalense do Reino de Leão, já em plena Reconquista da Península Ibérica. Apesar de baseado em Guimarães, a força económica que permitia a autonomia do Condado Portucalense estava na cidade do Porto (Portucale ou porto da cidade de Cale, a actual Gaia). É interessante pensar como foi o novo Reino, centrado no dinamismo comercial da jovem cidade de mercadores do Porto, que usufruía de uma posição e importância semelhantes na foz do segundo maior rio da Península Ibérica, o rio Douro, como Lisboa no rio Tejo, que acabaria por conquistar essa venerável cidade. Ainda hoje ambas as cidades muito semelhantes mas muito diferentes se situam à cabeça de Portugal.
Foi a conquista de Lisboa que permitiu ao jovem Duque de Portucale, D. Afonso Henriques declarar-se Rei. Famosa e opulenta, a cidade daria ao Condado o prestígio necessário. A primeira tentativa de Afonso de conquistar al-Ushbuna deu-se em 1137 e fracassou frente às muralhas da cidade. Em 1140 aproveita os cruzados que passavam por Portugal para novo ataque que novamente falha. Só em Junho e Julho de 1147, com a ajuda de uma força mais numerosa de cruzados, cerca de 164 barcos cheios de homens, consegue ser bem sucedido. Enquanto as suas forças portuguesas atacavam pela terra, os cruzados na sua maioria ingleses e normandos, aliciados pelas promessas de pilhagem livre, montaram as suas máquinas de cerco, como catapultas e torres, e atacavam simultaneamente pelo mar e impediam a chegada de reforços vindos do sul. No primeiros encontros os muçulmanos vencem os cristãos matando muitos, e a moral dos cruzados fica afectada, ocorrendo vários conflitos sangrentos entre os vários grupos de cristãos.
Após muitas tentativas, segundo o mito, uma das portas é arrombada e o português Martim Moniz consegue mantê-la aberta aos invasores com o próprio corpo, morrendo esmagado por ela. Mais provavelmente com a ajuda das máquinas de sítio, as muralhas são ultrapassadas, em 23 de Outubro de 1147. Seguiram-se cinco dias de saque, assassínios e violações indiscriminadas de ambos, cruzados e portugueses, contra as populações islâmicas, judaicas e mesmo cristãs da cidade. Segundo o mito o próprio Bispo de al-Ushbuna foi morto pelos invasores interessados em roubar os tesouros da sua igreja. Trinta mil habitantes segundo as crónicas da época, foram escravizados, e muitos terão sido mortos ou fugido. Os restantes muçulmanos são delimitados a um bairro próprio, a Mouraria.
Dom Afonso Henriques toma posse oficialmente da cidade no dia 1 de Novembro, quando numa cerimónia religiosa, manda transformar a grande mesquita de sete cúpulas, a Aljama, em Sé Catedral. O Bispo é Gilbert de Hastings, um cruzado inglês, e a muitos dos cruzados mais proeminentes são doadas terras da região e títulos. Santo António nasce em 1195 na cidade com o nome de Fernando de Bulhões. O Rei daria o Foral em 1179, e tentaria recuperar as ligações comerciais da cidade inaugurando uma grande nova feira ou mercado. O resultado destes esforços é que os mercadores Portugueses Cristãos ou Judeus não só retomam algumas ligações comerciais da antiga al-Ushbuna, como na Andaluzia (Sevilha e Cádiz), e no Mediterrâneo, até Constantinopla, como abrem-se novas vias para os portos da Europa do Norte, que os muçulmanos raramente visitavam devido às diferenças ideológicas. De facto a primeira vocação da Lisboa Medieval Cristã é, mais uma vez, a mediação do comércio entre o Mar do Norte e o Mediterrâneo, mas graças aos avanços na navegação oceânica os volumes são cada vez maiores. Casas de mercadores Portugueses abrem em Sevilha, Southampton, Bruges e nas cidades da Hansa, e os Judeus Portugueses continuam a comercializar com os seus primos no Norte de África. Trocam-se as especiarias, sedas e mezinhas mediterrâneas; ouro, marfim, arroz, alúmen, amêndoas e açúcar comprados aos Árabes e Mouros; juntamente com o azeite, sal, vinho, cortiça, mel e cera portuguesas com os têxteis de lã ou linho finos, estanho, ferro, corantes, âmbar, armas, peles e produtos artesanais do Norte. São fundados estaleiros para a construção de mais barcos comerciais e militares, cuja Armada é essencial na protecção do comércio contra os piratas sarracenos. Para responder ao crescente pedido pelas populações cada vez maiores da Europa no Século XII e Século XIII, são estimuladas as inovações na construção dos barcos, que da barca forte mas tosca passam, numa síntese de saber cristão, viking e árabe, para a caravela (primeira referência em 1226), o primeiro verdadeiro navio atlântico. Às profissões ligadas à navegação, como carpinteiros e marinheiros, são dados privilégios e protecção, incluindo a criação em Lisboa de um Juiz próprio, o Alcaide do Mar (1242).
Um efeito indirecto de todo este dinamismo de Lisboa é a ruína dos comerciantes germânicos, que faziam o mesmo comércio por ter uma rota mais dispendiosa mas a única possível quando os navios muçulmanos e os seus piratas controlavam o sul de Espanha e o estreito de Gibraltar entre os Países Baixos e a Hansa e a Itália e os seus portos. O Sacro Império Romano-Germânico perde influência sobre os seus reinos, ducados e cidades-estado constituintes, e os mercadores alemães, até aí senhores do comércio Europeu, são forçados a procurar novos mercados a oriente. No seguimento desta prosperidade, e com o aumento de segurança em Lisboa com a conquista definitiva dos Algarves no século XIII, em 1256, Afonso III de Portugal constata o óbvio e escolhe a maior e mais vigorosa cidade do seu Reino para Capital, movendo para aí a Corte, os Arquivos e a Tesouraria (que estavam em Coimbra). Dom Dinis, o primeiro Rei a presidir todo o seu reinado em Lisboa, cria aí a Universidade em 1290, que transfere para Coimbra em 1308, apenas devido aos conflitos crescentes dos estudantes com os lisboetas. É nesta altura que a zona onde hoje está o Terreiro do Paço é reclamada ao mar, através de drenagens do terreno já lamacento (era rio livre até ao tempo da conquista, mas sedimentou devido aos depósitos do rio). Novas ruas são desenhadas, como a Rua Nova, e o Rossio torna-se pela primeira vez centro da cidade, roubando essa distinção à colina do Castelo. Outras construções de Dom Dinis foram uma muralha frente ao novo Cais da Ribeira contra os piratas, e renovações do Palácio Árabe (a Alcáçova, destruída no Terramoto de 1755) e da Sé.
Além das colónias de Portugueses nas cidades do Norte da Europa, colónias de mercadores do resto da Europa estabelecem-se em Lisboa, uma das mais importantes cidades do comércio internacional. Sem contar com os Judeus (que já existiam como Portugueses), os Genoveses são os mais numerosos, acompanhados de Venezianos e outros Italianos, além de Holandeses e Ingleses. Estes mercadores trazem para Portugal novas técnicas cartográficas e de navegação, além de técnicas bancárias, financeiras e outras conhecidas como o sistema do Mercantilismo, além de conhecimentos das origens Asiáticas dos produtos de luxo como as sedas e especiarias, que trazem do Oriente Bizantino e Islâmico.
Politicamente as tensões com Castela são contrabalançadas com uma Aliança assinada em 1308, que perdurou ininterruptamente até hoje, com o principal parceiro comercial de Lisboa (e também do Porto), a Inglaterra. A aliança forma um dos dois lados da Guerra dos Cem Anos, no outro lado estão, além de Castela, a França. No tempo de Fernando de Portugal inicia-se uma guerra com Castela, e os barcos lisboetas com canhões são recrutados assim como os Genoveses num ataque mal-sucedido a Sevilha. Em resposta os castelhanos põem cerco a Lisboa, tomando-a em 1373, mas são pagos para se retirarem. É no seguimento deste desastre que são construídas as Grandes Muralhas Fernandinas de Lisboa. Socialmente em baixo viviam todo o tipo de jornaleiros e mercadores de rua, além dos pescadores e dos agricultores das hortas de vegetais. São desta época as várias Ruas dos ofícios, nas quais se organizavam as corporações dos mesteirais, dirigidos pelos Mestres: Rua do Ouro (ourives); Rua da Prata (joalheiros de pratas); Rua dos Fanqueiros; Rua dos Sapateiros; Rua dos Retroseiros e Rua dos Correeiros. Estas corporações educavam os aprendizes e tinham sistemas de protecção social e controlo dos preços que beneficiavam os seus membros. A aristocracia, atraída pela corte, estabelecia-se construindo grandes palácios, e desempenhava funções burocráticas. Mas a mais importante classe social de Lisboa, mesmo após o ganho de funções políticas enquanto capital, era a dos mercadores, a burguesia que era a força deste núcleo comercial que era dos mais importantes da Europa. São os magnatas do comércio que controlam a cidade e o seu Concelho oligárquico. É devido às necessidades destes que se organizam na cidade os profissionais: banqueiros para coordenar os riscos; homens das Leis para proteger e manipular os seus direitos legais; especialistas e cientistas para construir os seus barcos e instrumentos de navegação. Com a sua influência, conseguem extrair da Monarquia medidas mercantilistas que os favorecem, e são o grande impulso à exploração de novos mercados. A Companhia das Naus é fundada, uma verdadeira companhia de Seguros, que exige pagamento de cotas obrigatórias de todos os armadores em troca da partilha de perdas após naufrágios, organizando os mais de quinhentos grandes navios dos magnatas da cidade. Com os crescentes lucros, os mercadores mais ricos adquirem títulos de nobreza, enquanto os fidalgos mais pobres se dedicam ao comércio.
Entre as minorias, contavam-se as dos Judeus e dos Muçulmanos (não só mouros mas também árabes e latinos islamizados de língua árabe). Havia uma grande Judiaria que ocupava as freguesias de Santa Maria Madalena, São Julião e São Nicolau, na Rua Nova e dos Mercadores (onde ficava a Grande Sinagoga). Os Judeus (talvez 10% da população, ou mesmo mais) são grandes comerciantes, com ligações aos seus correligionários por toda a Europa, Norte de África e Médio Oriente, e os que não praticam o comércio constituem grande parte dos letrados, como médicos, advogados, cartógrafos e especialistas nas ciências ou artes. A sua actividade é fundamental para a vitalidade da economia da cidade. Entres Judeus Sefarditas de Lisboa contam-se grandes nomes como os Abravanel. No entanto são forçados a viver separadamente, proibidos de sair à noite, obrigados a usar distintivos nas vestes e pagam impostos extra, além de serem sempre as primeiras vítimas em situações de revolta popular.A Mouraria era o gueto correspondente para os muçulmanos, contendo a Grande Mesquita, situada na Rua do Capelão. Contudo não eram prósperos e educados como os Judeus, já que as elites muçulmanas tinham fugido para o Norte de África, enquanto os Judeus letrados falantes de Português não tinham outra Pátria. A maioria eram trabalhadores de baixo nível de qualificações com salários baixos, e muitos eram escravos de cristãos. Também eles tinham de usar símbolos nas vestes e pagar impostos extra, e sofriam as violências das multidões. O termo saloio provém do imposto especial que os muçulmanos pagavam e que cultivavam as hortas nos limites da cidade, o salaio; assim como o termo alfacinha vem do cultivo desses vegetais pelos árabes, então pouco consumidos no Norte. No entanto a prosperidade da cidade viria a ser interrompida. Em 1290 ocorre o primeiro grande terramoto histórico, morrendo milhares de pessoas e desmoronando-se muitos edifícios. Novos terramotos registam-se em 1318, 1321, 1334, 1337 e um grande em 1344 que destrói parte da Sé e da Alcáçova, em 1346, 1356 (destrói outra porção da Sé), 1366, 1395 e 1404 possivelmente todos resultantes de reajustamentos na mesma falha. A fome surge em 1333 e em 1348 surge pela primeira vez a Peste Negra, que terá morto metade da população, com novos surtos de menor mortandade em cada década, à medida que nasciam mais pessoas susceptíveis. Estas catástrofes destruíram em Lisboa, como na restante Europa, a Civilização vibrante da Baixa Idade Média, com as suas catedrais e o seu espírito de Cristandade universal, mas prepararam o caminho para o surgimento da nova Civilização dos Descobrimentos e do novo espírito científico.
Revolução: Lisboa conquista Portugal
O novo capitulo da história de Lisboa nasce com a grande revolução da Crise de 1383-85. Após a morte de Fernando de Portugal, o Reino passaria para o Rei de Castela. Os grandes aristocratas e clérigos do Norte, possuidores de grandes propriedades no Sul que adquiriram após a Reconquista, tem interesses e cultura semelhantes às dos Castelhanos com ênfase nas distinções sociais baseadas na possessão da terra, no espírito de cruzada contra os Mouros no Norte de África, e nos benefícios da união de toda a Hispânia. Contudo não são esses os interesses dos mercadores de Lisboa (muitos dos quais pequenos fidalgos). Para Lisboa, a união com Castela significaria uma diluição das ligações comerciais com a Inglaterra e o Norte, e também com o Médio Oriente; além de um desvio de atenções dos privilégios aos mercadores e da construção de barcos comerciais e de guerra, para os exércitos terrestres e os privilégios aos Nobres. É por isso que os mercadores e pequenos fidalgos mercantes apoiam antes o Mestre de Avis, Dom João. A guerra de 1383 é no fundo uma guerra entre a Aristocracia conservadora católica e medieval, muito semelhante e ligada às suas congéneres Galega e Castelhana, do antigo Condado Portucalense centrado no Minho; e os mercadores ricos e pluralistas de Lisboa. Os Nobres do Norte tinham fundado e conquistado o País e para eles o domínio crescente de Lisboa ameaçava a sua supremacia enquanto a aliança com os Nobres Castelhanos a restabelecia. Para os Lisboa, uma cidade do comércio, as práticas feudais e as guerras terrestres dos Castelhanos eram um risco para os seus negócios. São os burgueses que ganham a luta, com as suas ligações inglesas e capitais avultados: o Mestre de Avis é aclamado João I de Portugal, vencendo o cerco de Lisboa de 1384, e a Batalha de Aljubarrota sob liderança de Nun'Álvares Pereira em 1385 contras as forças de Castela e dos fidalgos do Norte. A nova aristocracia portuguesa é formada a partir dos mercadores Lisboetas, e é só a partir desta data que o centro de Portugal passa realmente do Norte para Lisboa, tornando Portugal numa espécie de cidade-estado, em que quase apenas os seus interesses determinam o rumo e a independência do País.
Os novos nobres burgueses constroem os seus palácios ou paços no bairro de Santos; outros edifícios são os da Universidade em Alfama, que regressa a Lisboa; a Igreja do Carmo; a Alfândega; e alguns dos primeiros edifícios de habitação em toda a Europa com vários andares, até cinco. A cidade é composta de ruas estreitas e tortuosas, a maioria de terra batida, em que as casas alternam com as hortas e os pomares. A cidade continua a crescer, e o largo abandono das técnicas de regadio muito produtivas dos muçulmanos significam que é necessário importar trigo da Castela, França, terras do rio Reno e até de Marrocos. Lisboa é uma cidade que cresce demasiado para o País, e este torna-se num território circundante semelhante aos de outras cidades comerciais. Lisboa, juntamente com Antuérpia no Atlântico servem a mesma função de organização do comércio que Veneza, Génova, Barcelona ou Ragusa no Mediterrâneo; ou Hamburgo, Lubeck e outras no Báltico. A politica externa segue os interesses de Lisboa: são assinados acordos comerciais e de cooperação com as cidades-estado comerciais de Veneza (acordo de 1392), Génova (1398), Pisa e Florença, cujos mercadores já habitavam na cidade, e muitos dos quais são naturalizados e se tornam Nobres Portugueses. Ceuta é conquistada em 1415 para permitir aos mercadores Lisboetas um melhor controlo local (e luta contra os piratas sarracenos) do comércio Mediterrânico que passava para o Norte através das Colunas de Hércules assim como a exportação do trigo marroquino a melhores preços. Além disso nesse tempo Ceuta recebia as caravanas do ouro e do marfim, comércio que os Lisboetas queriam dominar, e temia-se a tomada da cidade pelos Castelhanos da rival Sevilha ou dos Aragoneses de Barcelona. A Aliança com a Inglaterra, um dos seus maiores clientes, é prosseguida.
Lisboa a Senhora dos Mares
Esta colaboração estreita com os Italianos, que dominavam a navegação no Mediterrâneo desde o tempo do Império Romano, trouxe frutos à cidade de Lisboa. Várias expedições se empreenderam com tripulações Italianas e Portuguesas, nas quais foram descobertos os arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias. Alguns afirmam que terão mesmo chegado ao Brasil. Estas ilhas permitem o estabelecimento de novas cidades-portos, úteis para a exploração de novos mercados. A prosperidade de Lisboa fica ameaçada quando o Império Otomano invade e conquista os territórios Árabes do Norte de África, Egipto e Médio Oriente no século XV. Os Turcos são inicialmente hostis aos interesses de Lisboa e das suas aliadas Veneza e Génova, e o comércio das especiarias, ouro, marfim e outros bens sofre fortemente. Os mercadores de Lisboa, muitos descendentes de Muçulmanos ou Judeus com ligações ao Norte de África, reagem procurando negociar directamente com as fontes dessas mercadorias, sem usar os mediadores Muçulmanos. As ligações dos Judeus Portugueses aos Judeus Magrebinos, e a conquista de Ceuta, permitem aos mercadores de Lisboa espiar os mercadores Árabes, descobrindo que o ouro, os escravos e o marfim vêem para Marrocos em caravanas pelo deserto do Saara, a partir das terras do Sudão (que nesse tempo incluía todas as pradarias a sul do Deserto, o actual Sahel); e que as especiarias como a Pimenta são levadas para os portos do Mar Vermelho no Egipto a partir da Índia. A nova estratégia dos mercadores Portugueses, Cristãos e Judeus, e Luso-Italianos é navegar directamente à fonte dos materiais.
O grande impulsionador deste objectivo é o Infante Dom Henrique, que se baseia na cidade de Tomar. Sede da Ordem de Cristo (antigos Templários), e de uma grande comunidade de mercadores Judeus, a cidade está também muito ligada a Lisboa pelo comércio dos cereais e frutos secos (uma das principais exportações de Lisboa). Os capitais e conhecimentos do Oriente dos Templários e Judeus foram sem dúvida fundamentais para se conseguirem os propósitos dos mercadores Lisboetas. O Infante Dom Henrique é o impulsionador de um projecto que não foi ele que imaginou, mas sim os mercadores de Lisboa. Estes que sustentavam através dos impostos e taxas alfandegárias a Monarquia, tornando-a praticamente independente dos recursos dos Nobres territoriais, convertem-na aos seus propósitos mercantilistas. O Infante Dom Henrique é o organizador de um certo dirigismo de Estado: os grandes riscos e capitais necessários à abertura das novas rotas precisam da cooperação de todos os mercadores através do Estado (como hoje muitos projectos de grande capital são empreendidos internacionalmente). O Infante Dom Henrique organiza e dirige os esforços dos navios portugueses de atingir as fontes do ouro, marfim e escravos, que estes por si mesmos já empreendiam de forma ineficiente. Com os capitais da Ordem de Cristo, são fundadas escolas de marinheiros e concentrados recursos e conhecimentos, dos mercadores Lisboetas Judeus, Luso-Genoveses ou Luso-Venezianos, para atingir o objectivo. Várias expedições são lançadas sob a forma de contratos com alguns dos mais influentes burgueses de Lisboa, até que o Golfo da Guiné é finalmente atingido por volta de 1460.
Nesta época há nova tentativa dos Nobres Feudais nortenhos que permaneceram, de retomar o controlo do Reino, assustados com a crescente prosperidade dos mercadores lisboetas contra as suas perdas de rendimento. O propósito é a facilidade da conquista de Ceuta, que abre perspectivas de mais conquistas relativamente fáceis no Norte de África. Esta empresa seria favorável aos nobres, que ganhariam saque e mais terras e arrendatários em Marrocos, mas é contrária aos interesses dos Mercadores-Fidalgos e Judeus de Lisboa, que seriam os pagadores dos impostos extra necessários às expedições e que procuram antes investir as forças e recursos do Reino na descoberta dos novos mercados Africanos e Asiáticos e não em aumentar ainda mais o poder da hostil e pró-castelhana Nobreza Portucalense. Todas as lutas que Dom João II de Portugal manteve, com a ajuda dos mercadores Lisboetas, contra esses Nobres exprimem esta realidade subjacente de luta entre Lisboa e o Norte, o antigo Portucale berço da nação, pela definição do rumo do País. Após várias conspirações e incidentes, nas quais, novamente, os Nobres Nortenhos pedem auxílio aos seus congéneres Castelhanos, vencem mais uma vez Lisboa e os seus mercadores, e os cabecilhas são executados, entre os quais os Duques de Bragança e Viseu, mortos em 1483 e 1484. Todos os projectos de expansão terrestre em África são abandonados em troca do comércio nas novas terras descobertas mais a Sul. Depois da morte do Infante Dom Henrique, quando o caminho já estava aberto, inicia-se a iniciativa privada. O mercador Lisboeta Fernão Gomes é o primeiro, sendo-lhe reconhecido monopólio sobre o comércio africano em 1469, em troca de descoberta de 500 quilómetros de costa para Sul a cada ano e 200.000 reais. As ilhas da Madeira e dos Açores receberam população, e programas de cultivo de produtos comerciais para Lisboa são implantados prioritariamente: a cana de açúcar e o vinho. Na recém-descoberta Guiné, produtos baratos como potes de metal e tecidos são trocados por ouro, marfim e escravos a partir de feitorias controladas pelos Lisboetas: os nativos deslocam a sua actividade económica para trocar com os Europeus, mas não são conquistados, já que seria dispendioso. Fazem-se casamentos dos habitantes das feitorias com as filhas dos chefes locais, facilitando as trocas: o objectivo é o lucro e não a colonização. O resultado é um novo impulso para o comércio de Lisboa. Na capital aparecem o açúcar de cana e o vinho da Madeira, o trigo de Ceuta, o almíscar, o indigo e outros corantes de roupa, algodão do Norte de África e significativas quantidades do ouro da Guiné e do Reino do Gana, em grande falta na Europa no fim do século XV. Além disso são traficados de forma brutal escravos Berberes das Canárias e depois Africanos. Os primeiros escravos são distribuídos pelo território Português, e aparecem os primeiros Africanos de pele escura mesmo nas terras do interior, comprados pelos senhores das propriedades. Um produto inovador foram as malaguetas. Estes frutos picantes seriam cultivados na Índia (para onde foram levadas pelos mercadores Lisboetas) mas são originárias da Guiné. Rapidamente este bem de monopólio Lisboeta ganhou favor na culinária Mediterrânica.Contudo os melhores mercados e produtos viriam de outra descoberta, a Índia e o Oriente. A guerra entre o Império Otomano e Veneza aumenta muito os preços da pimenta e outras especiarias e da seda trazidas pelos venezianos para a Itália, para Lisboa e daí para o resto da Europa a partir do Egipto que recebia barcos árabes vindos da Índia no Mar Vermelho. Para contornar o "problema turco" é organizada a viagem de Vasco da Gama, mais uma vez por iniciativa dos mercadores Lisboetas mas com capital régio, que chega à Índia em 1498. Daí os mercadores atingem a China onde fundam a colónia comercial de Macau, as ilhas da Indonésia, e o Japão antes do fim do século XVI. No caminho estabelecem contratos comerciais em portos de escala com os chefes e Reis em Angola e Moçambique. Um grande Império colonial é consolidado por Afonso de Albuquerque, cuja armada segura o Oceano Índico e portos em localizações convenientes, para os mercadores vindos de Lisboa contra a competição dos turcos e árabes. Não são tomados territórios mas apenas portos e fortes de trocas com os nativos. Do outro lado do Mundo, Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil em 1500.
O resultado para Lisboa são os novos produtos que trafica com a restante Europa em regime exclusivo durante muitos anos: além dos produtos africanos chega a pimenta, canela, gengibre, noz moscada, plantas medicinais, tecidos de algodão e os diamantes pela Carreira das Naus da Índia; as especiarias da Molucas, as porcelanas Ming e a Seda da China, os escravos de Moçambique, o pau-brasil e o açúcar brasileiros. Além disso continua o comércio do peixe (bacalhau salgado pescado na Terra Nova), os frutos secos e o vinho. As outras cidades portuguesas, como o Porto e Lagos, contribuem para o comércio externo apenas de forma marginal, praticamente limitando-se a exportar e importar de Lisboa. Os Lisboetas controlam ainda muito do comércio de Antuérpia, da qual importam tecidos finos para o resto da Europa. Os mercadores Alemães e Italianos, vendo as suas rotas, terrestres no caso dos primeiros, Mediterrâneas para os segundos, largamente abandonadas, fundam grandes casas comerciais em Lisboa reexportando os produtos de todo o mundo para o Leste da Europa e para o Médio Oriente. Lisboa é o mercado para os gostos de luxo das elites de toda a Europa: Veneza e Génova arruínam-se e a Inglaterra e Holanda vêem-se obrigadas a imitar os Portugueses para travar as perdas de divisas. Os Lisboetas controlam durante várias décadas todo o comércio desde o Japão até Ceuta. A cidade ganha fama que chega a mito, e no século XVI é sem dúvida a mais rica cidade de todo o Mundo. Para ela migram comerciantes de toda a Europa, que se misturam com as já substanciais minorias Judaicas e Muçulmanas, além dos grandes números de escravos Africanos (seriam entre um décimo e um quinto da população) e até alguns Indianos, Chineses e mesmo Japoneses e Índios brasileiros. No tempo do Rei D. Manuel I de Portugal, nas ruas de Lisboa as festas são feitas com desfiles de leões, elefantes, rinocerontes, camelos e outros animais não vistos na Europa desde o tempo do Circo Romano. Um rinoceronte e um elefante chegam inclusivamente a ser oferecidos ao Papa. Na Europa o mito de Lisboa e das suas descobertas é tão grande que quando Thomas More inventa a sua ilha da Utopia, tenta dar-lhe credibilidade dizendo que foram os Portugueses a descobri-la.
Para organizar todo o comércio privado e recolher os impostos, são criadas na capital do século XVI as grandes Casas Portuguesas de comércio: a Casa da Mina, a Casa de Arguim, a Casa dos Escravos, a Casa da Flandres (Países Baixos) e a célebre Casa da Índia. Os grandes lucros são usados na construção de outros edifícios: são deste século o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém no novo estilo Manuelino (que evoca o comércio de além-mar), o Forte de São Julião da Barra numa ilha do Tejo, o Terreiro do Paço, o novo e imponente Palácio Real (destruído em 1755) e o Arsenal militar todos construídos junto ao Mar da Palha; e ainda o Hospital Real de Todos-os-Santos, e inúmeros palácios e solares privados. O impulso à pavimentação das ruas com formas geométricas e desenhos formados por cubos de calcário branco e basalto preto (a calçada portuguesa) foi um luxo iniciado na época, que outras cidades da Europa não podiam pagar. A cidade expandia-se atingindo quase 200.000 habitantes, sendo construído o Bairro Alto, inicialmente conhecido por Vila Nova dos Andrades em honra dos ricos burgueses galegos que aí se estabeleceram, e que rapidamente se torna o bairro mais rico da cidade. É inaugurada em 1552 a Feira da Ladra, que ainda funciona hoje no mesmo local.
Culturalmente vive no século XVI em Lisboa a geração de ouro das Ciências e Letras portuguesas: entre os cientistas o humanista Damião de Góis (amigo de Erasmo e Lutero), o matemático Pedro Nunes, o médico e botânico Garcia da Orta e Duarte Pacheco Pereira; entre os escritores Luís de Camões, Bernardim Ribeiro, Gil Vicente e outros. Isaac Abravanel, um dos maiores Filósofos Hebreus, é nomeado Tesoureiro do Rei. Socialmente todas as classes beneficiam. Os fidalgos urbanos da administração Real e os Burgueses são os mais beneficiados, mas mesmo o povo vive com luxos inatingíveis para os Ingleses, Franceses ou Alemães seus contemporâneos. Os trabalhos pesados necessários são feitos pelos escravos Africanos e pelos Galegos. Os primeiros são vendidos na Praça do Pelourinho, sendo separadas as famílias, e trabalham todo o dia sem salário, sujeitos a tratamento brutal. Aos segundos certamente compensava a viagem face às condições miseráveis da Espanha rural, e a língua praticamente idêntica facilitava a integração.
Os Judeus incluem como sempre alguns pobres e outros que se contam entre os mais educados e ricos comerciantes, financeiros e letrados da cidade. Em 1496 os espanhóis expulsam os Judeus do seu território, animados pelo espírito fundamentalista de uma Monarquia exclusivamente cristã. Muitos vêm para Lisboa, tendo provavelmente a sua população duplicado (seriam depois da expulsão um quinto dos Lisboetas, ou mesmo mais). Em troca de um casamento real, os Reis Católicos de Castela e Aragão pedem a D. Manuel I de Portugal que faça o mesmo. Reconhecendo à importância central dos Judeus na prosperidade da cidade, Dom Manuel decreta antes que todos os Judeus são Cristãos e não os deixa sair do País. Durante muitos anos estes cristãos-novos praticam o Judaísmo em segredo ou abertamente e apesar de motins e violências contra eles (como muitas crianças que são arrancadas dos pais e dadas a famílias cristãs que as tratam como escravos) são tolerados até à implantação da Inquisição em Portugal, muitos anos depois. O resultado é a ascensão social dos cristãos-novos. Temporariamente sem as limitações dos Judeus, progridem até aos mais elevados cargos da corte. Novamente são as antigas elites descendentes da antiga aristocracia das Astúrias e da Galiza (os Nobres de Portucale) que criam problemas à ascensão social dos Judeus, frequentemente melhor educados e mais hábeis que eles. O mal-dizer dos Cristãos-Velhos culmina em massacres dos Cristãos-Novos em 1506 incitados pelos Priores menores das Igrejas. Vários milhares terão sido assassinados, só terminando com a derrota pelas tropas do Rei das milícias populares. Como resultado dos conflitos, o Rei é persuadido pelos Nobres territoriais a introduzir a Inquisição (em 1531) e as limitações legais a todos os descendentes de cristãos-novos (semelhantes às antigas contra os Judeus), que os impedem de ameaçar os cargos superiores do Estado à Aristocracia dos cristãos-velhos. O primeiro auto-de-fé (morte de heréticos na fogueira) é realizado no Terreiro do Paço em 1540. Além da Inquisição surgem outros problemas. Em 1569 há a grande Peste de Lisboa, em que terá morrido um terço da população.
A inquisição mata na fogueira muitos Cristãos-novos, mas expropria a propriedade e as riquezas de muitos outros. Muitos mercadores cristão-velhos são expropriados também após uma denúncia anónima falsa, que os inquisidores aceitam como válida já que as riquezas dos condenados para eles revertem. Por outro lado poucos mercadores não teriam ascendência cristã-nova, devido aos casamentos comuns entre filhos de burgueses que eram sócios em empresas importantes. A Inquisição torna-se assim um instrumento de controlo social na posse dos antigos cristãos-velhos contra quase todos os mercadores Lisboetas, restituindo-lhes finalmente a supremacia há muito perdida. É neste clima de intolerância e perseguição, em que os lucros obtidos pelos riscos e o génio dos mercadores bem sucedidos é desfeito pela inveja dos grandes proprietários de terras (que rendem muito menos), que a prosperidade de Lisboa é destruída. O antigo clima Liberal propício ao comércio desaparece e é substituído por um fanatismo católico e conservadorismo absolutos. Às elites do País exige-se o sangue puro antigo e cristão-velho, ou seja, do Norte. Muitos dos mercadores fogem para a Inglaterra ou Holanda onde se estabelecem difundindo os conhecimentos navais e cartográficos dos Portugueses. Lisboa é tomada pelas mentalidades feudais dos Grandes Nobres, e os mercadores Portugueses, sem condições de estabilidade, segurança, apoio e crédito devido às perseguições da Inquisição, são incapazes de competir com os mercadores Ingleses e Holandeses (muitos deles de origem Portuguesa) que lhes roubam os mercados da Índia, Indonésia e China. Em sua substituição as elites de Portucale convencem o débil Rei, Sebastião de Portugal a virar-se para a conquista de um Império territorial, com mais terras e rendimentos para os Nobres, no Norte de África, que lhes permitiria manter a supremacia económica frente aos mercadores. Após o desastre militar de Alcácer-Quibir em 1578, os Aristocratas recolhem-se mais uma vez aos braços dos seus congéneres de mentalidade semelhante de Castela. Desta vez bem sucedidos, em 1580 o Castelhano Filipe II de Espanha é declarado Rei Dom Filipe I de Portugal, depois de derrotar o candidato dos enfraquecidos mercadores, o Prior do Crato, Dom António (o qual era cristão novo e mais liberal, filho de mãe Judia). Filipe I completa assim a ambição do seu pai o Habsburgo Rei Carlos I de Espanha também Imperador Carlos V do Sacro Império Romano (Alemanha), e Senhor da maior parte da Itália e Holanda que afirmara famosamente Se fosse Rei de Lisboa, seria em breve Rei do Mundo.
Domínio Filipino
Filipe I de Portugal, o primeiro dos Habsburgos Portugueses, é assim o primeiro Rei da Hispânia. Apesar de desde 1492 os Reis Católicos Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão terem dominado o que hoje é a Espanha, o título de Rei das Espanhas foi inicialmente usado para Felipe II quando conquistou Portugal e portanto, de facto, todas as Espanhas. Filipe I tenta inicialmente conciliar os interesses da Nobreza na aquisição de mais territórios na Europa, do Clero em derrotar os Protestantes e da burguesia em eliminar a concorrência e pirataria dos Ingleses e Holandeses. Todos os barcos capazes de acção militar de Lisboa, Sevilha e Barcelona são reunidos numa Invencível Armada que é enviada contra a Inglaterra. Devido a uma grande tempestade e à perícia dos Almirantes Ingleses, a armada é destruída. Esta derrota converte finalmente o Rei aos interesses da Nobreza territorial. Grandes exércitos (os Terços) de mercenários, pagos pelos mercadores e comandados pelos grandes Aristocratas de sangue puro Cristão-Velho, como o Duque de Alba, são formados e atravessam a Europa para tomar as cidades e terrenos férteis dos Países Baixos Calvinistas para o benefício dessa mesma Nobreza. Enquanto isso os Holandeses e Ingleses dominam os mares, e incapazes de conquistar os Impérios territoriais Espanhóis do México e Peru, concentram-se em tomar as feitorias, portos e colónias costeiras dos Portugueses, que traficam com Lisboa. São tomados os portos Nordestinos do Brasil, Luanda em Angola, portos da África Oriental, o Cabo da Boa Esperança, Ceilão (hoje Sri Lanka), Malaca e as Ilhas Molucas na Indonésia, a ilha de Formosa (hoje Taiwan), a licença de comércio no Japão e outros portos.
Lisboa, com os seus mercadores já sob perseguição da Inquisição (que expropriava os Cripto-Judeus e mesmo os Cristãos genuínos), perdera grande parte da sua frota no desastre da Invencível Armada que pagava impostos altíssimos para sustentar os Exércitos dos Nobres Espanhóis na Europa, perde agora a maioria dos seus portos e produtos e é finalmente e irreversivelmente arruinada, rapidamente perdendo importância. Em 1598 a catástrofe é aprofundada por um terramoto e pela peste. Finalmente Filipe II de Portugal torna-se exclusivamente Filipe III de Espanha e depois o seu filho apenas Filipe IV de Espanha quando, sob conselho da Nobreza Castelhana e com a aquiescência dos Nobres territoriais Portugueses, absorve o Reino de Portugal no Reino de Espanha. Lisboa, a grande cidade cosmopolita é agora uma cidade de província sem qualquer influência junto dos Grandes Espanhóis de sangue puro, que governam da então Conservadora e Fundamentalista Católica Madrid. Nesta época a cidade perde actividade económica e habitantes, diminuindo a população até menos de 150.000.
As construções deste período cabem em duas categorias: as defesas contra os piratas do Norte, e os edifícios religiosos que apelam para a lealdade à Monarquia Universal Católica pretendida pelo Rei. Foram construídos o Torreão, um maciço edifício junto ao Terreiro do Paço, que não sobreviveu ao terramoto de 1755; o Convento de São Vicente de Fora; novas muralhas com novas disposições de acordo com a engenharia militar da época, como a Torre do Bugio numa ilha no meio do Mar da Palha; e fortificações em Cascais, Setúbal e na margem Sul. Os piratas ingleses e holandeses, como Francis Drake, fazem diversos ataques a algumas praças Portuguesas, mas não se atrevem a atacar Lisboa. Com o declínio económico e o desemprego, aumenta muito a miséria e a criminalidade. As autoridades Espanholas são obrigadas a introduzir uma espécie de corpo policial, os quadrilheiros que patrulham as ruas da cidade e controlam o crime de rua, as lutas, a bruxaria e o jogo. Segundo algumas crónicas do tempo, a taxa de assassinatos no início do ano 1600 seria mesmo superior, numa cidade de 150.000 pessoas, à de hoje em Lisboa com 2.500.000. Os problemas para o comércio na cidade aumentam quando os Catalães, um povo mercador como o de Lisboa, também oprimidos pelas taxas castelhanas, se revoltam em 1636. É a Portugal que Madrid vem exigir os homens e os fundos para derrotar os Catalães, numa tentativa de usar os de Portugal contra os da Catalunha. É então que os mercadores da cidade se aliam à pequena e média nobreza. Tentam convencer o Duque de Bragança, Dom João, a aceitar o trono, mas este, como o resto alta Nobreza, é beneficiado por Madrid e só o prospecto de se tornar Rei o convence finalmente. Os conspiradores assaltam o Palácio do Governador, aclamando o novo Rei Dom João IV de Portugal, com o apoio inicialmente do Cardeal Richelieu de França, e depois a velha Aliança retomada com a Inglaterra.
O Ouro do Brasil
A Lisboa pós-Restauração é uma cidade cada vez mais dominada pelas ordens religiosas Católicas. Mais de 40 conventos são fundados na cidade em adição aos 30 já existentes, e os religiosos ociosos cuja sustentação é assegurada pelas esmolas e expropriações, contam-se aos muitos milhares, constituindo mais de 5% da população da cidade. O clima político é cada vez mais conservador e autoritário e a Inquisição, depois de destruída a classe mercadora, concentra-se no controlo das mentalidades, vigiando as ideias e a criatividade, que suprime em nome da pureza da Religião. Os segundos e terceiros filhos, que não recebem a profissão do pai, e que antes se dedicavam ao comércio e às empresas além-mar, agora simplesmente se refugiam nas ordens religiosas e vivem à conta de outrem, a maioria das vezes de forma apenas superficialmente religiosa. A situação de ruína económica é finalmente resolvida não pelos projectos bem sucedidos dos mais capazes empreendedores, mas pela exploração colonial pura e pelos subsídios do Estado: é descoberto Ouro no Brasil, no actual Estado de Minas Gerais. O Estado Português, sem quase nada contribuir, apossa-se por impostos de um quinto do ouro extraído, que começa a chegar a Lisboa em 1699 e cujas receitas Reais rapidamente chegam às várias toneladas anuais (mais de 15 toneladas após 1730) representando quase todo o orçamento do Estado. A desligação do empreendimento económico e da riqueza, devido ao ouro que é extraído por uma fracção do custo, permite a manutenção do novo clima conservador autoritário na Capital. Em Portugal o Poder é de quem tem o Ouro, que não deseja reformas e pretende manter o Antigo Regime. Será nesta data de falsa prosperidade que o País se tornará irremediavelmente atrasado em relação ao Norte. Com o ouro, obras faraónicas simbólicas da finalmente atingida supremacia absoluta das forças sociais conservadoras Portuguesas, o Clero Católico e a Aristocracia Territorial, são construídas no novo estilo da Contra-Reforma, o Barroco. O mais significativo é o gigantesco Convento de Mafra (acabado em 1730 por mais de 50.000 trabalhadores, mas nunca usado), nos arredores da cidade; o Panteão Nacional (ou Igreja de Santa Engrácia) em Lisboa; grandiosas modificações do Palácio Real juntamente com inúmeros Palácios Aristocráticos e algumas obras úteis mas construídas com desperdício, como o Aqueduto das Águas Livres (1720). Contrastando com a enorme riqueza corrupta das altas elites, o povo vive na miséria. A cidade cresce com a necessidade de mão-de-obra para as construções faraónicas, para 185.000, mas após as obras não há emprego. São deste período as primeiras descrições de Lisboa como uma cidade suja, degradada e não europeia: apenas dois séculos depois de sob-governo dos mercadores liberais, ter sido conhecida como a mais prospera e cosmopolita da Europa.
Termina este período em 1 de Novembro 1755, dia de Todos os Santos, em que ocorre o grande terramoto de Lisboa. Ás nove horas e quarenta minutos a terra começa a tremer com uma intensidade que provavelmente não foi ultrapassada até hoje em todo o Mundo. Após cerca de um minuto, regressa a calma, seguida de novo tremor. A população acorre às praças com espaço junto ao rio Tejo, para morrerem afogadas pelo enorme Tsunami que vem do Atlântico. Depois do sismo, Lisboa está em ruínas. O grande Torreão Real, a Casa das Índias, o Convento do Carmo, o Tribunal da Inquisição, o Hospital de Todos-os-Santos são destruídos. Das 20.000 casas das classes mais baixas, de construção menos sólida, 17.000 são destruídas. Sobrevive o rico Bairro Alto, alguns edifícios de pedra sólida e poucas outras áreas. Seguem-se as pilhagens e os grandes incêndios. No fim, dos 180.000 habitantes, mais de 10.000 terão morrido e muitos outros perderam toda a sua propriedade. É esta catástrofe que abala a confiança do Antigo Regime, e dá espaço ao Ministro, o Marquês de Pombal, de tentar pôr finalmente em prática em Portugal as reformas cientificas e liberais já usadas com sucesso no Norte, da novas teorias políticas e económicas do Iluminismo.
Século das Luzes
O Marquês de Pombal Sebastião José de Carvalho e Melo, Ministro da Guerra e dos Negócios Estrangeiros e oriundo da Baixa Nobreza, reagindo celebremente às ruínas do terramoto, terá dito que era necessário enterrar os mortos e cuidar dos vivos. Uma ideia que vai desenvolver de seguida a nível da Economia e Sociedade Portuguesas. O Poder da Igreja é limitado e a sua falange, os Jesuítas, é expulsa do País. O Poder da Aristocracia Territorial Conservadora, é brutalmente suprimido, numa série de conspirações e contra-conspirações, que acabam com a cruel execução da família que lidera a reacção, os Távora. Estes tinham sido responsáveis por um atentado ao Rei, José I de Portugal numa tentativa de proclamar o conservador Duque de Aveiro Rei, e demitir Pombal. A Inquisição é extinta e os cristãos-novos, ainda então constituindo a maior parte das classes médias educadas e liberais da cidade e do País, são libertados das suas limitações legais e é-lhes finalmente permitido o acesso aos altos cargos governamentais, anteriormente monopólio legal da Aristocracia de "sangue-puro". A industria é apoiada de forma algo dirigista mas vigorosa, sendo estabelecidas várias fábricas reais em Lisboa e noutras cidades, que prosperam. Após o período Pombalino há 20 novas fábricas por cada uma que existia anteriormente. Finalmente os vários impostos e direitos alfandegários dentro de Portugal, prejudiciais ao comércio, são largamente abolidos. Em todos estes propósitos, Pombal apoia-se nas doações e empréstimos dos mercadores e industriais Lisboetas. Em Lisboa, o Marquês, recusando os conselhos de alguns que pretendem mover a capital para outra cidade, ordena a reconstrução de acordo com as novas teorias de organização urbana, após ordenar uma avaliação da situação real através de um inédito inquérito à população. É ainda o Brasil que paga quase toda a reconstrução, com mais de 20 milhões de cruzados. A cidade recebe ainda ajudas de países como a Inglaterra, a Espanha e a Hansa alemã, enchendo-se de estaleiros de construção, enquanto o Rei e os nobres vivem em Palácios de madeira enquanto os novos de pedra são erigidos. Chega a ser considerado uma mudança do centro para Belém, mas um novo projecto para a Baixa, o bairro mais atingido, é formulado por Eugénio dos Santos e aprovado pelo Marquês: em vez de ruas estreitas e edifícios instáveis produzidos pela construção aleatória dos habitantes, é o próprio Estado que se encarrega de construir ruas largas (para evitar a queda de destroços em caso de sismos, mais do que para permitir o tráfego) em grelha, com prédios de vários andares. Estes são construídos segundo as mais modernas técnicas, em gaiola, ou seja, sobre um esqueleto sólido de traves de madeira que lhes confere flexibilidade em caso de sismos; têm fachadas neoclássicas e janelas em guilhotina, e são dispostas de modo a atrair as classes médias. O centro passa de ruas mais a leste para a nova Rua Augusta, rodeada de novas ruas como as do Rei, Príncipe, a nova Rua do Ouro, e outras. O Terreiro do Paço é reconstruído em arcadas com o famoso Arco para a Rua Augusta que existe hoje, e nos novos edifícios são instalados então os ministérios, tribunais, o Arsenal, a Alfândega e a Bolsa, assim como uma Estátua a Dom José I de Portugal.No entanto não são as classes médias educadas que para lá se mudam, mas são artesãos e donos de lojas: são eles que criam então o verdadeiro centro comercial em que o bairro se transforma e continua até hoje. Também o Rossio é remodelado, segundo projecto de Carlos Mardel. Numa alusão significativa, o antigo Palácio da Inquisição será substituído pelo Teatro Nacional Dona Maria II. No local onde antes estava o grande Hospital de Todos-os-Santos é construída uma nova praça para uma mercado: inicialmente conhecida por Praça Nova ou das Ervas, hoje é denominada Praça da Figueira. A cidade só acabará de ser reconstruída em 1806.
Novamente moderadamente prospera a cidade cresce sob a liderança de Pombal até aos 250.000 habitantes em todas as direcções geográficas, ocupando os novos bairros da Estrela, Rato (com novas fábricas de cerâmica), Alcântara, Ajuda, Sapadores, e as Amoreiras (onde estavam as novas fábricas da Seda, cujos vermes são alimentados das folhas dessa árvore). O Primeiro-Ministro tenta de todo o modo estimular as classes médias, que via como essenciais ao desenvolvimento do país e ao progresso. São formados os primeiros cafés, propriedade de Luso-Italianos: alguns sobrevivem hoje desse tempo, como o Martinho da Arcada no Terreiro do Paço; o Nicola no Rossio, cujo dono Liberal iluminava a fachada após cada vitória política progressista; entre outros. Surge o hábito das soirées sociais entre os burgueses mais ricos, com a participação inédita de mulheres, em que a Nobreza conservadora não participa. É deste modo que surge novamente em Lisboa a classe média burguesa autoconsciente, composta de cristãos-novos e cristãos-velhos provenientes do Povo, a origem dos movimentos políticos pelo Liberalismo e pela República, que se manifestam nos novos Jornais da capital.
Pombal viria a ser demitido após a morte de Dom José, e a ascensão ao trono da muito religiosa Dona Maria I de Portugal, cuja grande contribuição foi a Basílica da Estrela. Aconselhada pelo Clero e pelos Nobres conservadores, além de demitir o primeiro-ministro procurou limitar e até reverter algumas das suas reformas progressistas, num movimento denominado a Viradeira. Segue-se a deterioração das condições económicas que muito tinham melhorado no tempo Pombalino, e os problemas orçamentais. Para lidar com a miséria e criminalidade novamente crescentes, é criada a Polícia sob liderança de Diogo Pina Manique em 1780. Renova-se a perseguição política desta vez sob forma secular. A Polícia persegue, prende, tortura e expulsa todos os progressistas: maçons, jacobinos e liberais; os jornais são submetidos à censura; muitas obras de Filósofos Liberais ou Protestantes proibidas e os cafés vigiados por polícias à paisana. A cultura é controlada e todas as manifestações menos Católicas são ilegalizadas, incluindo o antiquíssimo Carnaval.
Guerra Civil: Liberais e Conservadores
No fim do Século XVIII, com a Revolução Americana de 1775, ganham peso as ideias Liberais por toda a Europa. Na França estala a Revolução em 1789. Em Lisboa os Liberais jubilam com a derrota da Aristocracia Francesa. Rapidamente se radicaliza a Revolução em Paris, caindo nas mãos da extrema-esquerda, e o centrista Napoleão Bonaparte é chamado ao Poder pela Burguesia assustada, acabando por autonomear-se Imperador. A sua política na Europa é o Bloqueio continental, ou seja a proibição do comércio com a Inglaterra. Aliado deste País, Portugal recusa e Napoleão envia Junot à frente de um grande exército para conquistar o País. Junot entra em Lisboa no dia 30 de Novembro de 1807. A Família Real portuguesa, alta Aristocracia e Clero haviam fugido no dia anterior. Junot é a princípio bem vindo pelos Lisboetas e estabelece-se no Palácio de Queluz. As novas ideias Liberais são discutidas pela burguesia Lisboeta com os oficiais franceses nos cafés da cidade, em especial no Nicola do Rossio, onde se estabelece o Quartel General Francês. Todos esperam a continuação das reformas do Marquês de Pombal, mas Junot não quer estimular ideias radicais e nada faz. Portugal é antes considerado um País a dividir: Lisboa seria directamente incorporada no Império Francês, enquanto o antigo Portucale seria ressuscitado no Reino da Lusitânia Setentrional seu cliente. A falta de reformas e o comportamento violento dos soldados franceses leva finalmente à Junta do Supremo Governo a pedir o auxílio da Inglaterra. É enviado um corpo expedicionário liderado por Wellesley e Beresford, e os franceses em menor número, são obrigados a retirar-se em finais de 1808 entrando simultaneamente, seguindo um acordo de retirada. Os Ingleses entram na cidade onde se estabelecem em Arroios. Lisboa sofre economicamente com a abertura dos portos do Brasil à Inglaterra. Os Ingleses recebem de Dom João IV, residente no Rio de Janeiro, o controlo do governo da cidade e País, que administram como uma colónia. Os burgueses partidários da França são executados. São então construídas defesas nos acessos à capital em Torres Vedras, onde desde o tempo dos Romanos acabava o território de Lisboa. Aí é vencida e forçada a retirar a nova força de invasão francesa liderada por Massena, em 1811. Daí partiriam os Ingleses e alguns Portugueses sob o comando do General Wellington para libertar a Espanha. Napoleão será finalmente derrotado em 1815.
Com os burgueses de Lisboa sob opressão dos Ingleses, são os burgueses do Porto que tomam controlo da cidade e se rebelam contra o colonialismo Inglês e pelo Liberalismo em 1820, seguidos pelos de Lisboa a que se juntam, expulsando os Governadores Ingleses num Golpe de Estado. As Cortes são convocadas pelos Liberais e é promulgada uma Constituição de 1822, uma Carta dos Direitos do Homem, e o fim dos privilégios do Clero e da Nobreza. O filho do Rei, D. Miguel de Portugal encabeça os Reaccionários Conservadores Absolutistas, e inicia a Guerra Civil, contra as forças Revolucionárias Constitucionalistas Liberais do seu irmão, o Imperador Pedro I do Brasil, depois Pedro IV de Portugal. É Dom Pedro que vence a guerra em 1834, mas a Constituição promulgada é mais conservadora que o esperado.
In Praia da Claridade, 31 de Julho de 2005
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